Complete Set 2 - Fast and Furious
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Chapter 16 min read

Capítulo 1 - República Dominicana

POV Letty

– Ok, já estamos prontos! – Dom disse e logo se virou para mim – Você está?

Eu o olhei, sorri e disse:

– Pode apostar – lhe dei um beijo – Vamos fazer uma grana!

Eu sai pela janela do carro indo em direção ao capo. Dom aumentava a velocidade para chegar perto do caminhão.

– Todos em posição – Dom disse pelo comunicador.

– Eu achei que fossemos roubar um banco, não um caminhão de gasolina – Han falou.

– Acontece que aqui gasolina é ouro puro.

– É, mas bancos movem – disse Tego.

– Sempre que você chega perto de um banco, temos que tirar seu rabo pra fora de prisão – Rico disse

– Parem com essa conversa vamos agir – Dom disse meio irritado

– É melhor não irritar ele – eu disse e pulei na escada que havia atrás do caminhão.

Dom acelerou e foi para frente do caminhão para controla-lo.

– Temos que ser agressivos e rápidos, só temos quatro quilômetros antes da descida.

– Tá engatado – gritou a mulher que estava com Han, não fiz a menor questão de guardar o nome dela.

Eu pulei de uma carreta para outra, desci a escada peguei o spray e espirrei na ligação dos vagões

– É todo seu Han — peguei o martelo e bati. – Ouro liquido.

Sorri e subi novamente a escada e fui em direção a outra carreta

– Liberado – Han disse.

– Tego agora é com você – Dom disse

– Dessa vez vamos ver se você consegue em menos de seis tentativas – Han zombou

– Do que você está falando? – Tego disse – Eu vou fazer isso em uma tentativa!

– Vai ser umas três Tego, cai na real – eu zombei também.

– Falta um quilometro, a reta ta acabando anda logo irmão – Dom disse

– Certo eu entendi – Tego o respondeu.

Acho que o caminhoneiro me viu pois ele acelerou mais o caminhão, e eu senti a batida do caminhão no carro de Dom.

– Eu não acredito! – Dom resmungou

Eu cai, mas deu tempo de segurar na escada e Dom me disse desesperado:

– Tego solta isso, solta isso agora!

Eu ouvi dois tiros, provavelmente vindo do caminhoneiro em direção ao Dom. Ele chegou perto de onde Tego e Rico estavam e disse:

– Não seja louco, solta isso, não vamos perder– Dom gritava

–O que você acha que eu estou tentando fazer? – Tego gritava também

–Idiota, basta soltar! – Dom disse e acelerou agora mantendo a velocidade chegou onde eu estava – Usa o spray.

– Eu perdi o martelo! – Gritei

– Anda logo.

Então eu fiz, usei o spray não tinha certeza do que Dom ia fazer mais eu imaginava. O caminhão fazia zig-zag, era difícil manter o equilíbrio, ainda mais com um braço só.

– Segura firme em alguma coisa! – Dom disse, bem soou mais como uma ordem. – Letty me dá sua mão!

– Eu não alcanço.

– Você vai ter que pular.

De repente o motorista freiou bruscamente, eu demorei a raciocinar. Mas Dom disse que faltava um quilometro para o final da reta, então o motorista freiou porque a reta estava acabando.

– Pula – Ele disse – Letty pula! Pula agora eu pego você.

Eu pulei e fechei os olhos, me aliviei quando senti ele me pegar. A carreta então acertou a lateral do motorista, Dom teve que me soltar, eu me agarrei ao capô do carro e dei um jeito de entrar. Então uma das carretas começou a vasar e pegar fogo, Dom acelerou e ficou de frente para aquela “bomba relógio” que estava vindo. Eu juro vi minha vida passar como um filme na minha cabeça.

– Dom, — eu disse quando ele começou a fitar os pneus – DOM!

O carro esta dançando na rua e a carreta começou a chegar perto, então ele acelerou e passou por baixo da carreta pegando fogo, meu coração parou e eu fechei os olhos. Quando senti que Dom havia feito a volta eu abri os olhos e vi a carreta bater no restante do caminhão e explodir. Saímos de lá literalmente a jato.

Saímos dali e fomos para uma praia, porque não me surpreendi te ter um racha lá, quanta ironia. Fui para a cabana, tomei um banho, coloquei um biquini preto, um shorts e fui para a praia

POV Dom

– Meu primo está rodando a segurança na base aérea. – Tego disse

–Diz que não vai ser um par de reabastecer os aviões que chegam. – Rico disse

– Vamos dividir a grana – Eu disse.

Fui até onde Han e Cara estavam e fui dividindo a grana para eles.

– Vão se divertir – disse a Tego e Rico.

– A policia invadiu a oficina em Barcour, e estavam bem interessados em você. O bicho tá pegando cara e acabamos de mandar um sinal pra eles virem atrás de nós. É melhor agente se mandar quando amanhecer. – Han comentou

– Não. É a mim que eles querem, se me pegarem vão dar a mesma sentença pra quem estiver comigo. Tivemos bons momentos, tá na hora de você ir cuidar da sua vida.

– Soube que estão fazem uma coisa louca em Tóquio.

– Viu a Letty? – perguntei e ele me mostrou com o olhar onde ela estava.

Fui até a pedra onde ela estava.

– Te achei – eu disse sentando atrás dela.

– Oi – ela disse e encostou-se em mim – O Rio de Janeiro é ótimo nesta época do ano.

– A policia fechou o cerco.

– Então estamos trabalhando bem.

– Eu sou um alvo ambulante, eu não quero você por perto quando eles me pegarem.

– Correr ou morrer você lembra? – ela disse – Dom há quanto tempo a gente faz isso? E agora de repente do nada é perigoso de mais? Qual é, a gente vai dar um jeito, a gente sempre dá.

Ela me beijou, no começo calmamente, mas logo ficou um beijo urgente. Mas eu nos separei e levei ela para a cabana. Eu a coloquei na cama e ela dormiu em poucos minutos. Sentei-me em uma cadeira e fiquei pensando no que faria para protegê-la. Separei dois maços de dinheiro para ele e enrolei no crucifixo que ela me deu, arrumei minha mala e sai. Deixá-la novamente foi a coisa mais difícil que eu já fiz, e a mais dolorosa também.

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