When I Look At You
When I Look At You
Chapter 110 min read

When I Look At You

When I Look At You

Todos estavam abalados. Muitas pessoas choravam, conversavam ou simplesmente ficavam paradas pelo choque. Somente um pequeno grupo de pessoas não parecia tão preocupados com a morte de Amos Diggory, e Fleur Delacour era uma delas. Não que não ligasse para a morte do rapaz, mas sua mente estava mais focada em outro lugar, ou para ser mais precisa, em uma outra pessoa.

Ela estava procurando por toda Hogwarts um jovem ruivo, de olhos azuis cintilantes e que usava um brinco com um dente pendendo na orelha. A francesa não fazia idéia do porque de ter se sentindo tão atraída por aquele jovem, mas no momento não ligava para isso. Enquanto quase corria pelos corredores lotados da escola de magia e bruxaria, pensava no que dizer. Pensava em chegar perto dele sem muita extravagância, talvez devesse começar com um ‘’oi’’, mas percebeu que não tinha coragem suficiente para conseguir falar qualquer coisa com ele.

Então Fleur percebeu que ele estava dando apoio ao Harry Potter antes da competição, então deveria estar com ele agora também. Como se uma lâmpada tivesse se acesso em cima de sua cabeça, ela teve uma idéia: iria lá parabenizar o bruxo e aproveitaria para esbarrar sem querer no ruivo. O plano era perfeito.

Depois de muito catá-lo, finalmente o achou envolto por um grupo de pessoas ruivas e uma menina morena. Procurou o lindo rapaz e quando o achou, resolveu se aproximar mais deles.

- Com licença! – Fleur pediu para poder se aproximar mais do vencedor do torneio Tribruxo – Parrabéns, Rerry!

Ahn, obrigada Fleur. – ele respondeu meio desanimado e surpreso pela aproximação da jovem.

- Oh, de nada, Rerry! Você merreceu ganhar! – ela disse, mas quando percebeu os olhares da família Weasley e de Hermione sobre ela, resolveu se despedir e sair dali.

Naquele momento, estava tão constrangida que acabou esquecendo-se do plano e tropeçou, mas não chegou a cair no chão. Gui Weasley, o jovem ruivo do brinco, a segurou antes de cair. Assim que seus olhos bateram no rosto do rapaz, ela sentiu um frio subir pela sua espinha e instantaneamente, ela corou. Parecia que ao olhar aqueles belos olhos azuis tudo parara de importar e que não existia homem mais lindo que aquele parado na sua frente. Sua mão que estava quase subindo para tocar aquele belo e jovial rosto, mas ela conseguiu contê-la. Ela queria ficar ali para sempre, só ali nos seus braços, parada, olhando para ele.

- Obrigada. – foi o que ela conseguiu dizer enquanto se levantava.

— Hum, de nada. – ele disse estendendo a mão – Sou Gui Weasey.

- Sou Fleur Delacour. – a francesa disse timidamente apertando a mão do rapaz e sentindo um arrepio preencher seu corpo.

- Gui! Gui! – eles ouviram a senhora Weasley dizer, chamando o filho mais velho.

- Bem, foi um prazer conhecê-la, Fleur. – ele disse se afastando.

- Foi um prazer te conhecer também, Gui.

Alguns meses depois...

O som das botas da garota se espalhavam pelo corredor do banco bruxo Gringotes. Fleur procurava ansiosamente a sala onde encontraria seu instrutor. Seu coração se acelerava a cada passo que dava. Sentia-se nervosa, animada e ansiosa. Iria vê-lo novamente depois de um pouco mais que dois meses. Abriu a porta devagar e viu-o virando para ela. Fleur sorriu timidamente.

— Não acredito! Muita coincidência eu ser o seu instrutor! – Gui disse.

— Que coincidência mesmo! – ela mentiu.

Sim, ela havia feito tudo possível para ter Gui como seu instrutor na Gringotes, na verdade, ela só tinha escolhido trabalhar ali para poder passar mais tempo com o ruivo.

- Bem, como vamos conviver o ano todo juntos, que tal conversarmos? – ele perguntou encarando-a profundamente e como da ultima vez, ela ficou encantada com seu rosto lindo.

- Claro. — E a conversa decorreu.

A cada dia que se passava, a loira se sentia mais apaixonada pelo jovem. Era estranho se sentir assim por alguém, afinal ela era meio veela e veelas geralmente não se apaixonavam. Mas o estranho era que, mesmo que a cada dia ela se sentisse mais apaixonada, ele não parecia sentir nada mais que amizade por ela. E isso a deixava triste. Por que ele não sentia nada mais do que amizade por ela? Por que ele não era como os outros garotos? Por que ele não podia estar apaixonado por ela? Essas perguntas lhe faziam chorar toda noite.

Então no final do inverno, cansada de sofrer por amor, ela decidiu declarar-se para seu amado. Era o ultimo dia antes do feriado de Natal. Ela havia escolhido uma das roupas de inverno mai lindas que tinha e havia levado horas se produzindo para que ele a achasse tão linda que acabasse começando a gostar dela.

