Sophia in Wonderland
Sophia in Wonderland
Chapter 115 min read

parte 01

\"\"Sophia menina de cabelos ruivos e da altura de seus ombros; tinha os olhos verdes brilhantes, e os lábios avermelhados que parecia estar sempre de batom. A pele era branca e macia, com aqueles pequenos lábios e enormes olhos parecia uma bonequinha de porcelana. Magra que sempre usava vestidos longos e cheios de camadas e babados parecendo realmente com uma boneca ou até mesmo um bebê.

Apesar de aparentar ser uma pessoa gentil e praticar gentilezas com os ensinos de seus professores particulares, ela não era nenhum pouco sincera, escondia seus mais obscuros segredos a si mesma, e quando sentia-se triste nunca os revelava, apenas tinha sentimentos de felicidades no rosto e de vez enquanto raiva. Porém era muito raro.

Pensariam que Sophia é a menina mais feliz do mundo, feliz e rica. Não, eles estavam completamente enganados, isto machucava mais seu coração ninguém acredita que eu realmente possa ter outro sentimento além felicidade. Era o que pensava enquanto ria da piada de um colega de classe.

A rainha das mentiras era Sophia, apesar de ser sincera nas palavras e até de mais, ficar sozinha e pensativa, continuava sorrindo, era falsa com seus sentimentos, enganava a todos, acreditando em tão que ela sempre estaria certa, por si às vezes aceitava seu sorriso pensando que aquela dor que sentia perto do peito não era nada.

Nem mesmo em frente ao seu espelho pensavam em revelar sua verdadeira identidade, jogar sua mascara no chão e se por a chorar. Treinava sorrisos, assustando-se por saber fingir tão perfeitamente como os atores de televisão.

Em seu aniversario de quinze anos que não estava nenhum pouco animada a comera-lo, convenceu-se por seus pais que adoravam festas ou simplesmente de vê a felicidade de seus filhos, e também pelos irmãos, que amariam comer docinhos. Lia em seu quarto as trancas os vários livros de realidade que a faziam lembrar um pouco ou bastante sua vida e chorava mesmo que um pouquinho; parecia uma masoquista, gostava de sentir dor até chorar, talvez fosse assim, para nunca se esquecer a sensação de chorar e como fazer percorrer lágrimas em seus olhos.

O som da batida da porta ecoava pelo seu quarto, a menina rapidamente escondeu o livro debaixo da cama e ajeitou o vestido longo e vermelho e atendeu a porta, ao abrir percebera que não tinha nada, a não ser uma pequena sombra passando pelo corredor da direita, ela decidiu seguir pensando ser uma brincadeira de seus irmãos, pegou um taco de basseiball e pôs-se a correr atrás da sombra. A sombra era rápida de mais e continuou seguindo-o, partiu para uma região do seu jardim florido , caminhou lentamente a procura de alguém, gritou o nome de seus quatro irmãos, mas nenhum parecia responder e nem se ouviam gritos. Ela mandou saírem dali, dizendo ser a irmã mais velha.

Estava ficando escuro rapidamente, o céu começava a ficar cinza, as nuvens se juntavam, começou a cair pingos delas, correu rapidamente para uma árvore para se abrigar, porém estava relampeando, uma árvore não era ótimo lugar, a planta fora atingida por raio e ela acabou desmaiando e caindo ali em um imenso buraco sem fim.

Abrira os olhos lentamente e encontrava-se em uma sala escura, cheia de objetos e figuras tristes, caminhou mais um pouco, e novamente vira aquela sombra.

-Hei! Hei! – Gritou Sophia.

A sombra se virou e saiu correndo em disparada reclamando algo como se estivesse atrasada, a menina fechou a cara e continuou seguindo, novamente uma sala xadrez com figuras tristes, havia um quadro em que um menino possuía duas faces, uma com um sorriso, e olhando-se para o espelho estava se cortando em desespero. Ela gemeu e tentou voltar pelo mesmo caminho, porém não havia mais portas, bateu nas várias paredes à procura de alguma porta; sentou-se no chão desistindo.

-Que bom, irei morrer aqui em minha própria agonia, e em meu enterro haverá festa.

Ficou fixada no chão até que olhou para seu lado e vira uma mesa que ela acreditava não ter visto antes, levantou-se limpando o vestido vermelho e pegou o pequeno frasco que continha em cima do objeto, leu o que tinha escrito: beba-me. Sabia que era errado pegar coisas estranhas e aquele mundo realmente parecia estranho.

-Se for morrer de veneno e entre enlouquecida. – Disse ela na esperança de que novamente encontrasse uma porta ou que alguém ali estivesse. – Prefiro veneno.

