The Third World War
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Capítulo I - A Guerra da Desunião

Inglaterra, 12 de Dezembro de 2013.


A crise na Europa tomara um rumo diferente do que muitos poderiam imaginar. Atingiu um nível tão crítico, tão miserável e tão patético! A União Europeia já fora conhecida por sua "bondade" ao ajudar os países membros, bondade esta que foi deixada para trás e isto ficou bem claro com a declaração da Guerra da Desunião.

Grécia, Espanha e Holanda entraram em uma crise extrema, e a União Europeia, não vendo mais lucro nestes países, decidiu simplesmente tirá-los do bloco econômico. Não havendo sequer o direito de eles contestarem a tal decisão. Os tratados haviam sido simplesmente extintos.

Itália, Alemanha, Áustria e Dinamarca estavam sendo acusadas de traição. Diziam que estavam planejando inserir a Turquia, aos poucos, no bloco. Claro, não era verdade, mas a Inglaterra, Portugal, França, Finlândia e Bélgica queriam saber disso? Não!

Os países pobres e acusados de traição foram expulsos do bloco, e suas economias caíram de vez. Sem chances de se estabilizarem com o que lhes restavam, decidiram focalizar tudo em armamentos e no sistema militar. Alguns países, ainda dentro da UE, não apoiavam a decisão tomada, e, secretamente, se aliaram aos países de fora, e deram verba para as armas e para o serviço militar.

O mundo não conseguia entender o que se passava, era um pesadelo, um terror. E então, os países se juntaram contra Portugal, Inglaterra, Bélgica, França e Finlândia, e declararam guerra. A guerra que teve como título "Guerra da Desunião", que tinha como "objetivo" a reaceitação dos países expulsos na União Europeia, e que eles recebecem quase o triplo de vantagens. Claro, foi negado o pedido formal, e então se iniciou uma guerra terrível.

Durou apenas um ano, algo anormal para uma guerra na Europa.

De qualquer modo, a guerra aconteceu, e não houve nenhum país vitorioso. Todos os países que um dia tinham pertencido ao bloco econômico de maior repercursão mundial, a União Europeia, tinham sido completamente destruídos. Milhões de mortos, a maioria inocentes.

Dentre os mortos, esteve Connor McHart, um soldado americano, enviado para defender os demais países da Europa. Cumpriu seu dever, mas isso custou sua vida.

Na Inglaterra, uma sede subterrânea existia. Era onde ocorriam as reuniões mais secretas da União Europeia. O único local que não fora atacado, propositalmente.

Nesta caverna estavam 27 pessoas de idades variadas e aparências distintas. Cada uma tinha uma faixa presa no ombro com as cores de seu respectivo país. Estavam todos sentados ao redor de uma mesa grande circular.

O homem com a faixa da Inglaterra pigarreou:

– Aqui estamos... A primeira etapa já foi completa. Quais os próximos passos?

– Você sabe... Devemos fazer todo aquele drama... — disse o representante da Holanda.

– Alguém precisa se encarregar dos Estados Unidos, de dizer que um novo "Plano Marshall" aumentaria ainda mais sua reputação. — O membro de Portugal dizia, coçando o queixo.

– Bem, vamos decidir logo. Não vamos sobreviver mais do que um mês fora daqui. — O espanhol falava, enquanto acendia seu charuto.

– De qualquer modo, temos que conseguir o dinheiro e sem levantar suspeitas. — afirmou um finlandês, acariciando seu bigode.

Uma mulher estava no canto da sala, passando a mão sobre o braço esquerdo, onde havia uma faixa de curativo. Era a única mulher do grupo. Você pode até achar estranho uma dama em meio a um grupo de brutos, gordos e gananciosos, mas ela não diferenciava-se muito destes homens, apenas fisicamente. Era uma mulher musculosa, de pernas grossas e de peitos estufados. Tinha uma pose e uma atitude autoritária incrível. Mesmo em plenos 50 anos, mantinha-se conservada. Usava um uniforme militar feminino e um cap verde sobre seus cabelos curtos, grisalhos e levemente encurvados.

Ela mordeu os lábios carnudos, no momento pintados de um batom vermelho.

- Meu país foi devastado mais uma vez... Tal como o de muitos de vocês. E vocês acham que isso é bom para a nossa reputação? Nunca fui de acordo com o plano, só participei por temer que esta falsa guerra se tornasse uma batalha verdadeira. — ela mastigou alguma coisa. — Não esperem muita colaboração de minha parte. Já traçei os meus planos, o qual é composto de pequenas ações, porém de grande valor.

O inglês riu.

- Ora, ora, dona Alemanha está estressada?

A mulher virou-se e mirou os olhos do homem, séria.

- Se o senhor está se referindo a mim, utilize o vocabulário correto. Senhorita, no mínimo. — ela se aproximava dele, quase colando os rostos. — Espero que você tenha compreendido, seu porco suado.

Os outros homens olhavam, atônitos. Afinal, como uma mulher conseguia agir como um homem de um modo tão medonho, como ela fazia.

O português ergueu sua mão.

- Diga, caro senhor... — falou a militar alemã.

- De fato temos uma idealização do que vamos fazer. Mas acho que nos precipitamos. E se os Estados Unidos negarem a ajuda de custo?

- Concordo com você. Podemos acabar sem nada...

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