*um mês depois*
Um mês havia se passado e eu tinha apenas mais duas semanas para permanecer no país antes de ser presa e deportada, e o pior disso tudo : Não havia encontrado ele ainda. Apenas quando acordo no meio da noite acreditando que ele está alí,do meu lado,mas quando vou toca-lo ele simplesmente some e eu retomo a consiencia e percebo onde estou.
L.A. Não é um lugar frio mas ultimamente as noites estavam geladas.E eu que achava que tudo já estava estranho o sufuciente... Faz uma semana que não como quase nada,me lembro de ter comido uma maçã há uns 3 dias atraz,e me pergunto até quando vou suportar.Já estou me sentindo ridícula depois de tudo isso,mas não consigo desistir,nem conter as lagrimas que se tornam cada vez mais frequêntes. Tenho consiência de que minha ressistência está muito baixa e as tonturas são inevitáveis,mas enquanto eu respirar vou lutar para encontra-lo,mesmo que minhas esperanças estejam por um fio,meu coração diz que ainda não acabou.Eu não me importo com absolutamente nada,eu só não quero ficar sem ele.
A noite chegou,o céu estava sendo fechado por enormes nuvens de chuva que deixavam a noite muito mais escura,o vento cada vez mais forte varria as ruas da cidade e o mar parecia estar raivoso. Logo hoje que eu tinha planejado passar a noite na praia,agora não fasso a mínima ideia de onde ficar. Apenas continuei andando com minha mochila nas costas e uma mala nas mãos.Eu costumo andar prestando atenção nas pessoas,nos carros,em tudo ao meu redor na esperança de achar algum vestijo dele,mas agora eu me sentia fraca demais para levantar a cabeça e prestar atenção nas coisas. Caminhei até chegar há uma rua pouco movimentada,apenas alguns carros tomavam conta dela. Eu via as pessoas fexando janelas e portas,se preparando para o temporal que estava por vir.O céu era iluminado por raios quando os primeiros quando os primeiros pingos de chuva começaram a cair,mas não era isso que iria me parar. A chuva começou a cair,com cada vez mais intensidade,mas um estranho sentimento dentro de mim me diz para continuar andando,e como não tenho muitas opções,foi o que eu fiz: continuei andando por aquela rua a dentro.
De repente,sinto minhas pernas tremerem,assim como minhas mãos que soltaram a mala que eu carregava,vi tudo rodando a minha volta,as luzes ao redor estavam fazendo minha cabeça girar. Senti minhas pernas amolesserem me levando ao chão e minha visão ser tomada por uma profunda escuridão. Não tinha força alguma para me levantar,muito menos para abrir os olhos,senti aquele temporal desabando sobre mim e escutei um barulho de carro de aproximando,depois disso não me vi mais nada.[...]
Abri lentamente meus pequenos olhos verdes,buscando forças para respirar. A primeira coisa que vi foi o rosto dele com olhos de procupação. Eu havia tido algumas alucinações esses dias e apesar de parecer real,com certeza essa não era diferente, mesmo sabendo que era fruto da minha imaginação fiquei feliz em vê-lo e me esforcei para da um sorriso,mas logo senti minha visão se escurecer novamente. Mas dessa vez eu conseguia ouvir e sentir tudo o que acontecia...
Senti alguem me levantando e me levando para algum lugar onde eu não podia mais sentir a chuva até que consegui ouvi uma voz muito familiar,uma voz que me acalmava de alguma forma, falando:
''Não doutor,não sei o nome dela,eu a encontrei desmaiada no chão...Os lábios dela? Sim estão bem pálidos mas ela está respirando agora. Ok vou leva-la para casa e espero o senhor lá,obrigado''