Bebera todo o frasco e começou-se a sentir estranha, seu estomago queimava, realmente era veneno, e ela pensou será meu fim finalmente o paraíso ou o inferno me espera, não sei se fui uma menina boa ou ruim, eu não me conheço. Caiu no chão, até ao acordar percebia que não estava morta, ainda era a mesma sala, tinha a mesa, a sala, porém estavam em tamanho gigantesco e havia uma porta a sua frente, nunca vira aquela porta por ser do tamanho de uma formiga, caminhou até ela e tentou abri-la, porém uma voz ecoante começou a sussurrar naquela sala. Sozinha, Sophia sentiu-se assustada. Pediu que se identificasse, mas a voz apenas rira fazendo uma proposta se soubesse a charada deixaria passá-la. A garota se achava bastante inteligente e aceitou o desafio.

-Muito bem, minha pequena ruiva, vamos vê o quão sabia você é. – A voz disse sussurradamente, se o lugar não fosse silencioso, Sophia nunca a escutaria. – Ótimo! você tem duas tentativas apenas, a pergunta é, quem é você?

-Eu sou Sophia Armadillo. – Disse ela procurando a voz.

-Não meu bem, esta não é a resposta correta, quem de fato você é? – A voz novamente perguntou.

-Eu não sei a resposta.

-Ótimo, então encontre uma outra saída, minha ruiva.

Foi o que Sophia tentou achar, mas não havia nada e a mesa estava muito distante dela, nunca conseguiria chegar lá em cima, ela fechou a cara e procurou uma saída, mas o que encontrou fora apenas uma caixa de biscoitos, seu estomago roncava e novamente disse “prefiro morrer de veneno a de loucura e agonia”. Novamente o borbulho em seu estomago começou e seu crescimento rapidamente também. Continuava com o mesmo cabelo, o mesmo rosto de boneca, seus seios minúsculos não haviam crescidos para ter se tornado uma mulher, ela crescera apenas no tamanho, parecia uma filha de gigantes de bonecos de porcelana.

Ela gemeu tentando se acomodar da sala chegou a chutar a mesa ou até mesmo amassar a porta, tentou derrubá-la, mas a sala era muito pequena para seu novo tamanho e seu pé era enorme, nunca iria conseguir, ela parou suada e corada, estava cansada e muito quente. “Já estou louca, já estou louca”. Aquele mesmo frasco estava na mesa e cheio, ela havia bebido tudo, como? Era a única maneira de voltar a ser pequena, pegou o frasco com todo cuidado para não esmagá-lo, bebeu todo e novamente ficou pequena no tamanho da formiga, encarou a porta e percebera que a única maneira era saindo por ali.

-Eu não sei realmente quem sou e muito menos de onde viemos, o que posso apenas lhe dizer voz ecoante, é que eu sou quem mesmo eu colho, todos ao meu redor tem julgamentos diferentes sobre mim, mas eu mesma me conheço, apenas a pessoa pode conhecer a si mesma, então acho-me uma pessoa fria e mentirosa, uma boneca obedecendo ordens de quem me segue e nunca deixando que entrem mais do que meu sorriso.

A voz sussurrante não respondeu nada, a porta apenas se abriu.

Que bom minha criança que percebera que apenas a própria pessoa se conhece, outros o julgam pela aparência, mas não reconhecem sua alma, talvez nem mesmo a pessoa se conheça, mas saiba que ela é a única que fará o próprio julgamento que não importa a visão de ninguém continuará sempre correto.

A menina começou a caminhar exausta, tirou suas sapatilhas e ficou a sentir a água que percorria por ali, deitou-se e ficou olhando as estrelas, que estranhamente pareciam brincar de pique esconde.

-Eu morri, tenho certeza disso, este mundo não existe, estou no inferno, fui uma menina má. – Disse ela a si mesma.

-Você ta morta menina? – Disse uma voz de garoto.

-Você é um anjo ou um demônio? – Disse uma outra voz de garoto parecida com a primeira, mas não eram iguais.

-Existe céu e inferno? – Perguntaram ambos juntos. –E nós, iremos a onde?

A garota logo se levantou pegando suas sapatilhas e calçando-as, logo ficariam com chulés por não os tê-lo enxugados, mas ela não queria conhecer aquelas duas novas vozes. Quando se virou para os lados, encontrou dois meninos baixos, eles eram gêmeos idênticos, usavam a mesma, só que eles tinham olhos coloridos. Um tinha olho azul no direito e o esquerdo era castanho claro, parecendo amarelo, enquanto o outro gêmeo possuía o olho azul no esquerdo e o castanho no direito.

- Eu me chamo A. – Disse o de olho azul esquerdo.

-Eu me chamo B. – Disse o outro.

Sophia sorriu envergonhada, pensara em que tipos de pais eram o deles para colocar nomes de letras do alfabeto, ela afirmou estar com pressa e precisava partir. Infelizmente os meninos não a deixaram-na disseram saírem dali até que ela conte uma história para eles, eram órfãos (assim que disseram isso ela sentiu uma pontada em seu peito, nunca imaginaria ser órfã com aqueles vários irmãos e seus pais muito amigáveis que faziam tudo por ela) e que gostariam de uma história, uma fábula, precisava contém animais e uma moral no final.

