Porta fechada
Sam estava ainda na cama, apesar de já ser 09 horas da manhã. Isso não era um problema. Não estudava, seu trabalho era feito em casa, sem horário fixo, feito sob comissão, não morava com a família. Isso significava que poderia passar o dia na cama que ninguém se importaria consigo. Poderia até morrer, que ninguém ficaria sabendo, até seu cadáver começar a feder. Acordara tarde porque passara a noite chorando nessa mesma cama, por causa da humilhação passada no dia anterior. Fora chamado de ... de que mesmo? Una ... unabomber? Uma pesquisa no google revelou tratar-se de um famoso terrorista, assassino em massa. Alguém o chamou de stalker e criminoso. A lembrança despertou novas lágrimas. O pior de tudo foi que seu muso foi até seu apartamento, e o vira em seu habitat. Ele vira o que ele era e a forma desprezível em que vivia. Ele se sentia um caco, uma merda. Soluçou. Tivera muita sorte por lembrar-se de chamar por Gabriel, seu advogado e amigo. Do contrário poderia até estar preso agora.
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