My Sweet Red Rose
My Sweet Red Rose
Chapter 14 min read

Rasgando o silêncio

“Fico com ela, porque ela me faz bem
Estou com ela, não preciso de ninguém
Ela tá longe, sinto falta dela também
Se não é amor, eu não sei o que é, meu bem.” — Nxzero- Meu bem

“Vamos ... preciso ir para escola”

Kuriyama Mirai levantou- se com aquela frase positiva mesmo sabendo que a cama estava chamando de volta , sentindo o sol ardendo sobre os seus olhos .Ela tinha esquecido de cobrir a janela com a cortina durante a noite .

“ Que desagradável !”, pensou enquanto vestia a sua roupa tradicional e preferida para ir para a escola que já havia se habituado à freqüentar .

Seu celular vibrou assim que o pegou . Era uma mensagem de texto do Kanbara Akihito .

“Kuriyama-san , quero comemorar o dia dos namorados com você!

Me encontre no local aonde sempre nos vemos.

Até já!”

Ela andou até a sua cômoda procurando ajeitar a sua bolsa da escola enquanto pensava :

“Como eu era antes de você , Senpai , não passa mais de uma neblina do passado. E — eu não consigo mais passar um dia sem sentir medo de te amar , de desejar tocar e beijar você, e desejar você me tocando também.

Se eu pudesse parar de te desejar ...

Até tentei te esquecer, mas aonde quer que eu vá você me segue e esse meu coração que reside dentro de mim não quer te perder, não quer te esquecer.

Esse amor é ...”

Foi então que ela notou que havia um embrulho metalizado na sua cômoda. Havia um bilhete que dizia:

“Vista isso sem reclamar...

Quero te ver nesse dia especial ...sabe ... linda.”

Ela abriu e ficou completamente chocada com o presente .

Ela ainda se lembrava do modo como Akihito descreveu – a para o seu amigo Hiromi no clube de leitura.

“Seu cabelo é tão leve e macio. Um rosto inocente. Um corpo que não aparenta ser nada maduro .Pernas que ainda não conheceram a tentação. Uma postura fraca e delicada!”

Seu coração palpitou ao lembrar-se daquela descrição pervertida. E seu rosto ficou quente, e seu corpo se arrepiou em imaginar o Senpai tocando-a por inteira.

—NÃO ! ISSO É DESAGRADÁVEL DEMAIS ! – gritou para si mesma tentando se focar no pacote.

Depois de aberto , aquilo que estava em suas mãos, que estava dentro do embrulho , era o mais belo vestido que havia visto em sua vida.

Era um belíssimo vestido branco rendado que deixava seus ombros nus , era quase um tomara que caia, mas tinha ¾ das mangas. Era tão delicado como ela.

Mirai acabou tirando a sua roupa e colocou o lindo vestido que havia caído como luva em seu corpo. Para combinar com o vestido ela optou em colocar uma pulseira dourada.

Ao se olhar no espelho... ela não esperava se encontrar tão linda.

Sem perder mais tempo,com medo de se atrasar , Mirai trancou a sua porta da frente de seu apartamento e saiu.

Em pleno dia dos namorados a cidade estava pipocando de pessoas correndo atrás de chocolates , marshmallow e presentes para aquele dia “perfeito”.

Ao chegar na praça e ver aquele menino louro que arrancou um pedaço de sua respiração, parecendo um príncipe de seus contos infantis , Mirai sentiu suas pernas ficarem bambas e suas mãos tremerem.

Kanbara Akihito se levantou e ao mesmo tempo voltou a se sentar de novo porque se sentiu um bobo diante à “belezinha de óculos”.

Sua boca estava aberta escancarada e seus olhos saltaram .

—Ku-Ku-Kuriyama?

—Sim , Senpai. Sou eu.

Akihito estava vestido com um smoking branco, mas sem uma gravata apertando seu pescoço . Uma camisa social e um par de calças brancas combinando com smoking.

Mirai nunca viu menino mais lindo quanto ele em sua vida.

Kanbara sorriu para ela como se tivesse lido o seu pensamento e ergueu seu braço para encaixar sua mão na dele. Kuriyama fez o que pode para a sua mão trêmula tocar a dele com grande esforço e deixou sentir- se levada em um passeio com Akihito.

Mirai pensava que iria almoçar no café de Ayana e Ay, mas conforme mais caminhavam,notou que Akihito estava levando para a casa dele.

—Por que está me levando em sua casa, Senpai? – disse sentindo a sua garganta se fechar , suas bochechas ficarem vermelhas e seus dedos quererem teclar em seu celular para contar para as pessoas que acompanhavam seu blog o quanto achava Akihito um pervertido .

—Infelizmente, Kuriyama , todos estão tendo a mesma idéia que nós e estão levando as suas companhias para algum restaurante... então...

—Hoje teremos que nos arriscar na cozinha, né?

—Não! Eu já deixei tudo pronto, antes . Você só irá apreciar a comida e a minha companhia.

“Que desagradável.”, pensou enquanto caminhava ao lado dele até chegar a casa dele. Sentindo o medo e aquele amigo de infância , o silêncio tomar conta de seu ser.

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