Talanian Chronicles
Talanian Chronicles
Chapter 214 min read

Capítulo 2

-Recuar! Recuar!

Todos os soldados de talam voltam correndo para perto do monte de Black rose. Onde no topo havia a imagem de uma pessoa com os braços levantados.

-Kristian rápido saia daí precisamos sair do campo de batalha o major Tristan está mandando os sobreviventes recuar.

-Não. Ainda tem gente viva no campo de batalha...

-De que adiantam eles daqui a pouco estarão mortos nem seus poderes de cura podem protegê-los.

-Me desculpem companheiros- Murmura Kristian com lagrimas nos olhos.

Quando Kristian se vira uma flecha vem em sua direção. Antes de a flecha o atingir, um templário bota-se no meio da trajetória da flecha com seu escudo erguido, a flecha bate em seu escudo quebrando-se em vários pedaços.

O paladino que estava logo atrás se junta aos dois pra ver se algum deles está ferido. Quando vê uma luz no campo de batalha inimigo, e vendo uma figura humana sobre um cavalo logo deduz que ela era uma gatekeeper, um mago com a habilidade de tele portar qualquer coisa. E com um grito ele avisa:

-Gatekeeper a vista! Quantidade considerável de inimigo chegando! Todos em posição de batalha...

Antes de ele terminar a frase aparecem unidades a cavalo e guerreiros armados com espadas, lanças e adagas e mais arqueiros. Que começam a atacar os soldados de talam que reagrupavam no monte.

Não sabendo o que fazer, fugir ou atacar, alguns soldados ficam paralisados. Só começando a se mexerem ao ouvir o grito do major Tristan.

-Atacar! Para cima desses bastardos. Eles não saíram ilesos por matarem nossos companheiros.

E todos os templários e paladinos que ainda restarão fazem uma ultima investida contra os soldados de Banjelas.

No campo de batalha ouve-se o ecoar de sons vindos de espadas cortando o ar e de escudos defendendo poderosos golpes, flechas perfurando corpos e se quebrando em contato com objetos de aço que as param como uma bala é parada por uma parede.

No calor da batalha Kristian e os dois soldados que estavam junto a ele são cercados por soldados e arqueiros banjelianos.

-Kristian fique atrás de mim. –Diz o Templário levantando seu escudo para a direção dos arqueiros.

-Kristian invoque uma magia de proteção rápida. –pede o paladino.

Quando Kristian começa a invocar a magia, espírito heróico, os arqueiros atiram suas flechas. O templário, vendo as flechas vindas em sua direção habilidosamente se protege e protege Kristian com seu escudo, mas mesmo sua habilidade não fora capaz de protegê-lo completamente e uma flecha acaba perfurando seu ombro, fazendo-o largar seu escudo.

-AHHHHH! –Grita de dor o templário

O Paladino vendo seu companheiro de batalha cair de joelhos sem proteção se pôs na frente dele e de Kristian.

-Ainda consegue lutar? –pergunta o paladino.

-S... Sim. –Responde o templário quebrando a ponta da flecha e tirando-a do orifício feito em seu ombro.

Kristian usa a magia Toque Divino pra parar o sangramento e curar superficialmente.

Os soldados de Banjelas mesmo não sabendo magia sabiam que aquele brilho vindo da ferida do templário era um mau sinal. Afinal eles presenciaram no campo de batalha aquele mesmo brilho vindo de soldados caídos, não, chamá-los de soldados era muito, eles pareciam mais com corpos de pessoas torturadas, que levantavam com todo seu orgulho para o campo de batalha.

-Vamos acabem com eles. RAPIDO! –diz um oficial meio aos outros soldados.

-Se preparem eu já invoquei espírito heróico não protegerá vocês dos ataques, mas aumentara sua histamina. –afirma Kristian.

-Está pronto templário? –Pergunta o paladino.

-Claro! Meus antepassados vieram de Bradock, somos adoradores das batalhas. -responde o templário.

Os arqueiros atiram suas flechas contra os bravos soldados que as bloqueiam com seus poderosos escudos. Os soldados Banjelianos empunham suas espadas e vão ao ataque contra os soldados de Talam, que preparam suas armas para defender seus ataques.

