The contract
The contract
Kapitel 29 min Lesezeit

Capítulo 1 - Sir Loki de Jotunheim

Capítulo 1 – Sir Loki de Jotunheim

“Se a necessidade é a mãe da criatividade, então é provável que o improviso seja seu pai”

JOTUNHEIM era um país distante e misterioso. Que por muitos anos foi fechado para o resto do mundo, mesmo numa época dita de globalização. O país recém entrara num processo de abertura política.

Após quase 40 anos de ditadura Laufey.

Sim, o então sombrio Grã-duque Laufey, que comandou o país a mão de ferro. Jotunheim era conhecida pelas belas montanhas cobertas de neve e pelas lindas florestas boreais, localizado na parte do extremo norte do planeta vizinha da nação polar de Nifhelheim. Era uma região rica em carvão e ferro, e tinha muitas fabricas de metalurgia e siderúrgicas, todas pertencentes ao governo. Sua população era praticamente alfabetizada, em grande parte com o básico que se precisava saber: escrever o necessário e fazer contas. Eram em grande maioria proletários, e uma pequena porem discreta nobreza, onde muitos eram funcionários do governo.

Embora tivessem um emprego simples e sem perspectivas de crescimento, a população contava com programas assistências satisfatórios o suficiente para deixa-las conformadas com suas vidinhas. Estaria tudo perfeito se a todos seguissem as regras e normas de boa convivência do governo.

Do contrário, você tinha direito a passar uma colônia de férias nas minas de carvão para trabalhos forçados.

Mas.... algumas coisas aconteceram e o ditador morreu, e bem velhinho, diga-se de passagem...

Há cerca de dois anos o filho de Laufey assumiu.

Loki Laufeyson, Um jovem viúvo na casa dos 30 anos, pai de três filhos. O atual chefe de estado daquele pais, que naquele exato momento pensava em mudar algumas coisas deixadas por seu pai.

Mas não parecia muito fácil para alguém tão cheio de si e tão inflexível.

Depois que assumiu o governo, Loki deu uma pequena abertura para trabalhadores oriundos de fora do pais, numa tentativa de exportar uma imagem amigável de sua nação. Mas não era lá tão fácil, nem todo mundo queria, mesmo que o salário fosse tentador, e mais ainda quando se exigia que o sujeito soubesse falar o jotnar. Os jotuns não concordavam em ser obrigados a falar na língua do sujeito.

Com tantas ocupações Loki não tinha muito tempo para dispor de ficar com seus filhos. Uma das coisas que seu falecido velho dizia era que ele precisava casar de novo.

E ele sabia que eles precisavam de uma atenção materna, mas o mesmo não queria casar tão cedo. Ainda não tinha se esquecido de Angrboda.

Os dois não eram daqueles apaixonados, mas eram bons amigos desde quando se conheceram na infância. Angie, como ele a chamava era uma típica garota das montanhas, pele alva e cabelos claros e olhos num tom castanho. Os dois gostavam de esquiar juntos, além de outras coisas como pregar peças em pessoas mais velhas, eram bons tempos antes chegarem as devidas responsabilidades. Angrboda nunca havia gostado do seu nome, então um dia Loki teve a ideia de apelida-la de Angie. Ela acabou gostando e ficou com o nome novo.

O casamento dos dois foi um acordo entre seus pais. Acharam estranho, mas por outro lado pelo menos não casariam com estranhos. Eles tinham 18 anos na época. Há vale mencionar que as pessoas casam muito cedo em Jotunheim. E, que praticamente todas as mulheres tem o costume de querer ter muitos filhos.

E Angie queria muito ser mãe, mesmo estando casada com seu amigo de infância.

Então eles foram tentando um “namoro” dentro do próprio casamento, até que...

Veio Fenrir, Jomungadr, e pouco tempo depois, Hela.

Nas três gestações ela sempre ficava muito fraca e doente, e na de Hela então, Loki achou que o pior aconteceria.

Mas Angie era teimosa e persistente.

Eles eram felizes na medida do possível, embora não se amassem naquela plenitude ideal que muitas pessoas desejam, e as crianças eram parte boa de tudo aquilo.

Depois de Hella, eles acharam melhor, ou melhor ele achou melhor parar.

Afinal, Angie sempre seria sua grande amiga.

Mas naquela altura, Angie já não pensava daquela forma. Ela havia se apaixonado por ele. Porém ela não quis força-lo. Loki sempre a tratou com devido carinho e respeito de um amigo. Ele se sentia mal por tê-la tocado, mas ao mesmo tempo amava seus filhos. Pois ele achava que assim como ele, Angie não o amava daquela maneira.

Mas uma noite ela não resistiu e falou sobre todos os seus sentimentos.

Porém ele disse visivelmente frustrado que não tinha como retribuir.

Alguns anos se passaram e Angie começou a ficar deprimida, e seu sistema imunológico ficou abalado. Na época as crianças ainda eram muito pequenas, para perceber o que estava realmente acontecendo. A jovem morreu alguns meses depois, no quarto do casal, com ele segurando sua mão fria.

Fenrir tinha cinco anos e Jomungadr três, e Hella ainda engatinhava.

