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Chapter 16 min read

O Lutador Rubro

“Mal com um coração de trevas ou herói de coração justo?”

— Sherbet Kamelot, siga para a realização de seu teste.

Com o chamado vindo dos alto falantes, um garoto de cabelos loiros, quase indo para o branco, se levantava do acento do vestiário e passava a se esticar, ele passava a ajeitar o casaco de cor negra mas com detalhes em vermelho e branco e calças também pretas mas com um degrade de cinza, ao terminar de se arrumar, ele seguia para o local de realização dos testes práticos.

Já na porta da arena, ele respirava fundo e soltava um longo suspiro, com isso, ele colocava uma máscara de lobo e quando iria dar um passo à frente, era impedido por um homem de cabelos grisalhos e barba por fazer, este usava um terno branco com detalhes azuis e sapatos sociais de cor preta, ele estava com uma espada na mão e a forçava contra a mão do garoto. Sherbet o encarava com uma raiva bastante visível em seu rosto, o velho apenas o virava para a entrada da arena e falava de forma baixa contra o ouvido do mesmo.

— Vá lá e não me decepcione, seu muleque. Nós somos uma família de prestígio Sherbet, não somos vagabundos que lutam desarmados.

— Vai se ferrar.

Ele forçava o mais velho a lhe deixar ir e finalmente chegava ao local do teste, era uma arena vasta e com alguns assentos vazios, haviam apenas alguns outros adolescentes ali, que já haviam feito o teste prático e agora se encontravam aguardando o restante que ainda estava por vir. Os olhares acabavam se voltando para ele, os Kamelots eram uma família de prestígio em toda Remnant, então onde iam, chamavam a atenção de todos, porém, Sherbet não gostava muito dessa atenção, achava algo... irritante.

Novamente os alto falantes ressoavam, na cabine de comando, estavam alguns dos professores de Shade, e ao lado deles, estava o avô do mesmo, Joey, o mesmo que havia o entregado a espada à força, na arquibancada, se encontrava a mãe do garoto, os pais tinham permissão de estarem no local para acompanhar os testes, então, não era nada incomum.

— Seja bem – vindo, o teste se resume em 3 ordas de robôs, seu resultado será definido a partir de suas técnicas e condição de aura, está pronto?

O mesmo ficava parado durante um tempo, ele acabava encarando a espada que se encontrava com ele por alguns instantes, mas logo a jogava para o outro lado da arena sem qualquer hesitação, ao ver aquilo, Joey se aproximava mais e soltava um baixo rosnado com a atitude rebelde do neto. Sherbet finalmente entrava em sua posição de combate, ele abaixava o capuz branco revelando suas orelhas lupinas e acabava sacudindo sua cauda, algumas peças de metal se reorganizavam em suas luvas enquanto entravam no modo de ataque.

— Pronto.

Réplicas de Creeps e Boarbatusks então saiam dos portões e passavam a se aproximarem, o faunus dava alguns passos para trás ainda em sua posição de ataque, mas quando um dos robôs vinha para cima, uma explosão acontecia média acontecia e apenas os pedaços do robô podiam serem vistos voando para os lados, quando a fumaça abaixava, Sherbet se encontrava com um de seus braços esticados justamente na direção de onde a explosão havia sido causada, ele ficava parado durante alguns instantes apenas para estalar o pescoço, mas logo passava a avançar na direção de um Boarbatusk que viria em seguida, mas agora desferindo um soco contra a réplica que logo era explodida também, porém, o mesmo usava do impulso da explosão para dar um mortal para trás e se preparar para atacar o restante.

Creeps cavavam o chão por ser de terra justamente para tentar o pegar de surpresa, mas assim que surgiam, eram golpeados, um a um. Quando uma das réplicas avançava contra ele, Sherbet acabava desviando, e usando da esquiva para segurar em sua cauda e arremessar o robô contra os outros, dois Boarbatusks restantes avançavam com giros novamente contra o faunus que optava por correr em direção à uma parede, ele subia um pouco mas usava dos pés para se impulsionar para trás novamente e enquanto estava em queda livre, esticava um dos braços já tratando de explodir os dois.

E logo a segunda onda vinha, agora com réplicas de Beowolfs e Lancers, os insetos vinham logo em grupos, o que já facilitava para que apenas as explosões resolvessem, já contra os beowolfs, ele decidia avançar e alternar entre socos e chutes, nunca deixando que eles se juntassem em cima dele, quando todos já estavam bem danificados, ele apenas tomava distância e desferia uma poderosa explosão junto de um soco.

Sherbet chegava a dar um pequeno riso por realmente achar aquilo tudo extremamente fácil, mas sua expressão mudava quando via o último robô, um Beowolf Alfa, o robô mal perdia tempo e já atacava o faunus com suas garras, sempre procurando o deixar no canto para que não tivesse chance de defesa, mas o garoto passava a se esquivar como podia, e quando tinha a oportunidade, acabava dando uma cambalhota por baixo das pernas do robô.

Ele não esperava que usassem aquele tipo de réplica para testes, mas já que estava ali, teria que dar um jeito de destruí – lo, o faunus voltava a se esquivar dos ataques, mas agora procurava contra atacar com as explosões, mas ele acabava sendo pego com uma patada vinda do robô que o jogava contra a parede da arena.

Ao se levantar, Sherbet passava a rosnar de forma baixa e voltava a avançar contra o robô, agora desferindo socos explosivos mas sempre se afastando quando o mesmo voltava a atacar, mas quando o Beowolf iria desferir outra patada, ele usava a própria explosão para se impulsionar para o ar, ao chegar na altura da cabeça do robô, ele acabava carregando uma explosão ainda mais poderosa no punho, e ao cair é que ele desferia aquele soco que explodia a cabeça da réplica e fazia diversas peças voarem pelos ares e pelo chão.

O faunus pousava semi ajoelhado, mas logo se levantava e retomava sua pose, agora deixando ambas as mãos com os punhos fechados ao lado da cintura, na cabine, os professores estavam boquiabertos com o ocorrido, sem nem acreditar no que haviam visto aquele garoto fazer. Com a conclusão do teste, eles acendiam uma luz esverdeada sinalizando que o mesmo poderia se retirar.

Na saída, ele dava de cara com sua prima, Sorano Kamelot, a mesma estava sem sua máscara e o encarava com um pequeno sorriso, com suas mãos ela passava a fazer sinais, aparentemente, a mesma tinha dificuldade com sua fala.

— "Então, como foi?"

— Fácil, nada surpreendente.

Dizendo aquilo, o mesmo dava um pequeno toque no ombro da garota e se retirava do local.

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