Os soldados banjelianos focam seu ataque no templário, por ele estar ferido, acharam que ele estaria mais fraco, afinal era a escolha certa a se fazer, mas eles não sabiam que os bradockianos, quando feridos, ganham ainda mais poder. Com uma leveza inigualável Ele move sua espada como em uma dança a espada atravessa seus inimigos como se simplesmente atravessa-se um fino pedaço de madeira que logo em seguida fica estilhaçada no chão, não, compará-los a pedaços de madeira não é suficiente para expressar a facilidade com que o ariano teve ao cortá-los, a meros pedaços de pano seria melhor.

O jovem paladino horroriza-se ao ver o que parece ser um sorriso no rosto de seu companheiro de batalha. Ele vê em meio ao sangue jorrando de seus inimigos, o que parece ser uma expressão de êxtase. Mas ele não tem tempo de se preocupar com a lucidez de seu companheiro, e volta a focar a sua visão para os inimigos que vem em sua direção. Ao olhar para frente ele vê uma flecha vinda em sua direção habilidosamente ele levanta seu escudo que mesmo o salvando da flechada, obstrui sua visão, do ataque vindouro de seus inimigos.

O que resulta em um choque brutal da espada de um banjeliano com sua fronte. Num rápido movimento ele atravessa o banjeliano com sua espada mesmo com o sangue de seu ferimento caindo sobre seus olhos, cegando-o momentaneamente.

Mas um paladino não é um forte guerreiro só por causa da visão a visão é importante sim, mas se você não dispuser dela você terá que acreditar nas suas habilidades e em sua coragem e jamais, eu repito jamais se julgar desprovido de tais virtudes.

O paladino mesmo sem sua visão continua lutando defendendo-se somente com sua coragem e habilidade, e armado de sua espada e de seu escudo, não dando nem um único passo para trás.

-Na batalha não há tempo para sentir dor. – o paladino diz para si mesmo.

Enquanto ele continua defendendo-se as cegas ele ouve o grito do templário, enquanto uma espada atravessa seu peito. Não tendo tempo para ajudar seu amigo ele continua revidando os ataques dos banjelianos às cegas.

-Ahhhhhhhhh!- grita o templário enquanto uma lamina gélida atravessa seu peito.

O templário cai no chão com sangue jorrando de seu peito enquanto os soldados banjelianos vão para cima de Kristian, que mesmo em tamanho perigo ainda tenta curar mesmo que superficialmente o templário.

-Aaaaaaaaah- ouve-se um grito vindo do campo de batalha acompanhado da voz do general banjeliano:

-Recuar! Soldados banjelianos recuar!

O templário olha em volta tentando achar algo que justificasse os poucos momentos a mais de vida que ele ganhará. E ao focar seu olhar atrás das tropas banjelianas ele vê soldados banjelianos serem jogados pelo ar e se chocarem violentamente com o solo. Ele se pergunta:

-que tipo de criatura poderia fazer isso?

Não demora para que sua pergunta seja respondida. Atrás dos soldados banjelianos ele avista uma fera em duas patas rasgando com suas garras um soldado banjeliano e logo atrás ele vê outra criatura parecida só que com maior estatura e empunhando um machado de prata com duas laminas que antes eram prateadas, mas agora elas estavam vermelhas depois de serem banhadas em sangue banjeliano.

O templário com um sorriso no rosto sente que não pode desistir agora. Desistir agora não é aceitável ele já tinha agüentado até aquele momento ele poderia agüentar mais um pouco. Ele levanta-se com uma mão tampando o rasgo em seu peito e a outra segurando firmemente a espada.

-Não posso e não vou desistir. -diz o templário.

-Acha mesmo que você conseguira lutar garoto? –pergunta lhe o capitão banjeliano.

-Com um ferimento assi... – antes que o banjeliano termine a frase uma espada atravessa suas costas e perfura seu peito fazendo-o cair morto no chão.

