The bell ringer and the tightrope walker
The bell ringer and the tightrope walker
Chapter 24 min read

Quando tudo se resolve

— Tudo está bem agora. — Madellaine sussurou para si mesma, aliviada ao ver Esmeralda, Phoebus e Zephyr felizes por estarem juntos novamente.

Agora que os planos de Sarousch haviam sido frustrados ela sentiu que tudo estava em seu lugar...

Ou, quase tudo.

Com um olhar para Quasimodo ela percebeu que embora tivesse um sorriso em seu rosto, os seus olhos conseguiam lhe transmitir um pouco de tristeza.

Considerando como eu quebrei a sua confiança, eu não me surpreenderia.

Reunindo coragem ela foi ao seu encontro e ele também fez o mesmo.

— Quasimodo!

— Madellaine!

Eles exclamaram ao mesmo tempo e riram envergonhados. Ele acabou acenou para ela, permitindo que ela falasse primeiro. Ela respirou fundo e começou.

— Quasi, eu... Eu sinto muito pelo que eu fiz... – Ela viu como ele tinha aquela expressão melancólica em seu rosto, mas ela queria vê-lo apenas sorrindo, ele merecia toda a felicidade do mundo. – Eu sei que o que eu fiz foi totalmente errado, eu não devia ter escondido a verdade de você... – Ela suspirou pesadamente. — Acredito que por isso nem sequer mereço o seu perdão...

Ela virou-se para ir embora. Uma pessoa como ela não merecia estar com alguém tão maravilhoso como ele...

Mas Quasimodo tomou suas mãos nas dele com muita delicadeza e ela encontrou seu olhar.

— Não, Madellaine. Sou eu quem devo pedir desculpas agora. Você tentou me dizer a verdade, eu deveria ter lhe escutado, mas não o fiz e você acabou indo parar na prisão...

Ela usou uma mão para acariciar seu rosto.

— Oh, Quasi, eu magoei você, por isso você não quis me ouvir... Eu entendo. Quanto à prisão, não foi sua culpa. Os únicos culpados foram Sarousch e... Eu. — A voz dela emanava pura tristeza.

— Não, Madellaine! Ele apenas tentou usar você, mas eu conheço você e sei que você não quis fazer nada do que fez de bom grado. – Ela conseguiu sorrir, vendo como ele parecia estar totalmente convencido disso, sem que ela precisasse convencê-lo.

— Tem razão. Eu nunca quis participar dos planos dele. Eu nunca quis roubar de ninguém... Muito menos de você... – Ele sorriu para ela e ela corou lindamente sob seu olhar.

— Eu sei, e acredito em você Madellaine. — Ele falou, seu tom suave.

— Isso... Isso quer dizer, que você... Confia em mim de novo? Que você me perdoa?

— Claro que sim. — Ele a olhou da mesma maneira que havia olhado para ela, quando afirmou que sabia que havia mais dentro dela. Que ela podia ter algo mais.

— Ah... Bem... Quasi... — ele a olhou com expectativa, ansioso para saber o que ela lhe diria. — Sobre o festival... Eu gostaria de saber se você ainda iria querer ir comigo?

Ela queria ir comigo, ela queria ir comigo...

— C-claro, M-Madellaine... Eu quero sim... Eu quero muito isso. — Ele falou, feliz por finalmente saber que ela estaria no festival, com ele ao seu lado. Eles olharam com carinho nos olhos um do outro e se aproximaram. Estavam prestes a se beijar... quando Zephyr chegou entusiasmado e pulou nos braços de Quasimodo.

O casal apaixonado se separou e Madellaine permitiu que eles tivessem seu momento para conversar. Ela sabia que eles eram ótimos amigos e isso era algo que ela admirava muito.

— Quasi, você viu aquilo?! Viu como sua namorada me salvou do Sarousch?! Ela é uma ótima equilibrista, você não acha?! – Madellaine já tinha se afastado um pouco deles, mas, pôde ouvir claramente a conversa, então parou onde estava e virou-se para olhá-los. Quasimodo estava com o rosto completamente vermelho de vergonha.

— Zephyr! Ah... e-ela não é minha... namorada... – Ela não podia deixar de sorrir com o nervosismo dele.

— Bem, ainda não. — Respondeu ela, seu olhar apenas nele e piscou flertando. O rosto do pobre corcunda acabou ficando ainda mais vermelho com o comentário dela, mas ele sorriu para ela com uma expressão bastante apaixonada, antes que ela soprasse um beijinho no ar para ele e fosse embora.

Zephyr olhou entre os dois e fez uma careta. Ele não gostava de romance e de beijos, mas viu como o Quasimodo estava feliz.

Bem, se seu melhor amigo estava feliz, ele também estava.

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