Depois que Elisa saiu do meu quarto, me joguei na cama e comecei a gritar no travesseiro. Tudo estava acontecendo muito rápido, muito mesmo. Então, comecei á sentir leves dores, mas que incomodavam. Kyle estaria aprontando uma, tenho certeza. Eu só não sabia o porquê dele estar tão inconformado assim, já que ele nunca havia entendido meu pai. Parei de gritar, minha garganta já doía muito, e as dores só aumentavam. Já estava implorando pra Kyle voltar, mas ele não vinha.
Decidi sair do meu quarto, estava com fome, e eu ia pedir um relaxante á Elisa, pra dor aliviar um pouco. Andava devagar, por aquele corredor longo que ligava o meu quarto com o do meu pai e a escada. Desci as escadas, tentando não cair, pois do nada, fiquei tonta e minha dor estava quase me matando, mostrando que Kyle já devia estar muito longe.
Ótimas condições eu estava. Faminta, dolorosa e tonta. Ao chegar ao fim das escadas, meu pai, que estava andando por ali, viu meu estado e rapidamente me ajudou á andar direito, sem falar nada. Colocou seus dois braços em minha volta. Mesmo com aquela tontura infernal, eu conseguia ver, uma coisa. Uma cicatriz, grande e comprida. Caramba! Isso foi um daqueles cortes?
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