pink apocalypse
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Kapitel 16 min Lesezeit

Vai Doer

Apocalipse Cor de Rosa

Eu te amo.

O bastante para sangrar por você.

Por que eu sei que o meu sofrimento é proporcional à sua felicidade.

Então, vou sangrar.

Eu te amo demais.

....

Quarto da Princesa Buterfly

Escombros do Castelo de Mewni

Agora

Uma última vez, Marco olhou para o horizonte.

Depois que Star se fora, não demorou muito para o reino se desestabilizasse no puro caos.

Sacrifícios humanos.

Guerras travadas continuamente entre os sobreviventes.

Cancelamento de Futurama.

Loucura total.

— Preparado, rapaz? – Dizia Glossaryck, nos preparativos finais do encantamento – Viagens no tempo podem ser ligeiramente instáveis.

— O que pode acontecer de pior?

— Náuseas, desmaios, pode nascer um terceiro mamilo....

— Eu.... Estava sendo sarcástico. Pega leve.

— Oh. Tudo bem. Só não se esqueça do que deve fazer quando chegar lá.

Marco confirmou com a cabeça.

Não havia forma de esquecer. Era o seu próprio plano.

— Encontrar Full Moon. Pedir ajuda para localizar a Evangeline.

Salvar o mundo. Entendido.

— E?

— Me matar. Eu morro, Star vive.

— Agora, sim.

....

Com o portal finalmente aberto, o mago e conselheiro real não sabia o que dizer ao adolescente.

Afinal de contas, o que dizer a uma pessoa que está embarcado numa missão suicida?

Por fim, ele deu de ombros e disse:

— Últimas palavras, Diaz?

Ele pensou bem antes de responder.

Depois de repassar o plano tantas vezes, no entanto, restara uma dúvida.

— Quando eu me matar, vai doer?

Pra satisfação plena do rapaz, Glossaryck já havia pensado no assunto, anteriormente.

— Se fizer da forma correta, não.

Mas como imagino que não vá fazer, sentirá uma dor excruciante.

— Ah, legal. Bom saber.

Com um último aperto de mão, Marco tomou distância e saltou pelo portal, rumo ao passado.

No fundo, ele gostaria que seu último pensamento fosse sobre Star, e no que estava fazendo para salva-la.

Entretanto, sua mente se ocupara apenas com uma repetição contínua da voz de Glossaryck.

“.... Dor excruciante”.

Ainda assim, ele foi.

....

Quarto da Princesa Buterfly

Castelo de Mewni

Algumas décadas antes

À contragosto, a princesa Full Moon estava deitada em seu quarto.

Mas, ao invés de dormir, arquitetava uma forma segura de fugir do castelo sem ser vista.

Sabia que merecia o castigo dos pais, mas era uma hora ruim.

Sua melhor amiga estava prestes a dar à luz e precisaria de sua ajuda.

....

A ajuda vem a cavalo.

E cruzando o espaço-tempo.

....

Com um enorme estrondo, seguido de um clarão branco (que mais parecia ser um show de luzes), um enorme portal se abriu ao lado da cama da princesa.

Perplexa, não haveria tempo de chamar os guardas para impedir seja quem fosse que estivesse chegando.

No ímpeto, ela fez o seu melhor e sacou sua espada, guardada na mesinha de cabeceira.

Sabia que seria melhor usar a varinha, mas ficar sem usar magia era parte do castigo.

Full Moon esperava ser atacada por um exército de monstros, reinos rivais, Pugs malditos (ou o que estivesse na moda), mas se surpreendeu ainda mais com o que surgira.

Era apenas um rapaz. Da sua idade, mais ou menos.

Não estava armado. Trazia consigo uma mochila, mas sem espadas ou lanças.

Suas cicatrizes, que cobriam o rosto e as mãos, combinavam com sua roupa gasta e esfarrapada.

Seja de onde ele estivesse vindo, passara por maus bocados.

— Princesa Full Moon Buterfly, meu nome é Marco Diaz.

Preciso de sua ajuda. Temos que salvar Evangeline. Ela está em perigo e....

O rapaz tentou manter o diálogo, mas o mundo girou em sua volta.

Primeiro sintoma: náusea.

Viagens no tempo eram realmente violentas.

Ele tentava continuar, mas não se aguentou em pé.

Caindo de joelhos, ele balbuciou algumas palavras antes de apagar de vez.

— Eu.... Vou desmaiar só um pouquinho....

A gente salva a Evangeline logo depois que eu acordar, tá bem?

E em seguida, tombou de cara no tapete do quarto.

....

Para sua sorte, não nascera um terceiro mamilo.

....

Marco acordou horas depois.

Um pouco confuso, levou algum tempo até reconhecer onde estava.

Ainda era o quarto que, um dia, seria de Star.

Só que a decoração estava diferente. Menos rosa.

Ele acordara no meio do cômodo, sentado em uma cadeira e completamente amarrado.

Full Moon estava sentada na cama, ainda com a espada em mãos, vigiando o rapaz de perto.

— Que horas são? – Ele perguntou.

— Quase Meia-Noite.

Ele se odiava por ter desmaiado.

Perdera muito tempo. Já estava quase na hora. Se não se apressassem, chegariam tarde demais.

— Não gosto de viajar no tempo – Disse, por fim.

— Ninguém gosta – a princesa completou.

Quem é você?

— Acho que já e apresentei antes....

Full Moon balançou a cabeça.

— É, já sei seu nome.

Mas quero saber como conhece a Evangeline!

E que perigo ela corre?!

— Dos grandes. E se me soltar, vai ver por si mesma.

Ela não respondeu. Apenas fitou o rapaz com seriedade.

Marco percebera rápido que a princesa não o soltaria se ele não revelasse mais.

Por outro lado, um pensamento vinha à mente.

Um aviso de Glossaryck.

Não fale muito sobre o futuro.

O quanto menos contar, melhor.

Questão de segurança.

— Sou do futuro. De um futuro ruim, muito ruim.

Apocalíptico. E os eventos que levaram a isso, começam hoje. Com a morte da sua amiga e do bebê dela.

Moon se levantou, enfurecida.

Ela apontou a lâmina afiada na altura do pescoço de Marco.

— Eve é a minha amiga!

Minha melhor amiga!

Não vou deixar que nada aconteça com ela, nem com minha afilhada!

Nada!

O rapaz respondeu o olhar de fúria da princesa com um de confusão sincera.

— Como sabe que vai nascer uma menina?

— Por que eu quero que seja.

Só por isso.

— Anh.... Okay.

— De qualquer forma, o que você ganha com isso?

— Além de salvar a humanidade?!

— É.

....

Ele respirou fundo.

Definitivamente, não queria tocar no assunto.

Não só por ser algo perigoso de se fazer.

Era algo igualmente doloroso.

— Sou o mais próximo que você já teve de um genro.

Vim pela sua filha.

— E por que ela mesma não veio, se é tão importante?

Outro pensamento de Glossaryck:

Jamais revele a verdade do que aconteceu com Star.

Em hipótese alguma.

— Ela morreu – Respondeu Marco.