O templário vê lentamente o banjeliano cair no chão, enquanto por de trás dele aparece o contorno de um jovem guerreiro.

Finalmente! — pensa o templário

-Vamos atacar! Não deixem esses bastardos vivos curandeiros curem os talanianos q ainda estão vivos! Necromancers invoquem os espíritos que jazem nesta colina! Lycans ataquem e desmembrem os banjelianos vivos! Templários protejam os curandeiros e os Necromancers! Paladinos dêem cobertura aos Lycans! Agora acabem com eles. -Diz o jovem guerreiro.

Ao desviar seu olhar dos inimigos para o campo de batalha o jovem templário vê o corpo do templário ferido no chão imediatamente ele chama Kristian para curá-lo.

-não posso, ele esta muito ferido precisaria de ervas medicinais vindas frescas de talam para curá-lo. – responde Kristian

-Merda... Tsck!

-Não se preocupem comigo... Cof Cof... Uma batalha esta acontecendo bem aqui... Cof Cof... e vocês estão se preocupando comigo? Obrigado, mas isso é uma idio... – Nesse momento o templário perde sua consciência.

-Nãooooooooo! – grita Kristian.

Enquanto Kristian e o jovem templário preocupavam-se com seu companheiro a beira da morte, uma banjeliano aproxima-se por trás deles com sua espada em punho. Quando o banjeliano está a ponto de matar Kristian, que ainda lamentava pelo companheiro, o jovem templário percebe sua movimentação e, com um singelo movimento, ele ergue seu escudo em defesa do aliado.

-Ahhhhhh.- grita o templário enquanto a espada banjeliana, estranhamente, quebra seu escudo e perfura seu braço.

Enquanto tudo isso acontece o paladino, não muito longe da onde o templário tinha levado o golpe em seu braço, tirava sua espada do tórax do oponente e levantava o braço pra limpar o sangue que ainda caia sob seus olhos. Quando ele ouve o grito do jovem templário e lembra-se de seu aliado que também estava lutando para proteger Kristian.

-Merda, seu desgraçado eu vou te matar- fala o jovem templário puxando seu braço ainda com a espada presa nele, deixando o banjeliano sem nenhuma arma em punhos.

Tente e veras que não conseguiras seu talaniano idiota- responde o banjeliano- eu sou Ki Dotto o capitão da terceira divisão de soldados de elite do exercito de Banjelia nenhum moleque de merda irá conseguir me matar. –afirma o banjeliano com um sorriso em sua face.

Serio mesmo? Bem acho q também devo me apresentar. Eu sou Eragon Rodemei melhor aluno da turma de templários do reino de talam!

-O QUE? Um soldado que acabou de vir da academia? hahahahahaha. E você ainda acha que irá me derrotar? Talanianos e sua arrogância.

Você acha que eu não consigo derrotar você... ouch- diz Eragon enquanto tira a espada banjeliana de seu braço e joga os pedaços que restaram de seu escudo no chão.

Antes que Eragon consiga terminar sua frase o banjeliano impunha sua adaga e corre em sua direção

Eragon se esquiva de cada golpe com perfeição. A cada investida do banjeliano Eragon, sem se quer empunhar sua espada para se defender, simplesmente com um rápido movimento de pés desvia de um golpe e de outro e de mais outro até que com um rosto inexpressivo fala:

-ta na hora de acabarmos com isso!

Eragon finalmente empunha sua espada com a mão direita e ataca seu adversário que consegue se defender usando a adaga. Nesse momento começa uma incrível sequencia de golpes, aonde Eragon vai pressionando cada vez mais seu adversário que não tem alternativo além de esquivar e defender.

Por fim Eragon junta toda a sua forca e dando um único golpe quebra a adaga de seu oponente que tem seu braço decepado e ganha um profundo corte no peito da onde começa a jorrar sangue que espirra na face de Eragon. Que esboça um leve sorriso e logo em segui da põe a mão em cima do ferimento em seu braço.

O paladino que estava perto dali vem correndo em direção a Eragon para saber se ele estava bem. O que é confirmado pelo próprio Eragon.

