You Belong To Me
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Chapter 116 min read

Naruto e Hinata

A Vila de Konoha era um dos cinco maiores impérios da idade media. Era cercada por uma grande muralha, onde ficavam soldados para vigiar a cidade. Tinha várias casas tradicionais, algumas torres, onde os soldados ficavam vigiando. O centro de treinamento do exercito ficava na parte de fora da cidade, escondido de inimigos. No centro de Konoha, localizava-se o castelo do governante Jiraya, um homem muito poderoso, era viúvo, mas tinha muitas mulheres, na maioria escravas. Era conhecido por ser um grande lutador, fez parte de um trio de guerreiros muito famosos os Sannins. Também tinha um filho Naruto, treinou pessoalmente o filho, que se tornou um poderoso guerreiro, com fama maior que de seu pai.

No dia de hoje, a Vila de Konoha estava toda enfeitada, pois havia uma festa, os soldados de Jiraya viam de uma grande vitoria sobre os soldados da Vila da Chuva, liderada por seu filho o príncipe Naruto.

Jiraya: Ha, ha, ha, Naruto me disseram que você matou tantos soldados inimigos que metade do exercito não precisou lutar. –disse rindo com um copo de sake na mão.

Jiraya era um homem alto, media 1,91m de altura, seus cabelos eram todos brancos, apesar da idade podia se notar a sua boa forma, pois possuía o corpo musculoso, vestia um Kimono branco com chamas vermelhas espalhadas ao longo do tecido. Era divertido, e conhecido por ser um grande mulherengo, seu filho o chamava pelo “carinhoso” apelido de Ero Sennin.

Naruto: Não tenho culpa dos soldados da vila da Chuva serem tão fracos. –falou desdenhoso –Você deveria parar de beber tanto, já não tem mais idade para isso. –disse provocando o otousan.

Naruto era um homem muito bonito, loiro com os cabelos arrepiados, olhos azuis, media 1,90m de altura, seu corpo era bem definido. Usava uma armadura que seu pai mandara fazer especialmente para ele, era negra, onde havia ornamentos em forma de fogo na cor vermelha, presa a armadura usava uma capa negra comprida, com o desenho de uma enorme raposa laranja, que possuía nove caudas, usava uma espada presa a armadura. Naruto era frio e impiedoso.

Jiraya: Há Naruto, vai se divertir por aí e deixa de ser rabugento. –disse divertido o otousan do loiro, que em resposta bufou.

Naruto saiu de perto do otousan e foi em direção a um bar que tinha no outro lado de Konoha, seu preferido, pois alem da bebida serviam seu prato preferido ramen. Atravessava facilmente a multidão de pessoas, que estavam dançando pela rua, pois quando as pessoas viam quem estava vindo em sua direção davam passagem imediatamente, ninguém queria arrumar confusão com o príncipe de Konoha.

Naruto andou até o bar, mas antes de entrar um rapaz foi arremessado para fora do estabelecimento.

Era um jovem magro, um pouco pálido, com cabelos e olhos pretos, vestia uma armadura do exercito de Konoha, que era dourada, com chamas vermelhas. Media 1,78m de altura. Aparentava ter a mesma idade de Naruto.O loiro logo o reconheceu.

Naruto: Sai?

Sai: Há, o- ola Na- Naruto-sama. –Sai falava atrapalhado, estava totalmente bêbado.

Naruto: O que aconteceu?

Sai: Não m- me lembro b- bem, a- acho que f- fiquei sem dinheiro. –disse tentando se levantar, sem muito sucesso. –E então me botaram para fora.

Naruto: Hai, boa sorte para voltar para casa, amanha você deve estar no centro de treinamento, preciso dar algumas instruções aos capitães dos batalhões. –falou serio.

Sai: Hai Ge — general.

Naruto entra no bar Ichiraku Ramen, deixando Sai de lado, sabia que o capitão estaria no dia seguinte a onde lhe fora ordenado ir, uma das características de Sai era ser fiel, aos seus superiores. Dentro do bar estava cheio de soldados de Konoha, comemorando a vitoria de seu exercito, na maioria já estavam todos bêbados, quando viram Naruto o saudaram com gritos, o que foi ignorado pelo loiro, que se dirigiu ao balcão, para fazer seu pedido.

Atendente: Na –Naruto-sama, que prazer ter o senhor aqui, em meu estabelecimento.

Naruto: Me traga um ramen de porco e uma garrafa de sake. –disse observando o atendente, um homem já de idade, os cabelos castanhos escuros, vestido com um uniforme todo branco.