Ruiva sentou-se em uma pedra e os irmãos em um tronco caído, olharam para o céu, ela perguntou se não estava tarde para uma história. Eles disseram que era meio-dia, porém as estrelas sempre adoravam brincar e demoravam a perder energia, o sol nasceria quando elas forem para casa junto com a lua. “Este mundo realmente não existe, eu morri”.

Pensara e pensara, os garotos estavam ansiosos e impacientes, ela disse que nunca fora boa contadora de história, apenas fora uma boa leitora, nunca havia escrito uma ótima redação, um poema ou uma frase chocante. Os garotos se olharam achando aquilo estranho “quem lê muito escreve muito” disseram juntos. Sophia pensou novamente em alguma história com animais e uma moral. Patinho feio, eles não queriam nenhuma história já criada, tinha de vim da mente da sabia Sophia.

- Era uma vez... – Sophia começou, os meninos deram um pequeno pulo, mas logo se olharam desconfiado, queriam fábulas e não conto de fadas. – Um pequeno ovo caiu do seu ninho, o ovinho chocou assim que caiu no chão, saiu de lá um pequeno passarinho, sem penas e com a visão totalmente embaçada, ele ainda não sabia voar e seu andar era simplesmente desajeitado, tentara ficar de pé várias vezes, mas sempre caia, depois de passar o dia todo debaixo da arvore, ao cair da noite ele adormeceu, por isso não escutou o chamado da mamãe quando ela voltou para casa que passou a procurá-lo desesperadamente.

Dia seguinte o passarinho treinou mais uma vez ficar de pé e andar, e em uma delas conseguiu, caminhou um longo período, até cair novamente, dormiu um pouco lá e voltou a caminhar, encontrou-se com uma raposa que logo perguntou quem ele era, ele disse que procurava sua mesma espécie. A raposa balançou a cabeça: não estou perguntando o que busca, e sim o que você é. O passarinho respondeu: Não sei o que sou, porém procuro minhas origens à procura de alguém igual a mim. Ninguém é igual a ninguém, e com esta frase a raposa sumiu de seu caminho. O pássaro continuou a caminhar, próximos de rios para se alimentar de pequenos insetos e poder beber água, não se conhecia, não sabia seu verdadeiro objetivo da vida, se considerava um nada, pois ninguém o queria como amigo e nem como inimigo. Até mesmo uma passarinha que decidiu ajudá-lo deixou-o só por não expressar seus verdadeiros sentimentos, e nunca ter nem mesmo uma expressão de felicidade.

Uma pessoa que não sabe suas origens e nem conhece a si mesmo é um nada para a sociedade.

Os irmãos A e B se encolhiam em lagrimas dizendo ser a história mais triste que já ouviram, Sophia tentou confortá-los e pedira mil vezes desculpas, porém eles disseram que não tinha motivo para se desculpar e sim para se recebida com elogios, a história infantil era comovente e verdadeira, as pessoas não paravam para pensar sobre a vida e também como os seres humanos querem se aproximar apenas de pessoas importantes ou que tenham alguma qualidade que deixem muitos com inveja ou simplesmente coisas materiais. Sophia abaixou os olhos, ela sinceramente não se conhecia assim como o passarinho de sua fabula e adoraria se conhecer e também ela era uma estranha para eles, mas no entanto eles a receberam bem. Eles deram um largo sorriso e disseram que ainda sim existiam pessoas que não são como os animais da fabula e também há muitas como o passarinho que são ignorados por todos.

-Humanos deveriam se pensar um pouco mais nos outros de sua espécie. – Disse B sorrindo.

-Isso mesmo, estamos indo, obrigada passarinha ruiva. – Disse A.

Os irmãos partiram dali deixando a menina no vazio escuro com as estrelas ainda brincando e a lua reclamava que adoraria descansar pelo menos por cinco minutos, ela riu. Realmente as pessoas deveriam pensar mais nos outros e não só em si mesmas, se são seres racionais por que matam tanto? Por que traem? Por que mentem? Era mais confiável ser amiga de um cachorro do que de um colega de classe. A menina deu de ombros e começou a caminhar, pensativa caminhava agora para conhecer o lugar, parecia ser melhor do que ficar próximas aos humanos mentirosos.

Por um momento sentiu uma pontada no coração ela também era mentirosa consiga mesma, escondia seus verdadeiros sentimentos, às vezes mesma se enganava, a rainha das mentiras estava começando a perceber que seu reinado pudesse decair.

Na esperança que o seu reino realmente fosse desfeito procurou mais ajuda de alguém, a porta a ensinará quem era, percebeu suas mentiras, os gêmeos perceberam que as pessoas podem ser cruéis, mas não se podia fazer nada por viverem em sociedade.

-Não Sophia, você mesma se ensinou, aprendeu com os próprios erros assim que começou a pensar mais em si. – Disse uma voz, totalmente diferente da voz daquela sala que entrara pela primeira vez, esta tinha um tom irônico e parecia ser de um comediante.

- Quem... – Antes que ela pudesse perguntar algo uma fumaça apareceu em cima de uma árvore e lá apareceu um gato preto, de olhos castanhos que pareciam vermelhos se não os olhassem bem, ele tinha listras brancas.

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