Capítulo quatro
Sentia-se marear. Era como estar flutuando na ressaca das ondas do oceano, seu corpo entregue ao eterno vai-e-vem do movimento marítimo. Uma sensação peremptória, um estado de estranha calmaria, que teria perdurado caso não houvesse sentido um cuidado roçar em sua mão.
Pouco a pouco, Emma volvia a sua consciência, todavia, ela não detinha forças ainda para abrir seus olhos, mas podia sentir algo realmente tocando sua mão. Num primeiro instante, ela entrou em pânico ao se recordar do ataque que ocorrera na beira da praia, pensando em Aurora desprotegida e em Snow lutando e na dor súbita do golpe em suas costas. O coração disparou em medo mudo. Elas poderiam estar feridas. Ela poderia estar sendo atacada e coagida de novo. Entretanto, o toque que recebia em sua mão lhe transmitia calmaria, não a sensação de um ataque iminente, e denotou que era a mão de outra pessoa que tocava a sua.
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