Os primeiros meses foram horríveis para ele, se sentia culpado, egoísta. Egoísta por não ter tentado de alguma forma retribuir os sentimentos dela, mas agora era tarde para se pensar nisso. Ela se fora.

E então tornou-se rígido e endurecido para com as pessoas. Apenas seus filhos ainda tinham, ainda que um pouco, um vislumbre de seu lado mais amoroso.

E por falar nas crianças.

Bem, temos Fenrir, ou simplesmente, Fenny para os íntimos. Tem 12 anos e é o mais velho, tem um laço muito forte com Hela. É do tipo observador e curioso e é o que mais conseguiu guardar lembranças de mãe.

Jomungadr, ou Jo tem 10 anos e é o mais sapeca dos três, tende a ser sarcástico quando quer. Ele e Fenny brigam muito. Também é louco pela irmãzinha, ai de quem machuca-la

E por fim a pequena Hela de oito anos, ela é o elo que liga os dois, pelo fato de ser a caçula e por não gosta de vê-los brigando. Ama muito o pai e sempre que o vê quer abraça-lo. Não gosta muito do fato de ele ser um homem muito ocupado.

E, esses três em alguns dias receberiam uma nova tutora para lhe dar aulas. Cinco já tentaram, e Jo e Fenny estavam dispostos a expulsar a próxima. Eram sempre velhas e chatas. Após levar inúmeros esporros de Loki, Trymm pereceu relevar as escolhas dos perfis de possíveis candidatas e então ele teve uma brilhante ideia que ele esperava que fosse dar certo para que Loki tirasse a corda de seu pescoço.

*

Sigyn se sentiu aliviada ao deixar aquele navio, saindo do porto ela e Trym foram recebidos por alguns guardas uniformizados que os escoltaram até carro do governo. Logo ela teve um vislumbre da capital Ymir (em homenagem ao primeiro governante daquele país). Sigyn a achou muito cinzenta, mas ela até que tinha um certo charme, prédios em cores pasteis e desbotadas, vapores saiam da beirada das calçadas e os carros, todos eram modelos antigos mas bem bonitos. Era diferente Midgard, de Asgard.

Era Jotunheim.

Após sair do centro da cidade o carro cruzou uma estrada longa, onde Sigyn viu muitas fábricas. Constatando com a bela e fria paisagem montanhosa com belas florestas de pinheiros imensos. E finalmente o carro adentrou um imenso portão de ferro com os emblemas da bandeira de Jotunheim. A casa era enorme, carro arrodeou um enorme jardim aberto com uma fonte antiga no meio, era tudo tão cinzento, e as flores também eram um tanto desbotadas. O carro parou em frente a uma enorme escadaria onde haviam alguns guardas postos um do lado do outro nos degraus da escada.

Trymm saiu do carro, o carequinha abriu a porta para que Sigyn saísse com sua mala de mão e Snorri em seu outro braço. Ela notou que ela estava bem chamativa naquele cenário acinzentado, já que usava um sobretudo vermelho, uma de suas melhores aquisições em um Brechó de Midtown. Do alto da escada ela pode ver um homem, de porte alto, vestido em um uniforme verde musgo, numa mistura de militar e nobre, tinha cabelos arrumados para trás, uma barba bem aparada e um par de óculos um tanto pequenos que caiam bem em seus rosto, ele estava acompanhado de três crianças, dois meninos e uma menina, lado a lado com as mãos na frente. Pareciam três anjinhos de candura.

Será que eram mesmo? Ela pensou.

A voz de Trymm a acordou.

– Srta. Lindgren, este é o Grã-Duque dos bosques cinzentos, Sir Loki de Jotunheim.

Seu Patrão.

A jovem deu um pequeno pulo, não só por causa da voz de Trymm, mas também por notar que o tal Sir, já estava bem na sua frente. A altura do mesmo fez a jovem se sentir ainda mais pequena com seus míseros 1.59 de altura.

– Ah, — ela mexeu as mãos freneticamente – é um prazer conhece-lo Sir... como é o seu nome mesmo?

Loki arqueou a sobrancelha. E virou o rosto para Trymm que riu amarelo.

– Ela é bem humorada, não acha Sir? – em seguida ele olhou para ela e Sigyn aproveitou e viu o nome de seu patrão numa folhinha que trazia presa na manga de seu casaco.

– Eh... a lembrei – ela apontou para ele – Sir Loki! Não é? Eu sou Sigyn Lindgren, a nova tutora de seus filhos, é uma honra — e então ela chegou mais perto dele e sussurrou – olha, não me leve a mal, mas acho que deveria ter aviões aqui, a viajem de navio foi um horror!

A proximidade da garota o deixou visivelmente desconfortável e desconfiado.

– Ah, desculpe! – ela riu sem jeito – eu tenho esse costume, às vezes falo demais!

O trio de crianças apenas observava.

– O que achou dela Fenny? – Hela perguntou.

– Ela parece estranha.

– Vamos ver quanto tempo ela aguenta — disse Jomungadr com um sorriso malicioso.

– Eu achei ela legal – disse Hela.