Acordei meio tonta tinha um barulho chato ao meu lado fazendo bip, bip, bip. Meu corpo todo doía, acho que foi por causa da viagem.
-Oi. –falou uma voz calma e suave.
Virei-me para ver quem era e tinha um homem bonito, alto, loiro, e com roupa de medico.
-Oi. –falei com a voz meio rouca, onde eu estou esse não é meu quarto.
-Meu nome é Carlisle Cullen, eu sou medico. –falou chegando um pouco mais perto de mim. –Qual é seu nome?
-Meu nome é Beatriz Swan, mas pode me chamar de Bia, tenho 14 anos parece que tenho mais porque sou alta para a minha idade. –respondi com um sorrisinho fraco.
-Prazer, você sabe por que esta aqui? Lembra de alguma coisa?
-Não, eu só lembro-me de estar no carro com a minha mãe e depois nada.
-Hum... –Enquanto eu falava, ele ia anotando em uma folha.
-O que aconteceu? –perguntei já imaginando o pior.
-Bom... Você e sua mãe sofreram um acidente de carro você sofreu pequenos arranhões e alguns hematomas, e sua mãe... –parou de falar quando me viu chorando. –Não se salvou ela teve uma perna quebrada, ferimentos graves, e o pescoço também quebrou, e não deu para fazermos nada ela morreu.
Comecei a chorar desesperadamente eu queria levantar daquela maca, mas antes que eu pensasse em alguma coisa o doutor me sedou e tudo começou a escurecer.
Duas semanas depois.
Eu estava naquele hospital a duas semanas que saco eu não estava agüentando mais todo dia o doutor Cullen conversava comigo tentando me manter feliz eu tinha certeza que era porque eu já estava já estava entrando em depreção eu não comia direito, chorava o tempo todo e o velório da mamãe foi triste eu não parei de chorar e só fui eu e Carlisle.
Carlisle disse que hoje ele traria a família dele para me conhecer.
Eu estava no meu quarto a enfermeira tinha trago o meu almoço e por sorte era maça a comida que eu mais gosto, infelizmente eu não estava com tanta fome e deixei a comida de lado.
Eu estava assistindo TV tava passando um filme chato até que eu desisti e desliguei, no mesmo instante que bateram na porta.
-Entra. –falei.
-Oi Bia eu trouxe minha família para conhecer você, eles podem entrar? –Carlisle perguntou.
-Claro. –falei e soltei um suspiro.
Todos entraram e ficaram lado a lado, tinha uma loira linda, uma baixinha de cabelo espetado linda também, uma mulher que mais parece a Branca de neve, um Grandalhão que tinha um sorriso enorme estampado no rosto, um com o cabelo leonino e bonitinho, e um muito lindo que quase me fez desmaiar alto de cabelos bagunçados cor de cobre.

-Oi querida meu nome é Esme eu sou esposa de Carlisle. –Falou com um tom amoroso à mulher que parecia a branca de neve.
-Oi meu nome é Beatriz... Só Bia. –não tinha sentido falar meu sobrenome.
-Meu nome é Alice meu pai falou muito de você. –A baixinha falou batendo as palminhas, meu Deus do céu.
-Prazer. –falei mostrando um sorrisinho no rosto.
-Meu nome é Emmett tudo bem? –O grandalhão perguntou, e olhei para a maca mostrando que eu estou em um hospital e lógico que não estava bem.
-Estou né? –foi só o que eu falei para não falar porcaria.
Os que estavam em volta tentaram não rir.
-Meu nome é Jasper e pelo jeito nós vamos nos dar muito bem. –falou e eu não entendi muito bem.
-Meu nome é Rosálie e você é muito bonita. –a loira falou e não me senti muito segura.
-O meu é Edward e é um prazer conhecer você Bia. –Edward cumprimentou e a voz dele é muito bonita.
-É um prazer conhecê-lo, na verdade é um prazer conhecer todos vocês. –falei meio triste.
-Podemos conversar um minuto? –Carlisle perguntou olhando para a família dele.
-Claro. –responderam e todos foram para fora menos o Edward.
Eu queria ver minha mãe e me lembrei de que minha foto estava em cima de um armarinho do outro lado da parede.
-Edward. –chamei. –Pode pegar aquela foto que esta em cima do armarinho, por favor.
Ele pegou a foto olhou e a virou para ver o que estava escrito a trás.
-É sua mãe? –perguntou. –Ela escreveu isso para você?
-É, mas não olhe, por favor. –pedi pegando a foto.
-Por quê? A frase é bonita.
-Não é a frase que me faz sentir assim, é saber que eu não consegui fazer o que eu sempre prometia a minha mãe. –falei e caíram algumas lagrimas de meus olhos.
-Minha mãe também morreu, mas isso foi há muito tempo.
-Como assim? Esme não é sua mãe? –perguntei enxugando meus olhos.
-Não, nenhum Cullen é filho de... sangue mas somos filhos de coração, e se tudo der certo você também será filha de Esme. –ele falou e eu senti um aperto no coração.
-Não vocês... Acho que... Não podem... –estava com dificuldade de criar uma frase.
Antes dele falar alguma coisa a porta se abriu e Carlisle e Esme entraram fechando a porta atrás deles.
-Carlisle,... Esme eu não... Quero que vocês me... adotem. –falei entre lagrimas.
-Mas eu... –Esme começou a falar, mas Carlisle a interrompeu.
-Esme deixe que eu falo com ela, encontro vocês em casa.
Esme e Edward saíram do quarto e Carlisle sentou em uma poltrona ao meu lado.
-Eu quero te adotar por que acho você uma menina legal, divertida e meus filhos te adoraram também, por que você não quer que eu te adote? –Carlisle perguntou e eu pensei muito antes de responder.
-Carlisle você não entende, todas as pessoas que eu amo se vão primeiro meus avós depois minha mãe, e eu já te considero como um pai e eu não quero perder mais ninguém. –falei.
-Eu também te considero como filha, e se você me der uma chance eu prometo não te magoar e eu não vou te deixar eu prometo, me de uma chance. –falou se levantando.
Eu não sei o que fazer, olhei para a foto da minha mãe que estava em minha mãe e li novamente o que estava escrito.
“Sempre te amarei filha aconteça o que acontecer nunca se esqueça disso, e quando a vida te der um empurrão para você cair, levante-se, erga a cabeça e comece tudo de novo.”
-Ta eu te dou uma chance. -respondi

