a strange dream
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Chapter 310 min read

A tempestade

Eu e a garota misteriosa vagamos por um tempo, eu levava minha armadura que ganhei na luta contra o dragão, e eu nomeei minhas espadas de ceifadoras, mas ninguém sabia pois eu não falava nada, ficamos um tempo vivendo perto do mar, mas éramos nômades, vagávamos por aí sobrevivendo onde podíamos, quando estávamos andando, achamos um barco, um barco pequeno, porém nos serviria, subimos nele e o exploramos, não achamos nada, e conseguimos nos instalar na cabine, içamos velas e partimos mar a fora, seguimos a norte com o vento a nosso favor, ficamos por lá dias e dias, eu aprendi a pescar, e a garota costumava limpar o navio, quando parávamos em ilhas, nadávamos e ficávamos nela por uma noite, e então seguíamos o caminho de barco novamente, até que um dia, uma grande tempestade começou.

O barco batia de um lado para o outro, era incrível ainda estarmos de pé, as ondas cobriam o barco, e eu me escondi na cabine, eu respirei aliviado, porém percebi que a garota não estava lá, eu olhei para fora e a vi caindo do barco, eu arregalei os olhos e saí correndo, pulei do barco e a peguei no mar, nosso barco ia embora junto com nossas coisas, principalmente minhas espadas e minha armadura, quando não se via mais o barco a frente, eu olhei com tristeza para os olhos da garota que não podia fazer nada além de chorar, pensei que iríamos morrer, talvez comidos por um tubarão, talvez afogados, talvez de fome, não havia como saber, a tempestade foi embora, mas nós flutuávamos no mar sem rumo, certa hora eu acabei adormecendo, eu sonhei com meu amigo de infância, ele olhava para mim com uma cara feliz e me dizia que ainda havia esperanças, foi quando eu senti no meu sangue, ele estava vivo, este mundo onde vivíamos era um lugar enorme, talvez eu nunca o encontrasse, mas eu sabia que ele estava vivo, e foi quando me lembrei do bradd, será que ele era quem eu procurava?
Eu não sei, talvez eu jamais saiba, mas agora eu tenho esperanças, eu tenho esta garota ao meu lado, eu sinto que minha vida irá melhorar, eu sei que nada está perdido.

Eu acordei e vi uma luz, era o sol, mas estava coberto, quando minha visão melhorou, pude ver que a garota é que estava na minha frente, eu tentei dar um sorriso, mas foi quando senti uma dor enorme no braço esquerdo, ela olhava para mim com uma cara muito triste, foi quando me dei conta de que meu braço não estava mais lá, eu levantei desesperado, e percebi que estávamos em cima de uma rocha no meio do mar, estávamos rodeados de tubarões, eu não pude acreditar no que estava vendo, uma parte de mim estava faltando, era perturbador, mas eu devia superar, eu tinha que seguir em frente, mas eu não sabia como sair daquele lugar, haviam poucas chances de sobrevier, víamos uma pequena ilha bem próxima dali, mas talvez aquela fosse nossa chance, vários pássaros estavam voando por ali, e foi o que eu usei para me salvar, eu peguei uma pedra com a minha única mão, e joguei em um dos pássaros, rapidamente peguei outra e joguei em mais um, eu consegui acertar os dois, eles caíram no mar, os tubarões viram a comida fresca e foram nadando, era a nossa única chance, pulamos na água e nadamos o mais rápido possível, a garota subiu na ilha, e quando eu estava prestes a conseguir, um tubarão agarrou minha perna, eu me segurei em um cipó que estava ali perto, e comecei a chutar o tubarão com a outra perna, mas estava difícil fazer isto sem um braço, a garota tirou uma de minhas espadas, fechou os olhos e acertou-a na cabeça do tubarão, ele morreu na hora, aproveitamos para acender uma fogueira e cozinha-lo, eu tive que fazer um braço de madeira, demorou, mas eu consegui, eu podia movimentá-lo normalmente, e o prendi para que ele fosse como o meu braço normal, agora eu podia usar minhas espadas juntas novamente, o tubarão ficou pronto, e pudemos aproveitar cada pedaço, mas eu não estava nem um pouco a fim de ficar naquela ilha, então passamos a noite lá, de manhã fizemos uma canoa, com ela conseguimos navegar pelo mar com alguns animais que caçamos, e fomos seguindo até chegar em uma praia, conseguimos chegar a o que sobrou de uma cidadezinha, andamos pelas ruas, mas a cada passo que eu dava, eu ficava mais triste, eu olhava o lugar em volta, e percebia que onde eu estava, era a minha casa, eu corri pelas ruas até chegar na minha pequena casinha, o portão estava aberto, entramos e a garota não entendia o que estávamos fazendo lá, foi quando me lembrei do meu amigo que estava enterrado, eu corri para o jardim do fundo, e ao invés de ter um simples campo com terra, havia um buraco vazio, como se alguém tivesse saído rastejando de lá...

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