It's really love? (On hiatus)
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Chapter 37 min read

Capítulo 3 — Serotonina.

Alyssa estava na frente do escritório do professor Snape, ela batia na porta impaciente como se não pudesse ser vista ali.
— Sabe Srta Miller — começou Snape com uma voz irritada — A sua impaciência me deixa frustrado.
— Eu tenho certeza que aprendi com o melhor — afirmou entrando na sala — Já pode parar de me chamar de Srta Miller pai, ah e antes que eu me esqueça, bom dia, o que você queria falar comigo? — perguntou ansiosa.
— NOMs — começou ele seriamente — sei que você tem muitas responsabilidades, quadribol e sendo monitora, mas quero que você se dedique ao máximo ao seu NOMs. E não deixe que distrações impeçam você de um bom rendimento, e antes que me pergunta estou sim me referindo aos gêmeos.
— Por que você não me dá esses discursos o motivacionais enquanto estamos em casa? Aqui eu tenho que acordar cedo além do normal.
— Simples, não sinto vontade.
— O.K — respondeu ela aborrecida.
— Hum... Seu padrinho me contou sobre o que aconteceu no trem, dementadores entraram, e você está bem?
— Claro, na medida do possível, se você quer chegar no assunto Melissa é só falar, sim eu lembrei novamente dela, mas estou bem, está vendo? Posso ir agora, estou faminta.
— Por que você é tão igual ao seu pai até nas respostas? Poxa filha você podia puxar um pouco a mim as vezes — Eliza falou assim que fechou a porta.
— Bom dia mãe! Era marcada essa reunião e só eu não sabia?
— Não, Snape me falou que você iria vir aqui, quero falar uma coisa para você.
— NOMs?
— Não, é que às vezes você é muito lerda Alyssa — disse ela rindo — não percebeu que tem alguém gostando de você?
— Que?
— Sim Aly, é aquele menino fofinho da...- Eliza começou a dizer mas logo foi interrompida pelo grito da Alyssa.
— MÃE! Já viu como o céu está bonito? Acho que eu vou aproveitar ele, tchau.
Na mesma momento ela saiu da sala totalmente envergonhada, sem se importar com os comentários que sua mãe e seu pai estavam fazendo.
O salão principal já estava cheio dos estudantes, e focalizou dois cabelos ruivos e ela foi em sua direção.
— Bom dia meninos — Alyssa falou animada enquanto abraçava eles.
— Na verdade o dia não está tão bom assim, acredita que temos duas aulas de poção agora de manhã? — Fred falou escandalizado — e é com a sonserina.
— Ah vamos lá, não é de tudo ruim!
— Você fala isso porque se da bem com todos os professores e é inteligente.
— Não, eu sou péssima em adivinhação e por isso não estudo mais desde o terceiro ano, todo mundo sabe disso.
— Ah nessa a gente se dá bem — Disse Jorge entrando na conversa.
— Porque você inventam suas próprias tragédias.
— E ela acredita.
— Essa é a pior parte — sussurrou Alyssa para si mesma — bom, tenho que ir para minha mesa pegar meus horários. Nos vemos a tarde.
Professor Flitwick estava entregando os horários, na mesa da Corvinal, ele viu Alyssa e logo sorriu e passou o papel para ela.
— Bom dia Aly — falou Luna.
— Bom dia! Você está bem?
— Ótima, melhor agora eu tenho aula dupla de herbologia e depois adivinhação, tem como começar melhor o dia?
— Bom, o seu horário é interessante — afirmou Miller seria, mas após alguns segundos voltou a rir — tenho aula de feitiços, dupla de transfiguração e depois do almoço Poção. Consideravelmente animador eu diria.
Ela pegou uma panqueca e comeu rapidamente assim que percebeu que estava um pouco atrasada. Os alunos faziam uma fila ao lado da porta, esperançando que o professor abrisse a porta, assim que todos entraram ele esperou que todos se acomodarem para começar a aula.
