Amanda estava exausta. Seu pé latejava. Porém não podia se sentir mais orgulhosa, por ter alcançado seus objetivos junto a Corvo. Mesmo com ela tendo ajudado ele e não o inverso. Ao chegarem ao refúgio deles, não fez outra coisa a não ser descansar. Corvo até parabenizou-a por ter feito um bom trabalho. E disse que aquele era apenas o começo de tudo.
Entretanto, Corvo nunca parecia cansado, ou mesmo ferido. Ele continuava com o espírito pronto para um bis. Se Amanda ao menos pudesse ver seu rosto poderia tentar saber como ele se sentia. E pelo que ela o conhecia, tinha a certeza de que qualquer pergunta seria respondida com indiferença. Precisa conhecê-lo mais a fundo. Queria entendê-lo. Aquelas perguntas foram se juntando em sua mente enquanto estava na banheira. Após se arrumar foi para a sala principal, onde ele estava tocando novamente o longo piano de cauda. Aquilo lembrou a ela sobre sua antiga pergunta.
– Corvo... – Amanda o chamou enquanto continuava a tocar – Acho que você ainda me deve uma explicação. Não me contou como conhece aquela música e por que falou que era popular.
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