Amon
Eu tava em meu quarto já, sentado no tapete felpudo branco. Recostado à janela de vidro, meu quarto não parecia tão bagunçado. A minha cama estava arrumada, o tapete gigante (sério, ele era um quadrado que ia do guarda-roupa até a janela, com um pequeno espaço de sei lá, três passos mostrando o piso) estava esticado. Mesmo assim um ou outro instrumento jogado no chão, invés de estar na parede da porta, como meus violões, violinos, flautas e minhas duas liras.
Eu sei, meu quarto era simples falando assim, mas meu teto era o melhor daqui: o azul se estendia até o começo das paredes, com estrelas e uma grande lua cheia que brilhavam no escuro, numa imitação quase perfeita do próprio céu noturno (com direito à constelações).
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