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Chapter 25 min read

Capítulo 2

A floresta da lua, domínio dos lobisomens, onde nesse momento esta acampada uma tribo nômade, nessa floresta uma garota de cabelos castanhos da tribo andava despreocupada a tarde, tinha ido pegar ervas medicinais, durante o percurso de volta para a sua “vila” encontra um garoto loiro desmaiado e muito ferido, não conseguiu reconhecer do que eram os machucados e muito menos o porque ele tinha uma marca estranha na testa, já estava perto da vila então resolveu pedir ajuda para levá-lo.

*

“Onde estou?”

Aos poucos o jovem abre seus olhos, sentia dor no corpo todo, mas não se lembrava porque, percebeu que estava em uma tenda, estava coberto de bandagens e curativo, alguém havia cuidado dele, olhou para o lado onde um senhor moia ervas medicinais, não demorou muito e voltou a dormir, estava vivo...

*

“Quem me ajudou?”

Fogo... O jovem estava cercado por fogo, tudo a sua volta se transformava em cinzas, alguém gritava, mas não conseguia distinguir o som corretamente, ele via a sua volta varias pessoas, sentia que eram próximas mas mesmo assim não podia ver seus rostos, não lembrava seus nomes... O fogo consumiu até mesmo isso, finalmente o fogo começou a queimá-lo também.

*

O garoto acordou assustado, suava frio, estava sozinho na tenda, olhou em volta, os olhos azuis captaram cada centímetro da tenda, se sentia muito melhor, sentou na esteira improvisada em que estava dormindo, ele ainda estava ofegante, não sabia o que tinha acontecido, não sabia de nada, não se lembrava de nada.

???: Eu ouvi um barulho – Uma voz feminina chegou aos ouvidos do jovem confuso, seguida de uma voz masculina bem mais velha.

???: Vá ver, talvez ele tenha acordado...

Quase instantaneamente uma garota entra na tenda, tinha cabelos longos castanhos, olhos da mesma cor, ela sorri vendo o garoto loiro acordado.

???: Finalmente acordou, você esta dormindo por três dias sabe, vovô! Vovô! Vem, ele acordou.

O velho de antes entrou na tenda também, o garoto agora conseguia vê-lo direito, era baixo, ou talvez estivesse arcado, usava roupas verdes com toques de dourado, diferente da sua neta, que vestia uma roupa mais simples(um tipo de túnica feita de um tecido qualquer pra ser mais exato), tinha uma barba branca que quase chegava ao chão e carregava um cajado maior que ele, pela aparencia devia ser o lider da tribo ou um conselheiro, ele sorriu, observou o jovem um pouco antes de falar.

???: seja bem vindo de volta jovem, você parece perdido, posso saber o seu nome?

???: de volta? Como assim?

A garota soltou uma risadinha discreta enquanto o velho continuava a falar.

???: pelo jeito não se lembra, você estava mortalmente ferido, principalmente ai.

Ele aponta com o bastão para a testa do garoto que então percebe uma faixa bem apertada e ensopada de sangue amarrada na cabeça.

???: Acho melhor nos apresentarmos então, eu sou Kaiza, líder dessa tribo, e a garota que salvou sua vida é Erin.

Erin: Não fiz nada, apenas avisei que tinha um cadáver do lado de fora da vila, agora que sabe quem somos é sua vez, loirinho.

???: Loirinho?

Ele olha para os seus cabelos se assustando com a cor deles, os dois estraharam a reação do rapaz, ele se assustou mais ao olhar em um espelho próximo, parecia não reconhecer o próprio corpo.

Erin: você esta bem?

???: não sei... quero dizer... estou bem... hum...

Kaiza: se você diz... Vamos Erin, ele esta confuso, melhor o deixarmos sozinho para se acalmar...

Loiro(cansei dos pontos de interrogação): obrigado...

Kaiza: e me desculpe pela corrente de prata aos seus pés, estamos em território dos homens-lobo, temos de ter cuidado.

Falando isso o velho sai da tenda seguido pela sua neta, o garoto olha para os pés e realmente estava preso a uma corrente de prata, decidiu descansar mais um pouco, apenas aquela conversa o tinha cansado.

*

“Quem sou eu?”

Um corredor, paredes de pedras, uma estranha neblina cobria o local, um porta gigantesca a frente, a porta se abre, vozes, impossíveis de serem compreendidas atrás, o garoto loiro caminha para a porta sem olhar para trás, ele ouve um nome ser gritado, ignora, finalmente atravessa a porta.

Dor... Muita dor... Seu corpo estava sendo consumido em fogo, ele tentava gritar mas sua voz não saia, tentava se mover mas seu corpo não obedecia, finalmente, uma voz quebrou esse ritmo.

Erin: meu deus, ele esta ardendo em febre

Kaiza: Como assim? Ele estava bom até agora pouco!

Ele se move, se levantando finalmente e gritando de dor, quando nota, tinha acordado e se levantado novamente, sentia muita dor e muito calor também, ao olhar para o lado viu os dois, Kaiza e Erin antes cuidando dele.

Loiro: não... não se preocupem comigo...

Erin: como assim? Você pode morrer se continuar assim!!

Loiro: ele... ele não pode... permitir... devo... ir... até...

Kaiza: ele esta delirando, faça ele beber o remédio, rápido!

Ela pega um copo da mão de Kaiza e faz o loiro beber tudo em um só gole praticamente, ele se acalma, pouco a pouco para de se mover, e de delirar, ficando com uma expressão serena novamente, os dois saem da tenda, um pouco preocupados ainda mas já não tinham mais o que fazer.

Continua...