Fazia algumas horas que havia anoitecido. O céu estavalimpo, sem nuvens e, apesar do frio, estava uma noite linda. Capaz de tocar e emocionar a qualquer pessoa, menos a mim.
E tudo por culpa da maldita hora em que eu decidi que estava na hora de começar a viver minha vida de forma plena. E é claro que o primeiro passo para isso seria arrumar um namorado. Talvêz os deuses gostem muito de mim, ou eu acabei sendo \'presenteada\' pelo destino com o meu namorado... Edward Cullen.
Ele era simplesmente perfeito, eu não poderia ter pedido melhor. Ele era tão lindo que eu não sei até hoje se ele é humano ou... um vampiro. Mas, como os sonhos sempre acabam, eu percebi que ele — definitivamente — era humano.
Eu sei que isso não é desculpa para o que ele fez... Mas não deixa de ser verdade — TODOS OS HUMANOS ERRAM, SÓ NÃO ERRA QUEM NÃO É HUMANO.
# FLASHBACK ON #
Eu estava prestes a entrar para fazer minha aula particular de piano (tambem né, eu era a única aluna naquela academia de música... Que coisa, não?) quando eu reparei que a moto do Ed (meu namorado... ¬¬\') estava lá.
Que estranho... ele nunca vem aqui... mas ok. Lá vamos nós.
Respirei fundo tentando acalmar minha curiosidade e a estranha sensação de que alguma coisa não estava certo. Subi aqueles quinze degraus com impaciência e apertei a campainha. Uma. Duas. Três vezes e ninguem vinha abrir a porta. Mas infelismente, a porta era de vidro e eu vi que duas pessoas estavam se agarrando em cima de um dos sofás de couro caramelo.
Por que estão demorando tanto? São apenas dois passos até a porta... Até a dona Zilá (minha professora... tadinha, com um nome desses até eu gostaria de esquecê-lo) faz isso mais rápido...
— Que pouca vergonha é essa? — a dona da voz só podia ser a Déby — filha da minha teacher (loucura ou não, a dona Zilá tem oitenta e tantos anos... ai)
— Não é o que você está pensando... — Essa voz... é do MEU Ed (N/E: cuidado com o ciúme e a possessividade... por que mata! B: nada a ver... se você tivesse um namorado como o meu duvido que você não teria ciúmes... Autora: nem tenho namorado... mimi [chupando o dedo] B: mas eu sim... então fica quieta...)... Então... ele... não! Não pode ser...
— É melhor que isso não aconteça novamente! Tânia, eu preciso que você vá agora até a garagem e veja se o Carlos já chegou com os livros que eu pedi...
Apertei mais uma vez a campainha.
O vento frio contrastava com o sol forte deixando uma estranha e incomoda sensação — frio e calor ao mesmo tempo. Finalmente a porta foi aberta, mas o que realmente atraiu a minha atenção foi um estranho e familiar tom acobreado dos cabelos de um cara que estava quase sendo engolido pela tal de Tânia. Essa garota parecia uma piranha oxigenada.
— Oooooi... chegou cedo hoje... — Essa Déby parece estar escondendo algo... Se ao menos ela não desse esse sorriso amarelo... Talvês seja vergonha por causa do barulho (leia-se gemidos) que estamos ouvindo... Talvês...
— Está tudo bem, Déby?? — Tentei ser simpatica... mas o que eu ouvi me chamou a atenção...
— Bella? — Esse sussuro, quando eu ouvi, me chamou a atenção pela familiaridade da voz.
Não sei o que estava se passando naquele exato momento, mas assim que eu cheguei a uma terrivel conclusão um som meio estrangulado saiu de minha garganta.
— Bella, você está bem?
— Bella?? — a mesma voz que sussurou meu nome pronunciou novamente, só que mais audível dessa vez. Eu não conseguia acreditar no que meus olhos estavam vendo: Edward tentava se desvencilhar da piranha que tentava continuar a beijá-lo.
— Bella, você tem certeza de que está bem? Você está tão pálida... quer se sentar? — Déby começou a se agitar, procurei minha voz para dizer-lhe que eu estava bem, mas não achei. Só consegui acenar com a cabeça numa tentativa de tranqualizar-lhe, dizer que estava bem quando na verdade minha vontade era de morrer... — Você tem certeza de que não quer se sentar? Parece que você vai cair... quer que eu te chame um médico?
— Não, não precisa... eu acho que eu vou ter uma síncope... — quando eu finalmente achei minha voz, ela saiu estrangulada revelandotoda a dor que eu estava sentindo por dentro. — Edward, como você pode fazer isso comigo?
— Bella eu posso explicar...
(...)
Me virei e sai.
# FLASHBACK OFF #
Só Deus sabe o quanto doeu terminar com ele, mas eu sentia que alguma coisa estava errada.
CONTINUA...
