How Long The Eternal ?
How Long The Eternal ?
Chapter 15 min read

- Capítulo Único -

- Ú N I C O -

A Vida é como uma peça de teatro. Dançamos, sorrimos, cantamos, choramos, comemos, dormimos e demonstram o universo.

Mas, tudo que contém na peça de teatro, são falsos. Assim como a vida.

Ah...

A Vida. Uma repleta comédia. Uma hora choramos, outra estamos sorrindo. Por motivos que sequer existem.

Sempre sofremos a maioria das consequências de outras pessoas.

E Elas de outras, e de outras, e de outras.

É Infinito.

Quanto tempo dura o eterno?

. . .

— Promete que nunca iremos nos separar? Nem na saúde, nem na doença? Pra sempre? — Rosalya esticou o dedo mindinho para S/D, enquanto pausavam a brincadeira.

— Prometo. — disse, estrelaçando os dedos mindinhos das duas, em uma forma de promessa.

. . .

S/D apressou os passos ao ver que, estava atrasada para a última aula do dia.

Biografia.

Nunca odiou uma matéria igual odeia esta, é demais para uma adolescente de 16 anos.

E Que praticamente está em uma fase depressiva.

Típico de filmes americanos.

— S/D! Finalmente te achei! Ficou sabendo da novidade? — Rosalya Curman, era aquela típica garota popular, mas amiga de todos.

— Oi Lya! O Que foi? Que novidade? — S/D indagou curiosa, ela era a segunda a saber das coisas, perdendo para Peggy, é claro.

— Vai ter uma festa de Natal! — Rosalya disse, empolgada, dando pulos histéricos.

— Interessante. Você vai? — disse, sem interesse.

— Mas é claro! E A Diretora me colocou como responsável das roupas! — pausou, respirando — E Você? Vai?

— Não sei. Não gosto muito de festas. Prefiro ficar em casa mesmo, desculpe Lya.

— Ahn? Porque... — suspirou tristonha — Tudo bem. Nos vemos depois, tchau S/D!

Rosalya sumiu do campo de visão de S/D, que suspirou e fechou o armário.

Já perdeu a última aula mesmo, iria pra casa.

No caminho, pensou se iria ou não. Concluiu que não.

Ficou triste pela amiga de cabelos platinados, mas não estava com a auto estima lá em cima, e não queria estragar a felicidade de ninguém durante a festa.

. . .

Rosalya: S/D!!!! Tem certeza que não quer ir a festa? Falta 5 minutos para abrirem os portões! :)

S/D: Não Lya, não quero. Já preparei até meu café. :v

Rosalya: Aaaaahhh. Que pena, talvez na próxima. :/

S/D: Talvez. :D

Rosalya: Tchau S/D!!!!!!!! :3

S/D: Tchau, boa festa. s2

Via WhatsApp

. . .

E lá se encontrava S/D, com um vestido de gala estilo natal.

Se xingou mentalmente por ter ido. Queria estar vendo o filme que alugou, debaixo da coberta enquanto tomava seu precioso café, sentindo o cheiro da neve que caia lá fora.

Mas sempre foi assim; felicidade dos amigos em primeiro lugar.

Suspirou e adentrou o salão de festas, todos estavam lá. Sorrindo e dançando sob a música eletronica.

Pareciam animados.

Mas só pareciam.

Procurou Rosalya, até ver a mesma bebendo tequila.

Sabia que ela não tinha idade para aquilo, mas, quem impede Rosalya de fazer algo?

Caminhou em passos rápidos e tirou... o que parecia ser o décimo sexto copo de tequila da mão dela.

— Achei que você não vinha, S/D... — disse, com o bafo de álcool — S/P já está com a Ambre.

— Não me importo. Pare de beber, porque você é a única que sabe dirigir. E Leight não ficaria feliz em saber que você, sendo menor de idade, anda bebendo. — S/D disse, colocando as mãos na cintura e olhando a platinada séria, que só ria, por conta da bebida.

— Você é muito chata... — disse enrolada, e se levantou, puxando S/D até o carro.

— Tome. — entregou uma lata de cerveja a S/D, que a encarou confusa — Bebe. Pelo menos um gole. Se não, eu volto lá e continuo bebendo.

S/D virou a sinceridade da platinada a sua frente, e suspirou derrotada. Engoliu o líquido cheio de álcool, que desceu rasgando sua garganta, ela tossiu e jogou a lata fora, adentrando o carro.

— Vai dirigir bêbada? — Rosalya ironizou, S/D percebeu o jogo da amiga e revidou:

— Não fui eu que bebi mais de dez copos de tequila.

— Você nunca bebeu, S/D... Vai bater o carro de primeira. — riu a platinada, colocando o cinto.

— Ah... — bufou — Dane-se.

Ligou o carro e deu partida, nos primeiros 20 minutos estava tudo bem, até sua visão ficar embaçada e ela sentir dor de cabeça.

Maldita cerveja.

Maldita festa.

Maldita Rosalya.

Xingava tudo que a fez ir até festa, capturar Rosalya de uma bronca do namorado e dos pais, e de beber a lata inteira de cerveja.

Sentiu o estômago embrulhar, e vomitar tudo que tinha dentro de si.

Com o ato, tirou as mãos do volante e perdeu o controle, batendo fortemente o carro.

. . .

A Sala completamente branca estava em repleto silêncio.

Todos estavam discutindo do lado de fora da sala de cirurgia.

— Rosalya! Isso é culpa sua!

— NÃO É CULPA MINHA SE EU NÃO SOU VIDENTE! EU ESTAVA BÊBADA! B — Ê — B — A — D — A!

— ....

O Homem de jaleco branco saiu da sala, com o rosto sério, mas o olhar triste.

— Ela não resistiu. Infelizmente, o ferro atravessou o crânio dela, perfurando uma parte delicada do cérebro. Meus pêsames. — se retirou.

Todos estavam chocados com a notícia, apenas o choro de alguns e o soluço alto de Rosalya, que se culpava e se xingava por tudo, era ouvido ali.

O Eterno pode durar um segundo.

Uma vida passa diante dos seus olhos.

Por um erro seu.

. . .

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