Van Gueller deixa o escritório às cinco da tarde, como sempre. O depósito é trancado pelos funcionários e, às cinco e meia, todos parecem já ter ido para casa.
Movo a cabeça milimetricamente e acendo discretamente um olho azul, espiando ao redor. Hackeio as câmeras de vigilância e verifico se não há mais ninguém. As luzes foram apagadas. Não há som nenhum vindo da empresa. Os andares estão completamente vazios.
Usando minha bateria reserva, ativo o sistema eletrônico do meu compartimento. A voz robótica exige minha identificação. Toco um áudio perfeito gravado da voz de Van Gueller dizendo seu nome e RG e o sistema aceita meus dados, liberando as travas de segurança. Saio do casulo, esticando as pernas e abrindo os braços.
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