Ele salvou Ichiya. Seu orgulho lhe alertou que seria em vão, e mesmo assim, seu dedo deslizou inconscientemente pelo gatilho. Não, não foi inconsciente, mas Kasumi desejava que sim.
A bala atingiu o cara que segurava Ichiya, porém, seu orgulho parecia ter sido atingido também. O grito de raiva de Ichiya trouxe o seu arrependimento à tona.
Havia salvado aquele idiota e ele queria matá-lo, que bela forma de agradecimento.
A verdade é que, pela primeira vez, estava sendo, ou tentando ser, sincero com ele e Ichiya sequer o dava ouvidos.
Como se não bastassem os ataques do loiro, seu orgulho ria dele, xingando-o de todos as ofensas que sabia.
E o xingaria ainda mais quando ela aparecesse, talvez junto ao seu coração dessa vez.
Quando ela chegou, Ichiya a ouviu sem questionar, como uma criança inocente.
E foi o ápice, seu coração doía mais que qualquer parte do corpo em que Suzaku o havia atingido.
Se odiava por ter recorrido àquele plano, odiava ter que lidar com Canaria novamente.
E odiava Canaria, não por não saber se comunicar com ela, como Asuha dizia, mas porque enquanto Canaria estivesse ali, ele sempre estaria em segundo lugar na vida de Ichiya.