Quando já haviam saído do Beco Diagonal, embaixo da luz da lua, Fleur o puxou pela mão, olhou nos seus olhos e disse tudo que sentia por ele. Ela suava frio enquanto abria seu coração para seu amado. Quando terminou, sentiu o par de olhos azuis de Gui a olhando profundamente.

A cada segundo, ela ficava cada vez mais nervosa, afinal ele não falara nada. Esperou mais uns instantes, mas como ele ainda não tinha reagido, ela saiu correndo, com lágrimas nos olhos. Mas enquanto corria sentiu algo a segurar pela mão e se virou. Ali parado, estava Gui olhando-a carinhoamente.

— O que você querr? – ela disse tentando se esquivar da mão masculina que a segurava.

- Eu quero te dizer que sinto por você o mesmo que você sente por mim. Que eu também te amo desde a primeira vez que a vi e que não te disse antes porque tinha medo que você não correspondesse o que eu sinto por você, afinal você é a menina mais linda que eu já vi na vida. O que uma garota como você iria querer com um cara como eu? – quando ele disse isso, já estava tão próximo dela que seus narizes se tocavam.

- Uma garrota como eu querr um beijo seu agorra. – ela murmurou.

E ele obedeceu. Fora o melhor beijo da vida dela e da dele. Fleur já havia beijado muitos caras antes, mas nunca se sentira tão bem assim na vida. Quando o ar lhes faltou, eles se separaram e se olharam. A loira sorriu, o rosto dele sempre a fazia sorrir, mas ela sorriu mais ainda quando ele lhe perguntou:

- Quer namorar comigo?

Mais alguns meses se passaram e o namoro deles estava ótimo, mas estava prestes a melhorar quando numa noite fresca de primavera, ele olhou no fundo dos olhos azuis dela, agachou-se e disse:

- Eu sei que estamos namorando a pouco tempo e sei também que estamos em tempo de guerra, mas eu não agüento mais passar um segundo sem saber que você é completamente minha. Então, Fleur Delacour, você quer casar comigo?

Gui tirou uma caixinha de veludo do bolso, abriu e ela viu um lindo anel de brilhantes cintilando dentro dela. Cobriu a boca com a mão com tamanha emoção. Ela nunca tinha se sentido tão emocionada em sua vida toda. Sabia que era jovem demais para casar, mas ao ver o brilho tão esperançoso e lindo nos olhos do namorado, percebeu que não conseguiria passar nem mais um dia sem ele ao seu lado definitivamente.

- É clarro que eu quero! – Fleur disse se jogando nos braços do noivo radiante.

Nas semanas que se passaram, Gui anunciou o noivado para família e insistiu para que Fleur fosse morar na Toca com eles. Depois de muita insistência, ela finalmente se rendeu e foi morar lá. Desde o dia em que ela pôs o pé naquela casa sentiu que não era muito bem vinda por algumas pessoas. É claro que ela sempre tentava ajudar e sabia que os gêmeos, Rony, o Sr Weasley e Harry gostavam dela, mas mesmo assim não se sentia aceita pela senhora Weasley, Gina e nem por Hermione e isso a destruía por dentro. Ela não entendia porque a família de seu noivo não gostava dela, afinal ela não fizera nada de ruim para elas! Ela acordava toda manhã triste, mas ao ver Gui ali sempre sorrindo para ela, não conseguia desistir.

Então houve a invasão de Hogwarts. Quando viu seu amado depois de ter o rosto quase destruído, sentiu uma leve vontade de desistir dele, mas ao ver o azul dos olhos dele escuros e cobertos pelo medo, percebeu que não importava como ele estava, a única coisa que importava era o amor um sentia pelo outro. Fleur percebeu a surpresa no rosto de todos quando ela disse que não importa o que aconteceu e que iria ficar com Gui, mas não ligou. Ela o amava e agradecia a Merlin por ele estar vivo.

O verão chegou e os preparativos para o casamento deles estavam indo muito bem. A francesa nunca s sentira tão animada em sua vida. Ela iria se casar, não, ela ia se casar com o homem que ela mais amava no mundo. Seus olhos brilhavam só de pensar.

O clima entre ela e as mulheres da família Weasley tinha melhorado muito a partir do momento que ela proclamou seu amor por Gui na enfermaria de Hogwarts. Contou os dias e as horas até o momento do casamento e só relaxou realmente quando ele disse que a aceitava no altar.

Fora lindo fora mágico, por mais que tivesse sido arruinado no final. Mas havia sido perfeito da mesma forma, só por poder ver o rosto de Gui radiante. Fleur pensava nisso enquanto dava a luz a sua primeira filha, Victoire. Ela sentia a dor descomunal do parto, mas ela não ligava, afinal era o parto da sua primeira filha, e a de Gui. Seu marido segurava sua mão e sofria internamente ao ver a expressão de dor no seu rosto. Então ela ouviu. Era um choro de bebê, do seu bebê.

Olhou para o rosto de Gui e viu que estava radiante, então sorriu, como sempre fazia ao olhá-lo. Porque quando olhava para ele se sentia feliz. Porque quando olhava para ele via o amor. O amor que sentiria por ele para sempre.

FIM

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