Ele havia feito tudo que podia, mas nada traria Clay de volta, mesmo que encontrasse a resposta no centro espacial, ela não o traria de volta, argumentos e evidências só serviam dentro do fórum. Ali, naquele campo aberto, tudo seria levado pelo vento, desaparecendo na noite como poeira cósmica. Até mesmo o frágil conforto da jaqueta o abraçando por trás, e aquele cheiro tão familiar dispersado pela brisa.

Clay se transformara em fragmentos quebrados, e Apollo não conseguia enxergar os cacos caídos debaixo de seus pés, tão absorto estava em achar o verdadeiro assassino. Mas ali, sob a cúpula das estrelas, parecia enxergar uma última vez o amigo olhando por si e sorrindo com vivacidade.

Sentindo seus joelhos falharem, Apollo caiu no chão puxando as mangas da jaqueta de Clay rentes ao peito, tudo que suportou durante o processo judicial daquele dia pareceu desabar de uma vez só, um pingo quente caiu no dorso de sua mão, e então virou o rosto para o alto, para aquele céu límpido e sem nuvens, e com toda força de seus pulmões gritou:

— Eu sou Apollo Justice! E eu estou bem!

A lua cheia sendo a única testemunha do pranto de sua alma.

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