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Chapter 15 min read

Capítulo Único

— Oi meu passarinho.

— Tia Myrt — a voz trêmula de Cordelia cortou o silêncio daquela estufa.

—Estou aqui passarinho — a ruiva envolveu Cordélia em um abraço quente e terno._ Vou cuidar de você.

O contato com a pele de Myrtle fez Cordélia ter uma visão de algo que ela nunca imaginou.

Myrtle Snow estava prestes a se deitar quando alguém entrou em seu quarto sem a decência de bater antes de entrar. Cheiro de cigarro e passos firmemente arrogantes, só poderia ser Fiona Goode, a Suprema.

—O que você quer Fiona?

A escuridão do quarto impedia Myrtle de enxergar o rosto cansado e manchado de lágrimas de Fiona.

—Fiona? — Myrtle abriu as cortinas deixando a luz da lua iluminar o quarto, revelando a silhueta da mulher que parecia em transe. _ Voc...

Antes que Myrtle pudesse terminar a frase, Fiona lhe encostou na soleira da janela e a beijou. Um beijo quente e lento, que fez Myrtle por alguns segundos acreditar que tinha algum carinho e paixão — bem, talvez tivesse.

— Gosto de licor. Igual na primeira vez em que vez isso. — Fiona sorriu maliciosa.

—E você continua com gosto de cigarro e whisky. — Myrtle sorriu, mas um sorriso cheio de preocupação. _ O que está acontecendo? — perguntou Myrtle puxando a Suprema para que ela se sentasse junta dela em sua cama.

— Eu estou ficando velha, e cada dia mais doente — disse passando a mão no braço, sobre as marcas da intravenosa por onde passava a radiação do tratamento de câncer. _ Eu sinto como se já estivesse morta. — lágrimas rolaram, coisa que Fiona não permitida acontecer perto das pessoas, principalmente de Myrtle.

— Querida, você sabia que um dia isso aconteceria. — Myrtle puxou Fiona para mais perto dela, ela repousou sua cabeça em seu peito ._ É assim que as coisas funcionam, infelizmente. — beijou o topo da cabeça da loira e começou um leve balançar, como se Fiona fosse uma criança a ser ninada.

— Não quero morrer sozinha, Myrt. — os olhos assustados e marejados de Fiona encontraram o de Myrtle.

—Você não vai morrer sozinha. Eu não vou deixar, eu prometo. — ela encostou seus lábios no de Fiona. _ Desde que não me deixe sozinha está noite, como você sempre faz depois que consegue o que quer.

—Eu não vou. — ela sussurrou enrolando os dedos nos cabelos de Myrtle, cabelos estes que não estavam selvagens do jeito que Fiona tanto gostava.

Myrtle sorriu contra a bochecha quente de Fiona. Esticando seu braço, beijou aquelas marcas com carinho, como se aquilo as fizessem desaparecer. Fiona sentiu como se a dor aos poucos fosse se esvaindo. Myrtle era calma e carinhosa. O que às vezes fazia Fiona se sentir mal pelas as vezes que desejou matar a amante. O álcool, a nicotina e as drogas eram um escape para que Fiona pudesse se sentir completa, mas a verdade que ela sempre negou era que ela só se sentia amada e completa quando tinha Myrtle e Cordélia por perto.

As mãos ágeis e delicadas de Myrtle trataram de tirar o vestido preto que Fiona usava. Em seguida a meia, algo que ela achava desnecessário, pois Fiona tinha belas pernas. Myrtle beijou a parte interna das coxas de Fiona, depois seu ventre, entre seus seios e sua clavícula, marcando o corpo branco e esbelto da Suprema com o batom vermelho que a ruiva usava.

—Sabe que pra mim você não mudou nada? — ela disse encarando os olhos que agora brilham, e recebeu um sorriso como reposta.

Ela chocou seus lábios contra os da Suprema, explorando uma a boca da outra com a língua. Sem parar para tomar ar, os lábios começaram a arder. Fiona sorria entre o beijo. Myrtle mordeu o lábio inferior de Fiona e desceu seus beijos.

Ela mordiscou a parte interna das coxas de Fiona, que podia sentir a respiração quente de Myrtle perto de seu núcleo que pulsava forte. Ela lambeu a virilha da Suprema, se deliciando com o que ela podia provocar naquela loira tão arrogante e incrivelmente sedutora. Ela tirou a calcinha molhada de Fiona enquanto observava suas expressões. Sem aviso ela tratou de ir direto no nervo inchado de Fiona, e sugar com toda vontade e sem pressa nenhuma. Os espasmos no corpo de Fiona aumentaram. Vendo que Fiona estava quase chegando ela parou, e subiu novamente seus beijos ,mordiscando os peitos de Fiona.

— Myrt, por favor _ Fiona segurou o rosto de Myrtle. Myrtle respondeu a beijando cheia de luxúria.

Então Myrtle a sugou novamente, agora com pressa. O corpo de Fiona voltou a tremer, e ela não se prezou em segurar os gemidos. Myrtle enfiou seus dedos e sentiu Fiona os apertar, então voltou a passar sua língua pela intimidade da Suprema, que gemida seu nome e a segurava pelos cabelos a impedindo de sair dali novamente. Então ela veio, se derramou, e Myrtle tratou de lamber todo o líquido de sua Suprema.

— Não fale nada. – a Suprema deu um beijo na ruiva e se aninhou em seus braços.

Pela manha Myrtle acordou com a luz que passava pela janela aberta, e sentiu um peso sobre suas pernas. Algo se mexeu bem a baixo de seus peitos, as cortinas de fecharam. Fiona tinha ficado a noite inteira com ela. Ela se virou para encarrar a loira.

— Prometi que não te deixaria sozinha essa noite. E quantas outras quiser. – ela sorriu.

Cordélia se soltou da tia quando a visão acabou. Ela sorriu.

— O que foi Délia? — perguntou Myrtle.

—Nada. Eu amo você, tia Myrtle. — ela sorriu e abraçou a tia novamente, agora pensamentos de invadir as memórias da mãe.

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