-Eu estou bem ele é que precisa de cuidados médicos. – afirma Eragon enquanto aponta seu dedo indicador para a direção do paladino inconsciente no chão.

Enquanto Eragon falava ouve-se o grito de alguém dizendo:

Soldados banjelianos recuar! Recuar! –juntamente com um grito de euforia:

Vitória!- vindo dos soldados de talam

Alguém venha temos um templário ferido gravemente bem aqui! –grita Eragon em direção aos lycans.

Os lycans eram seres humanos que por meio da magia podiam se transformar em criaturas que para nós seriam os chamados lobisomens. Eles ganhavam uma impressionante força física e uma resistência tremenda a qualquer ferimento. Sua sociedade era dividida em tribos, dentre elas a mais forte e conhecida era a tribo dos fenrirs do norte, mas definitivamente a mais forte fisicamente era a tribo dos ulfsarkers, uma tribo conhecida por seus feitos em guerras passadas e por ser uma das poucas tribos mercenárias lycans. Os lycans presentes naquela batalha eram os ulfsarkers.

Os lycans simplesmente dão uma leve olhada para o corpo do templário caído no chão o braço de Eragon que ainda estava encharcado de sangue e que não parava de pingar no chão e Kristian, ao lado do corpo do templário, com lagrimas nos olhos e o paladino se aproximando dos aliados com sua testa e seu supercílio cortados, mas sua testa não mais deixava seu sangue cair sobre suas vistas, por estar impedido devido a uma leve bandagem improvisada de um pedaço de tecido que ele arrancara do corpo de um banjeliano morto, que ele mesmo matara, e seguem em frente.

-agente tinha um acordo vocês iam ajudar os talanianos nessa batalha... — exclama Eragon antes de ser interrompido.

O líder dos lycans olha para trás com um olhar severo e cheio de ódio, abre sua boca, e suas palavras saem dela tão afiadas como espadas que perfuram o ouvido dos talanianos presentes e ferem seu senso de honra e orgulho, tanto dos talanianos quanto dos lycans mais jovens que cresceram ouvindo histórias que apontavam a honra e o orgulho como as coisas mais importantes para um lycan.

-O nosso acordo está comprido não tente mudá-lo ou somente a morte te espera jovem guerreiro você que é um jovem ainda tem muito a aprender tanto na guerra como na vida. Não ponha palavras na minha boca eu falei e repito: “nos os ajudaremos na batalha e somente na batalha não espere ajuda depois disso. Seremos desconhecidos.” Nos honramos nossa parte então honrem a de vocês e socorram vocês os seus aliados, pois os inimigos que ainda estão presentes no campo de batalha jazem mortos e seus corpos, pelo menos os que nos não destroçamos para salvar dos seus, serão usados pelos seus Necromancers e serão usados em suas batalhas e não nas nossas. Então fique calado e socorra você seu soldado, que por ser bravo e ter lutado honradamente merece tal presente, que resultaria em sua honra sendo manchada contra sua vontade.

-Você não sabe o que ele quer você nem o conhece! –retruca Kristian.

-E você o conhece meu jovem? Pelo que reparei em sua pele que a de ser mais branca do que a dos templários ele seria de Bradock aquele povo prioriza muito mais a honra do que os lycans, e ele não permitiriam que sua honra fosse manchada por uma coisa dessas. E pelo que vi você também não o conhece tanto assim, afinal você o conheceu no campo de batalha não é?

-mas... Ele...

-Ele o que? –pergunta o Lycan voltando a sua forma humana, ou quase isso.

-Ele não deveria mo... – Quase completa Kristian, mas ele é interrompido por um outro lycan.

-Garoto não adianta seu amigo está com um enorme buraco no meio do peito ele não terá como se salvar, mas eu posso tentar deixá-lo vivo por mais um tempo. –Diz um Lycan, que usava vestes de um curandeiro e trazia consigo um cajado de pelo menos um metro e meio de altura, e vinha na direção de Kristian.

-Sim, por favor, faça isso.

O Lycan, já em sua forma humana, se aproximava do guerreiro ferido enquanto pegava algo em sua bolsa.