— Vocês precisam lembrar que o NOMs vai influenciar no futuro de vocês — começou o professor que de costume estava em cima de uma pilha de livros — Se vocês não decidiram o futuro de vocês, o momento é agora, vocês estão no quinto ano e precisam tomar consciência disso, e por isso que nesse ano vamos trabalhar mais duro do que os anos anteriores, para provar para vocês mesmos que são sim capazes de qualquer coisa.
Alyssa tornou a respirar fundo, seu futuro era algo que ela não conseguia pensar, e ouvindo isso do diretor da sua casa tornava ainda mais sério a situação. A aula se passou divertida como sempre, após o professor falar sobre o NOMs ele se dedicou a revisar a matéria do ano passado. O sinal tocou e assim eles foram para transfiguração, o discurso da professora não tinha sido diferente, e os alunos começamos a perceber a pressão do NOMs.
Miller já estava se acostumando ao Feitiço de desaparição que a professora Minerva lhe deu 10 pontos para a corvinal e pediu aos outros alunos que treinasse o feitiço em forma de dever. O sinal tocou anunciando o fim da manhã, e foi quando Alyssa guardava seu material que Cedrico se aproximou.
— Aly — começou ele — hum... você vai na biblioteca agora?
— Sim, quer ir junto comigo? Tenho que pegar um livro urgente.
— Claro, também vou pegar um livro sobre quadribol — afirmou sorrindo.
Eles saíram da sala, e o corredor já estava vazio, ninguém comentou nada até chegar na biblioteca onde o movimento ainda era calmo. Alyssa caminhou até a seção referências a fim de encontrar o livro sobre contra-maldições, e assim que achou soltou gritinhos de felicidades o que chamou a atenção de Cedrico e o mesmo foi até ela rindo.
— O que foi?
— Bom, isso acontece pois temos um hormônio chamado Serotonina! — explicou ela animada, mas ao ver a sua expressão corou levemente — ah eu faço isso quando estou muito feliz, no caso eu acho o livro que eu queria.
— E existe uma explicação para o seu rosto ficar levemente avermelhado?
— Ai que vergonha — respondeu ela enquanto escondia o seu rosto atrás do livro — mas sim tem uma explicação.
— E qual seria?
— Você quer mesmo saber? — perguntou tirando livro de seu rosto, vendo que Cedrico realmente queria — bom, quando estamos com vergonha nosso corpo entra em estado de fuga e ele libera adrenalina, e boa parte do nosso corpo responde a esse alerta, como a pupila que fica dilatada mas outras partes não responde tão bem como as veias sanguíneas nesta área do rosto.
— Eu deveria andar mais com você!
— Acho também, seus amigos são assustador.
— Ah não são não, vem cá vou te apresentar a eles.
— Não! Eu tenho uma fórmula para fugir em momentos assim.
— Seu corpo reage a adrenalina de uma forma estranha — disse Cedrico rindo.
— Olha só... PIRRAÇA — gritou ela no meio do corredor chamando o poltergeist, e quando o mesmo aparece atravessando a parede ela resolveu continuar — eu preciso desaparecer.
Pirraça de repente começou a gritar no meio do corredor, chamando a atenção de muitos alunos que começavam a formar uma roda ao lado do poltergeist.
Alyssa aproveitou que Cedrico estava distraído e saio no meio da multidão, e acabou Fred e Jorge tentando entender o que estava acontecendo.
— O que você aprontou Aly? — perguntou Fred.
— Nada — falou com um tom divertido — vamos almoçar?
— Claro menina Aly.
O começo do almoço ocorreu de forma tranquila, tirando o fato que Cedrico apareceu e não parava de encarar Alyssa de forma discreta. Assim que ela saiu do salão principal ele saiu junto parando em sua frente.
— Você não fugiu de mim Aly, dessa vez eu já achei uma forma de te apresentar aos meus amigos e mostra que eles não são assustador — disse ele entrelaçando a sua mão na de Alyssa — vamos?
Miller não se manifestou mas se sentiu envergonhada, eles seguiram para masmorras em direção a sala de poção, e assim que chegaram Snape esperava os alunos na porta da sala, e por um momento seu olhar era direcionado a Alyssa e Cedrico.

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