No jogo do poder, não existe uma regra certa...
– Chefe, nós acabamos de confirmar a última transação. O depósito foi de mais de 100 mil dólares.
– Isso ainda é pouco, mas tudo bem. E outra coisa, Armin...Mesmo sendo meu subordinado, porque hesita em me chamar pelo meu nome?
– O senhor é superior a mim.
– Fique sabendo, que se não fosse por você, e seus conhecimentos avançados sobre a tecnologia, nosso plano nunca seria executado. Agora me obedeça, me chame pelo meu nome.
– Mas, senhor...
O moreno engoliu seco quando viu o seu chefe sacar uma afiada espada, e em um movimento rápido a apontou para seu pescoço.
– Chefe...?
– Faça o que eu estou mandando, Armin!!!
– Me desculpe...Lysandre.
– Você sabe que não gosto que as pessoas próximas a mim me tratem com superioridade...Sei que sou o chefe de uma organização mafiosa, mas isso me incomoda as vezes. Enfim, não temos tempo a perder. Temos que prestar atenção para passarmos despercebidos pelos agentes da lei...
Mas há pessoas que estão no encalço daqueles que escondem segredos...
– Mandou me chamar, agente Melody?
– Sim, agente Soen. Nós iremos começar uma operação bem perigosa em breve. Você foi chamada por ordens do detetive.
– Por acaso está falando do detetive Nathaniel?
– Exatamente. Mas ele não tem ficado na divisão ultimamente, só soube que ele tem velhos assuntos para tratar...
– Não acredito que fui chamada aqui por causa dos problemas do detetive.
– E não foi por isso, as coisas são piores do que parecem.
A garota leva Soen, uma recém-recrutada da divisão de inteligência da polícia, a um grande computador, que tinha informações valiosas de todos os criminosos existentes que atuavam na região.
– Está vendo isso, Soen? Esse é o líder da organização Darkabit, Lysandre. É um dos mafiosos mais poderosos de que se tem notícia.
– Ele não parece uma pessoa muito perigosa.
– As aparências enganam, você deveria saber disso. Estamos investigando suas ações por um tempo, e já tentamos capturá-lo, mas parece que ele tem subordinados que o ajudam a se ofuscar...
– Bem, isso vai ser meio complicado.
– Mas os dias dele estão contados, pode apostar.
E existem aqueles que não jogam em nenhum dos lados...
– Você não desiste mesmo...Não é, "detetive"?
– Não me faça atirar em você!
– O que foi? Não consegue ter sangue frio, mesmo sendo policial? Você realmente me decepciona, Nathaniel.
As armas estavam apontadas de uma maneira que, o primeiro que apertasse o gatilho, daria um tiro certeiro.
– Eu não vou falar de novo, Castiel!
– Não me chame por esse nome, seu idiota! — O ruivo disse, com raiva — Sabe que não posso mais ser conhecido por esse nome...
– Não me diga que você tem uma alcunha...
– Claro que sim...Agora eu sou... Deathbringer.
– AGORA CHEGA!
O loiro estava prestes a atirar, quando sentiu algo. Havia levado um tiro no ombro, e não foi Castiel quem disparou.
– Ora essa...Então você me seguiu, "gatinha"?
– Você realmente não sabe se portar, não é...?
A misteriosa garota olha para Nathaniel, e sorri de canto. Ela havia gostado de ver seu alvo atingido...
– Então você está junto do Castiel?
– Meça suas palavras, detetive. "Juntos" é uma coisa que nunca irá se concretizar.
– Mas afinal, quem é você?
– Hah, vou ter que dizer mesmo... Se importa, Deathbringer?
O ruivo virou o rosto, como se não estivesse nem aí para o que a garota iria fazer.
– Espero que se lembre, loirinho...Não irei dizer meu nome, você não precisa saber. Mas tenha uma coisa em mente...
Nathaniel não disse uma palavra sequer, quando a garota sorri de canto mais uma vez. Ela chega perto dele, e mostra um rifle prateado.
– Eu sou... Sniper Lynx.
– Bounty Hunters-
Continua...

