Reya inspirou o ar puro, sentada na grama, numa colina alta um tanto longe do castelo. Seus cabelos negros balançavam com a fina brisa da manhã que soprava, e seus olhos observavam com deleite a visão que se estendia a sua frente.
Os vales verdejantes, os rios que serpenteavam entre os montes altos. Tudo parecia etéreo demais naquela hora, quando os primeiros raios de sol conseguiam sair por dentre as espessas nuvens brancas. War, o alazão negro da princesa, olhava para a garota atento, enquanto se fartava da pastagem do local.
Tudo estava calmo, e Reya parecia estar desfrutando da plenitude do lugar. Mas, na verdade, em sua cabeça as cenas de seu pesadelo daquela noite rodavam e rodavam, a figura horrível daquela criatura de olhos vermelhos a apavorava e, sempre que pensava nas palavras ditas por ele, seus pelos arrepiavam e sentia seu corpo estremecer.
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