Pessoas dizem o tão incrivel sou, apenas agradeço. Todos os dias recebo ordens do que devo fazer, apenas a baixo a cabeça e as cumpro, sou tão infeliz pena que só eu sei dessa verdade pois vivo nessa triste realidade.
Todas as noites são iguais as mesmas pessoas no palco com as mesmas expressões em seus rostos, suas roupas que não são de marcas famosas e fedem a mofo, os gestos continuam como da última noite. A única coisa que parece mudar é o público ou nem isso na verdade são todos iguais só com rostos diferentes e contas bancarias diferentes.
As luzes se apagam, o público já foi deixando apenas o resto de pipoca no chão. Sentada em meu camarim vejo meu reflexo no espelho não sou mais a mesma, Cody meu empresário disse que as coisas não vão bem ele não consegue mais contratos para mim e não vou poder ficar aqui nesse teatro por muito tempo. Tivemos uma briga feia, o que acontece com frequência nos últimos dias ou semanas não sei, quebrei o espelho e quase me cortei, vasos e tudo que vi pela frente. Cody mandou eu me acalmar e avisou que ia chamar um taxi, antes que ele fizesse isso sai dali deixando ele falando com as paredes. Por que todos querem me dizer o que fazer? Não sou mais um criança ingênua ou uma adolescente rebelde.
Já passa da uma da manhã, faz frio da cidade dos sonhos a bela Nova York que nunca para. Caminho de volta para minha casa sozinha, as vezes me sinto invisivel as pessoas esbarram em mim e nem pedem desculpas só falta me derrubar no chão e sapatiar minha cabeça. Vendedores ambulantes gritam a promoção de hoje com o mega-fone, carrocinhas de hot-dog estão espalhadas a concorrencia é grande passo por uma onde uma garota vomita horrores ECA!
Entrei em uma cafeteria a esquina do meu prédio, não posso sentir o cheirinho de cafeina no ar que fico babando só falta eu flutuar com os braços pra frente e a boca aberta tipo zumbi. Fui até o balcão fazer o pedido, mas fui interrompida
-O de sempre senhorita Theron? — Dalon perguntou antes que eu pudesse abrir a boca. Esses caras não aguentam mais mes ver aqui, fazer o que se eles têm o melhor expresso.
-É isso ai e pela última vez me chame pelo meu nome Helena sem senhorita ou sobrenome é cafona demais para uma pessoas jovem como eu.
-Como foi a noite hoje? Aposto que estava lotado. — Dalon, aquele gato de 1,75 de altura olhos castanhos e cabelos loiros dourados que me leva a delirio, puxou meu saco como sempre preparando meu pedido.
-A mesma mesmice de sempre, ninguém paga para ver uma problemática como eu.- Me queixei limpando as unhas.
-Você é tão positiva — Ele riu entregando o café — US$3,35
-Esse café ta caro demais.-Procurei por moedas no bolso da minha calça — pode ficar com o troco.
-Até depois.
-Até! — me virei e alguém esbarrou em mim- Caralho!!
-Me desculpa
-Desculpa o cacete -Falei olhando para minha blusa ensopada de café
-É que você virou e...
-Tá quente, tá pelando! — Gritei abanando e dando uns pulinhos vergonhosos.
-O quê eu faço? — Falou o garoto todo confuso com as mãos na cabeça olhando para os lados.
-Eu que vou saber, rápido tá queimando.
-Já sei — ele virou e jogou um copo de água em mim.
-Ai esfriou — fiz uma cara de alivio, todos na cafeteria riram da cena lamentavel — acho que não preciso tomar banho hoje.
-Sério desculpa. -só faltavano ele se ajoelhar. Foi quando eu prestei atenção no garoto alto e de boné com trancinhas por baixo,
piercing no labio inferior e
roupas largas parecendo aqueles mc's,eu já vi esse cara em algum lugar só não lembro onde.
-Relaxa é só café faz bem pra pele deixa ela que nem camarão.
-Você tem senso de humor, se fosse eu já teria quebrado a cara da pessoa.
-Não posso fazer isso com uma pessoas maior que eu.- falei olhando pra cima
-Posso pagar outro café para compensar?
-Chega de café por hoje.
-Uma carona então?
-Não se aceita carona de estranhos e moro aqui perto.
-Te acompanho até lá.
-Não precisa
-Faço questão.- falou estendendo o braço para que eu encaixasse
-Tudo bem, mas sem essa coisa cafona de encaixar os braços.- e sai dali ele veio logo em seguida.
Fomos andando em um silêncio profundo pela rua escura.
-Ta frio hoje né?! Você ta com frio? Posso emprestar minha jaqueta.- ele disse quebrando o gelo.
-Não obrigado eu tenho a minha.- continuei séria e caminhando.
-Eu posso te dar um abraço também para nos aquecermos se você preferir.
-Não abusa não! Eu não sei nem o seu nome, vai que você é um estrupador, assaltante ou coisa do tipo.
-Nossa que imaginação a sua.
-Sou realista só isso.
-Bom meu nome é Tom Kaulitz e não eu não sou assaltante, estrupador ou coisa do tipo.
-Tá se você diz. Sou Helena Theron prazer em conhece-ló Kaulitz.
-Você é Helena Theron?- ele parou e ficou me olhando meio abestado.
-Algum problema? Eu sei que as pessoas não me reconhecem quando to sem maquiagem.
-Seus filmes são demais.
-Eu só atuo os filmes não são meus.
-A sua atuação é demais, melhorou?
-Obrigado e tchau.
-Você mora aqui?- perguntou olhando o edifico.
-Aham. Agora você pode voltar e pegar seu carro. — disse virando ele na direção oposta do prédio, Tom começou a rir. Não dei bola e entrei, peguei o elevador e subi até o 8° andar.
Abri a porta do meu "humilde" apartamento. Tudo está escuro, o ambiente têm um cheiro diferente no qual já me acostumei, remédios espalhados pelo chão, em cima do balcão do bar uma garrada de uisque vazia que dei fim a duas noites. Tirei os sapatos que deixei jogados pelo chão da sala, o casaco joguei em cima do sofá, subi os pequenos degrais, do apartamento, que me levava a meu quarto.
Preciso de um banho
Liguei o ar condicionado e me joguei na minha cama.
, pensei. Liguei o chuveiro, deixei a água aquecer para depois entrar. A água estava morna, ela caiu sobre meu corpo levando toda a sujeira ir embora, enrolada na toalha voltei ao quarto abri a gaveta de roupas intimas e vesti apenas isso para dormir.