Atendente: H-hai. –disse o homem saindo rapidamente para preparar o pedido.

Em instantes Naruto já se deliciava com o ramen, enquanto pedia a segunda garrafa de sake. Não notando que dentro do bar, duas pessoas encapuzadas o olhavam.

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Em uma parte mais afastada da cidade de Konoha, vivia a família Hyuuga. Que era composta por Hiashi e suas duas filhas Hinata e Hanabi. A família Hyuuga, dependia do trabalho no campo, para se sustentar. Mas a colheita desse ano, não estava boa para a família.

Hiashi: Droga, o que vou fazer agora. –dizia o homem aflito, para si mesmo.

Hyuuga Hiashi, era um homem sofrido, que criou depois da morte de sua esposa as duas filhas sozinho. Possuía longos cabelos castanhos, 1,65m e altura, 42 anos, olhos perolados. Vestia um simples Kimono branco, com uma manta verde por cima. Era muito carinhoso, com suas filhas e esforçava-se para não deixar faltar nada para elas.

Hinata: O que foi papai?

Hyuuga Hinata, uma linda garota de 16 anos, dona de longos cabelos azulados, lisos e com franja, olhos perolados, media 1,63m de altura, apesar de nova, suas curvas já eram bem definidas, vestia um vestido azul claro, um pouco acima dos joelhos. Era tímida, mais muito gentil com todos.

Hiashi: Não é nada minha filha, pode ficar tranqüila. –disse disfarçando a aflição.

Hinata: Otousan! –disse esperando que ele contasse o que estava acontecendo.

Hiashi: Hai, hai... –falou vencido. –Minha filha, esse ano a colheita foi péssima, e eu não tenho dinheiro para pagar o empréstimo que pedi a Jiraya-sama, para plantar esse ano. E ainda estamos devendo alguns anos de impostos, e o governante deixou bem claro, que, eu pagaria tudo esse ano, não importasse como.

Hinata: Papai, eu tenho aquela jóia, que mamãe deixou para mim, se você vender quem sabe de para pagar. –disse um pouco triste, com a idéia de se desfazer da única lembrança da mãe.

Hiashi: Obrigado Hinata, -disse emocionado. –mas acho que não vai ser o suficiente ainda...

Hinata: Vamos tentar papai, quem sabe Jiraya-sama aceite.

Hiashi: Hai, esta bem. Preciso ir a cidade ainda hoje, para vender a jóia, Jiraya-sama vem amanha.

Hanabi: PAPAI, VOCÊ VAI A CIDADE? POSSO IR JUNTO?

Hyuuga Hanabi, tinha 11 anos, era muito parecida com sua irmã mais velha, mais não usava franja e seus cabelos eram castanhos e longos como o do pai, seus olhos perolados, media 1,45m de altura, usava um vestido preto, até os joelhos, era decidida e espontânea.

Hiashi: HANABI, estava escutando a conversa?

Hanabi: Não otousan, só ouvi quando você disse que ia pra cidade, e estou entediada de ficar aqui.

Hiashi: Hai, esta bem vamos todos.

Hanabi: HAI. –Falou empolgada.

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No bar onde Naruto estava, podia se ouvir os gritos dos homens bêbados comemorando. Naruto já tinha bebido mais de quatro garrafas de sake, já estava um pouco tonto. Foi quando as duas pessoas que estavam observando a ele, levantaram-se e puxaram suas espadas, correndo em direção ao loiro.

??: UZUMAKI DESGRAÇADO AGORA SERA SEU FIM. –Disse enquanto corria na direção de Naruto com a espada pronta para atacar.

Naruto percebendo o ataque, pula para trás puxando sua espada e defendendo-se das investidas do que percebeu ser um homem.

Naruto: Quem são vocês? –perguntou enquanto lutava com os dois, fazendo faíscas surgirem quando as espadas se encontravam.

Os dois homens recuaram e tiraram o capuz, um era alto como Naruto e tinha cabelos curtos negros, o outro era mais baixo e possuía longos cabelos ruivos.

??: Meu nome é Koji, -disse o de cabelos negros –e esse é meu irmão Naoto, viemos vingar nosso pai, que você matou no confronto com a Vila da Chuva, Yamamoto Taro.

Naruto parou um momento e fechou os olhos, quando os abriu de nono estavam vermelhos.

Naruto: Hum, não sei, matei tantos naquele dia, não ficava perguntando o nome de cada um, sabe. –falou rindo.

