CAPÍTULO 1 – Sacrifício
“Todos aqueles que usufruem do poder da deusa, terão seus desejos concedidos com o passar do tempo. Eu mesmo decidi que minha vida não apenas se resumiria na minha missão ou nos meus poderes, decidi que proteger os meus amigos era mais importante que qualquer missão que minha deusa poderia dar a mim no futuro… Eu nunca me dei de conta antes, pois minha arrogância pelos humanos me cegava sobre seus pontos fracos. Eu era idiota, ingrato, mal agradecido… mas eu mudei! Um sacerdote nunca deveria ser assim… Eu era maldoso? Isso nunca! Minha opinião sobre os humanos mudou muito após os eventos que passei em Peyita, e também, graças a Elsword! Deixo esta reflexão a você, minha deusa… Como Sentimentalista, irei apenas mostrar minhas positivas emoções aos humanos e a você. Eu decidi tomar decisão das minhas escolhas… Eu apenas quero o melhor para eles… Eu apenas quero abandonar minha prepotência soberba por mim. As rajadas de angústia e sofrimento me fizeram perceber o quanto eu era ingênuo… Eu acreditei em uma entidade que queria me matar! Isso tem perdão para você? Acho que não… eu me sinto traído pelo Apostásia… Eu quase abracei a utopia por causa dele! Mas isso não importa para você, não é, Ishmael? Você não se importa com coisas supérfulas! Eu apenas queria afagar meus prantos em você, só isso, mas você literalmente não quer saber dos meus problemas… E entendo que não seja obrigação sua! Saiba que meu respeito pela senhora divindade sempre será acima da minha própria existência, que graças a você eu consegui mantê-la mesmo com dificuldades… Minhas memórias e pensamentos se organizaram por causa de sua benção, minha divindade! Não me restam dúvidas de que você está me protegendo… E se este Ainchase Ishmael que você tanto protege e ama deixar de existir ao completar sua missão, você sempre irá lembrar-se desta pessoa, que sou eu. Minha alma está lavada graças a você, e minha consciência tranquila por você. Deixo esta reflexão a você, minha deusa, a divindade suprema, o suspiro de todo Elios e o mundo!”
As cortinas da capela se moviam com o sopro do vento, que ecoava nas paredes daquele local sagrado para os deuses. Uma grande estátua da deusa, localizada no altar, absorvia a energia de El transmitida pelos arredores daquela construção… aquele local era um paraíso para os deuses. Ele segurava seu pêndulo enquanto absorvia aquela energia exuberante e harmônica, fortalecendo sua existência a um nível superior… O vento que circulava, atingia seu rosto… um vento gélido e cortante, que congelava seus sentimentos.
— Deusa, dê-me sua benção! – disse Ain erguendo seus braços em direção a estátua.
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