What Belongs to UsOcaso
O som não lhe estava a sair bem. Já tinha afinado o instrumento um cento de vezes e não lhe soava como ele queria. Começava a desconfiar que não seria do baixo, nem das cordas – até já tinha trocado duas delas, descartando as outras, que também eram novas, como defeituosas – nem dos amplificadores, nem nada externo. O problema era com ele. Era dentro dele.
Um suspiro longo e pesado. Apertou a cana do nariz com os dedos. Estava sentado na boca do palco, as pernas a balançar, os calcanhares a baterem na madeira e a provocar um som seco e irritante.
— Estás a sentir-te bem, meu?
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