Naoto: Ora seu insolente. –falou avançando contra Naruto, que foi ao seu encontro colocando muita força em suas mãos, quando as espadas se chocaram, a força que Naruto exerceu, jogou a espada de Naoto longe, o loiro aproveitou e perfurou o peito do rapaz a sua frente, fazendo o sangue do mesmo espirrar em seu rosto.

Koji: NAOTO NÃO. –Gritou desesperado, vendo o irmão morrer.

Naruto: Um já foi, agora falta o outro. –falou frio.

Koji: SEU DESGRAÇADO.

Koji avançava sobre Naruto sem parar, Naruto só se defendia das investidas do moreno, que estava cego de fúria. Koji já estava ficando cansado, Naruto percebendo acerta com força sua espada na de Koji, fazendo o outro se desequilibrar. Aproveitando isso, Naruto usa a espada decapitando Koji.

Todos no bar estavam estáticos com o que havia acontecido, olhavam para os cadáveres e depois para Naruto que estava coberto do sangue doa adversário sobre o corpo. Então o loiro se aproximou do balcão e chamou o atendente.

Atendente: S-sim Naruto-sama. –falou tremendo.

Naruto: Aqui esta o dinheiro que te devo. –falou entregando algumas moedas de ouro para o atendente e pegando uma garrafa de sake, como se nada tivesse acontecido, saindo do bar deixando todos espantados, ainda olhando para os corpos ensangüentados no chão.

A festa estava no fim em Konoha, já estava escurecendo e todos no outro dia teriam que voltar aos seus afazeres rotineiros. Naruto bebia enquanto caminhava pela rua, seus olhos já estavam azuis de novo, então resolveu voltar ao castelo, para tomar um banho.

Chegando lá Jiraya foi o recebê-lo.

Jiraya: Naruto, fiquei sabendo o que aconteceu no bar do Ichiraku Ramen hoje a tarde.

Naruto: Esta mandando me seguir?

Jiraya: Naruto, eu me preocupo com você, olhe o seu estado, esta bêbado e todo sujo de sangue.

Naruto: Ah, eu sei muito bem me cuidar, agora me deixe passar, quero tomar um banho e dormir, amanha tenho uma reunião com os capitães dos batalhões.

Jiraya: Você anda trabalhando demais... precisa de um pouco de diversão. –falou pensativo.

Naruto: Hai, hai, agora estou indo. –disse indo para o quarto, não prestando atenção no que o otousan disse.

Jiraya: Esse garoto...

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No outro dia de manha, na casa da família Hyuuga, Hiashi caminhava de um lado para o outro, estava apreensivo, com o que o governador poderia fazer com ele e as filhas. O dinheiro que conseguiu com a jóia que Hinata cedeu, não era muito, mas tinha esperanças de Jiraya lhe dar mais tempo.

Hinata: Calma otousan, tudo vai dar certo. –disse sorrindo, para acalmar o otousan.

Hiashi: Hai Hinata, você esta certa, acho que o governador vai entender nossa situação.

Hinata: Hai, mas otousan, você acha que o próprio governante vem aqui?

Hiashi: Hoje é dia de todos pagarem suas dividas, e Jiraya-sama gosta de vir pessoalmente, ele diz que assim conhece o “seu povo”. –disse irritado.

Hanabi entra pela porta correndo, chamando pelo otousan.

Hanabi: Otousan, tem vários soldados vindo para cá.

Hiashi: Deve ser o Jiraya-sama. –disse aflito. –Vocês duas fiquem atrás de mim e se curvem quando ele entrar.

Hinata e Hanabi: Hai.

Não demorou muito e já se escutava barulhos de cavalos e homens rindo. Então bateram na porta. Hiashi correu atende-la e por ela entrou Jiraya e alguns soldados.

Hiashi: Jiraya-sama. –disse se curvando, sendo imitado pelas filhas.

Jiraya observou a casa do homem, um lugar pequeno e muito simples, possuía dois andares, pelo que pode notar, estava na sala e logo a frente via-se uma pequena cozinha, uma outra porta, que deveria ser o banheiro, e uma escada que dava acesso ao segundo andar. Num movimento Jiraya pediu para Hiashi e as filhas levantarem-se.

Jiraya: Deve saber porque estou aqui não é Hiashi. –disse enquanto observava as filhas do homem que estava a sua frente. –Você deve impostos de alguns anos e ainda pediu um empréstimo para mim.

Hiashi: Hai Jiraya-sama. –disse entregando uma pequena bolsa com moedas de ouro.

Jiraya olhou para aquilo, e começou a rir.

