— Arquimestra. Trago seu chá, arquimestra.
Ao ouvir a voz cândida do servo, a velha elfa abriu seus olhos cansados e empertigou-se na cadeira. Vento quente soprava da janela aberta à sua frente, trazendo os aromas do grande jardim abaixo. A visão das flores que seu falecido marido cultivara com tanto empenho costumava acalmá-la; quando suas aflições atacavam com força, porém, aquela vista só servia para encher-lhe o coração de saudade.
— Obrigada, Canário. — A elfa conseguiu um esboço de sorriso nos lábios azulados, apesar de seu estado de espírito. Serve a esta casa desde sua primeira primavera e mesmo assim não consigo fazê-lo me chamar pelo nome — Tomarei aqui.
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