Apenas uma previsão do destino não seria o suficiente, Maria Luísa estava determinada a fazer alguma coisa a respeito e ninguém melhor para ajudá-la do que Ana Júlia. Não conseguiu pregar o olho após o encontro com Francisco no jardim. Não conseguia pensar em qualquer solução para seu problema e tinha certeza que não podia contar com a ajuda da mãe naquela questão. Ainda estava muito magoada com a sua falta de atitude diante de mais uma agressão de seu pai e não desejava ver ou conversar com ela tão cedo.
Esperou os primeiros raios da manhã e o pai saírem para conseguir escapar. Colocou a tipoia que havia se tornado uma verdadeira arma contra o jantar de noivado e sentia que em breve iriam descobrir sua farsa, por isso saiu pelos fundos e atravessou a cidade a passos rápidos indo em direção ao cafezal para cortar caminho e chegar mais rápido na casa da amiga. Normalmente teria medo de passar no meio da plantação tão cedo, mas estava tão desesperada por ajuda que qualquer temor a respeito de estar andando desacompanhada, sumiu.
Quando enfim chegou em frente ao casarão da família Albuquerque, uma música suave e tranquila a alcançou. Um bom sinal. Indicava que a casa já estava acordada.
Enjoying the story?
Create your free account in 15 seconds to unlock the next chapters and pick up right where you left off on any device.

