Living and Investigating
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Kapitel 26 min Lesezeit

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Sherlock ficou na sala, com o rosto vidrado na parede e as mãos atrás da cabeça. Imaginar o que se passava com Watson estava desviando a sua concentração, coisa que não o agradava nem um pouco. Recostou-se no sofá e esticou as pernas, estava extremamente cansado, passara a noite trabalhando num caso difícil. Mas nada tirava a sua disposição para uma nova empreitada, a não ser o fato de sua parceira estar doente. Balançou a cabeça, tentou afastar os pensamentos ruis, mas seu instinto pessimista o impedia de pensar em alguma coisa que não fosse grave. Imaginou que seria bom se ele fosse vê-la, verificar se ela estava bem, se precisava de algo. Subiu as escadas devagar, não queria incomodá-la. Abriu a porta e deu de cara com ela, deitada na cama, enrolada em seu edredom branco, dormindo serenamente. Ele se aproximou, sentou-se no chão, de frente para o seu rosto e ficou admirando os traços orientais. Nunca havia reparado em Watson, nunca havia parado para perceber quão bonita ela era. Seus olhos pequenos, seu rosto triangular e seu sorriso bonito. Abraçou as pernas contra o peito e pousou o rosto sobre os joelhos. Definitivamente ela era linda, parecia uma princesa, uma daquelas de contos de fadas japoneses, ou dos mangás. Sorriu levemente quando ela se moveu, imaginou como seria sua reação se o visse ali, olhando-a. Suspirou... a ideia de que ela estava sofrendo de algum mal o perturbava de tal modo, que ele tinha medo até mesmo de assustá-la com suas loucuras. Levantou-se devagar, suspendeu o edredom até os ombros dela e, bem de leve, acariciou-lhe o rosto. Sherlock, pela primeira vez desde Irene, estava realmente amando alguém que não fosse ele mesmo. Mas estava confuso, não sabia se estava apaixonado por ela, ou apenas preocupado pelo seu estado. Talvez os dois, mas ainda não sabia distinguir paixão de amor e vise versa. Passou para o outro lado da cama e deitou-se devagar, queria ficar ali, velando o sono da parceira, até que ela acordasse e estivesse totalmente recuperada. Cruzou as mãos sobre o peito e passou a olhar o teto. Watson se moveu, sua cabeça foi deitar-se no ombro de Sherlock e, como estivesse acostumada ao seu cheiro, repousou o rosto sobre seu peito e sua mão em torno das dele. Não se mexeu, parecia não notar o corpo estranho em sua cama. Sherlock teve medo de acordá-la e permaneceu na mesma posição. A tarde estava chegando e logo a noite começaria a dar sinais. O clima estava perfeito para romance, para dormir agarrado, para sentir o aconchego do amor. Mas Sherlock estava longe de querer romantismo, o que ele queria era contato, corpo a corpo. Algo que só conseguiria com o consentimento de Watson, que no memento estava tão inconsciente, que mal notou sua presença em sua cama. Sherlock tocou levemente o braço de Watson, acariciou de leve a pele macia, ela não se mexeu. Depois a abraçou por completo, deixando que as pernas dela enlaçassem sua cintura. Não conseguia crer que estava nessa situação, completamente abraçado a ela. Ficou tão excitado, que mal percebeu quando Watson balbuciou um nome perto do seu ouvido.

–Mycroft... – Sherlock aguçou os ouvidos e finalmente entendeu porque Watson não havia se incomodado com sua presença na cama, ela achava que era seu irmão.- Mycroft, é você?

Sem saber o que fazer, ele preferiu não responder e continuou abraçado a ela. Talvez ela soltasse algo enquanto dormia, assim ele poderia descobrir o motivo do desmaio.

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