O comentário de Pepper se fixou na cabeça de Tony, que não conseguiu dormir. Afinal, seria possível alterar memórias? Isso, é claro, não mudaria o fato que as lembranças originais aconteceram. Mas poderia ajudar, e muito, no tratamento e recuperação das pessoas que sofreram algum trauma. Seria um furo histórico na história da psicologia e neurociência.
Não seria fácil. Nem barato. Mas quem disse que isso seria um problema?
Então ele fez cálculos, elaborou algoritmos, passou a noite em claro, com a mente a mil. Quando Pepper acordou, a cama estava cheia de livros e cadernos abertos, papeis com anotações e outros amassados, xícaras vazias e embalagens de comida. Um holograma em tamanho real de um cérebro girava lentamente em frente a Tony, que digitava freneticamente em um starkpad e fazia pontos e traços de diferentes cores no holograma.
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