Pov. Jenny
Permanecia de repouso, no aquecido colchão o qual tanto conhecia. Ainda não criara coragem para levantar-me, atravessar aquelas cobertas para expor-me à gélida corrente de ar a qual entrava pela fresta da janela semiaberta. Quem a deixara desfivelada? Ora, ora. Meu olfato dispersou-me de tal linha de pensamento, pois aquele doce e almiscarado odor flutuava diretamente para mim. Café da manhã.
Meus pés titubeavam ao descer os degraus, os longos patamares cobertos de bichos de pelúcia de minha irmã. Quem me dera. Os dedos de meu pé escorregaram e aderi-me ao corrimão, abraçando-o como uma barra de ferro única a qual separava-me de um vulcão. Uma pelúcia em formato de lobo desabou do canto onde dependurava-me, e um suspiro alcançou minha audição proveniente de mim ao visualizar aquela figura derramar-se no chão e não meu próprio corpo. Cautelosamente, deparei-me com a cozinha, esbaforida. Parte em razão do fascinante cheiro e parte por vivenciar uma quase morte ao acabar de despertar.
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