Jiraya: Esta de brincadeira comigo, isso não paga 1/10 do que você me deve.

Hiashi: Jiraya-sama, a colheita esse ano foi fraca, mal consegui dinheiro para manter a mim e minha família, esse dinheiro que estou lhe entregando, foi conseguido com a venda da única jóia que minha família possuía, se o senhor me der mais um tempo. –disse aflito, mas Jiraya pareceu não se importar.

Jiraya: Isso não é problema meu, você deve pagar toda a divida hoje. –falou irredutível.

Hiashi: M- mas Jiraya-sama, eu não tenho mais nada de dinheiro, eu lhe entreguei tudo o que eu tinha. –falou já em desespero, Hinata e Hanabi assistiam a tudo caladas, sem saber o que fazer.

Jiraya: Como poderemos resolver isso? –falava enquanto olhava em volta a procura de algo de valor, quando parou seu olhar nas duas meninas em frente, analisou-as e teve uma idéia. –Bem Hiashi, como você me deve muito, vou levar uma das suas filhas como escrava.

Hiashi: NANI, VOCÊ NÃO PODE. –gritou desesperado, avançando para cima de Jiraya, mas foi segurado por os soldados que estavam juntos do governador. As garotas olhavam desesperadas tudo o que estava acontecendo.

Jiraya: É claro que eu posso, você me deve muito, então levarei uma delas, se reclamar levarei as duas, há e pode ficar com esse dinheiro. –Disse jogando a bolsa no chão, que antes Hiashi lhe entregara. –Vamos ver, você a mais velha venha comigo.

Hinata se encolheu e não se mexeu de onde estava. Fazendo Jiraya perder a paciência.

Jiraya: Prefere que eu leve sua irmã menor.

Hinata: NÃO. –Falou aflita. –Eu irei com o senhor.

Hiashi: NÃO HINATA, NÃO FAÇA ISSO. –Hiashi gritava desesperado, quando um soldado acertou sua barriga, fazendo Hinata e Hanabi gritarem em desespero.

Soldado: Olha como fala, esta na presença de Jiraya-sama.

Jiraya: Bem vamos indo, considere sua divida paga Hiashi. –disse rindo enquanto saia com Hinata e os outros soldados.

Hiashi ficou no chão, chorando, Hanabi veio e se abraçou no otousan.

Hiashi: Perdemos Hinata, por minha culpa Hanabi.

Hanabi: Não otousan, a culpa não é sua e tenho certeza que ela vai voltar. –dizia tentando acalmar o otousan que chorava cada vez mais.

Jiraya ia alegre para o castelo, junto de seus soldados e Hinata que estava no mesmo cavalo que ele. Enquanto cavalgavam, Jiraya explicava o que Hinata deveria fazer.

Jiraya: Bem mocinha, agora você é uma escrava, deve fazer tudo o que seu dono mandar, sem nenhuma objeção, se desobedecê-lo será duramente castigada. Seu corpo pertence ao seu dono esta entendendo?

Hinata: Hai, Jiraya-sama. –falava triste, deixando algumas lagrimas caírem no seu rosto.

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Naruto estava no seu quarto descansando, a manha inteira passou naquela reunião com os capitães dos batalhões, aquilo era muito chato, mas tinha que organizar tudo, para garantir a segurança de Konoha.

Jiraya havia saído pela manha, para cobrar os impostos do povo, então Naruto não tinha ninguém para atormentar, ficaria dormindo o resto da tarde, a noite quem sabe saísse para beber algo. Bocejou entediado.

Então ele escuta batidas na porta.

Servo: Naruto-sama, seu otousan voltou e aguarda sua presença.

Naruto: Hai. –disse saindo do quarto animado, teria alguém para importunar finalmente.

Naruto vai em direção a sala do trono, onde vê seu otousan sorrindo.

Naruto: O que foi Ero Sennin, estava com saudades de mim é? –falou irônico.

Jiraya: Ora seu moleque mal agradecido, voltei antes de terminar de cobrar os impostos só para te trazer um presente e você me trata assim? –disse se fingindo de brabo.

Naruto: Presente? –perguntou interessado.

Jiraya: Hai, hai, mas não sei se você merece. –disse sorrindo, irritando Naruto.

Naruto: Ora me dê logo e pare de enrolar. –Naruto já estava impaciente.

Jiraya: Esta bem. –falou sorrindo para o filho. –Olhe para trás de você.

Naruto virou-se imediatamente e pode ver uma linda garota, com olhos perolados o olhando assustada.