O que te fez pensar, meu amor

Que com o romper da aurora eu partiria?

O que a induziu, meu amor

Que um dia eu a abandonaria?

Pois, então, se ainda duvidas de minha honestidade

Saiba agora, não se mate de mártire

Que tu és a única luz que me ilumina,

E que esbanja predicados diversos por onde passa.

Como poderias eu viver sem respirar, se

Tu és meu ar?

Como poderias eu sobreviver sem o deleite

De ver-te feliz?

E acima de tudo, qual seria a hipótese de me desencantar de ti

Quando tu és a única que vejo?

Não conseguiras nada mais deste humilde servo do que

Um simples lote de terra e uma alcova confortável

O qual neste nosso recinto,

Fartaremos-nos de amor e carinho.

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