Em meio a hordas de corpos descarnados, fogo e trevas. Radamathys ergue-se avivando muitos corpos sob sua vontade.
[Radamatys] — Minhas criaturas, meus emissários, estes são tempos onde a imundícia do homem prolifera-se. Não serei eu a perder para estas criaturas imundas que mancham a Terra por sua presença. Hoje Antioquia cairá!
Em meio a seu discurso o demônio do fogo é interrompido por uma figura não estranha a ele.
[Lilith] — Olá guerreiro, a quantos séculos não o vejo.
[Radamatys] — Lilith, o que faz aqui?
[Lilith] — Vim fazer uma visita, pois eu caminho pelo mundo, mas você não sai desta região.
[Radamatys] — O que você quer?
[Lilith] — Que rude, vim lhe entregar um presente.
[Radamatys] — Seja breve.
[Lilith] — Estes são os Lilin, meus treze filhos, a partir de hoje eles serão seus servos.
[Radamatys] — Por que você me daria seus filhos?
[Lilith] — Por que também não aprecio os humanos.
Uma gargalhada sinistra tomou conta das trevas, o demônio olhava com desprezo para as criaturas aos seus pés.
[Radamatys] — Não sabia que hipocrisia fazia parte de suas virtudes.
[Lilith] — Não existe nada para rir.
[Radamatys] — Todo este ódio pelos descendentes de Adão e Eva, podem lhe consumir e cegar, minha cara.
[Lilith] — Cale a boca, se você não for capaz de iniciar esta guerra, eu encontrarei alguém que possa.
[Radamatys] — Quem você pensa que é para levantar o tom de voz, em minha presença?
[Lilith] — Enfim, você aceitará meu presente?
[Radamatys] — Presente? Isto é um pedido. Mas o aceitarei, porém, você estará em débito para comigo.
Os dois se põem em alerta quando percebem uma terceira presença.
— Somente agora vocês me perceberam?
[Lilith] — Você não me é estranho, quem é você?
[Radamatys] — Não seja insolente, ele é Leviatan.
[Leviatan] — Que bom, que pelo menos você me reconhece.
[Lilith] — O que o faz tão nobre?
[Radamatys] — Ele é o quarto príncipe do inferno.
[Leviatan] — Obrigado pelas apresentações, mas ela não deveria estar aqui.
[Lilith] — Quem você pensa que é? Para me desprezar?
[Leviatan] — Você acabou de nascer criatura insolente, sua existência é um mero capricho. Eu lutei contra Jeová e suas hostes de anjos, muito antes que a criação fosse um sonho, não me insulte, ou sua existência nem uma lembrança será.
[Lilith] — Perdão, meu príncipe.
[Leviatan] — Agora que já iniciamos uma discussão, posso lhes dar uma mensagem.
[Radamatys ] — Sim senhor, como posso ajudá-lo? Perguntava a criatura abaixando a cabeça como sinal de submissão.
[Leviatan] — Como você já planeja atacar o império persa, temos planos que necessitam serem seguidos.
— Planos que não devem ser ignorados. Uma voz calma corta o silêncio profundo.
[Radamatys] — Você trouxe mais um convidado?
[Leviatan] — Ele veio por si próprio Radamatys.
[Lúcifer] — Eu preciso que este plano funcione perfeitamente.
[Lilith] — Mas, o que você faz aqui?
[Lúcifer] — Olá Lilith, também é muito bom lhe ver.
[Radamatys] — Lúcifer, a que devo tamanha honra?
[Lúcifer] — Como eu disse, nada além de meus planos.
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