Cada buzina causava uma nova explosão de dor em sua cabeça. Jogavam vitupérios sem parar e conteve-se em apenas contornar o trânsito com a moto. O fedor da poluição entrava amargo e amargava ainda mais o amargo do remédio que continuava na boca. Maldita ressaca. E maldito fosse por continuar a beber.
Olhou no relógio, 9h45. Entrou no prédio, subiu no elevador e escorregou para sua mesa de trabalho. 9h51 e ninguém se importou, salvo. Daquela vez.
— Téo — sua colega falou. — Te chamaram no RH.
Téo conteve a vontade de começar um vitupério ali mesmo e foi.

