La Revenge
La Revenge
Kapitel 587 min Lesezeit

Violência não é um sinal de força...


“Violência não é um sinal de força, a violência é um sinal de desespero e fraqueza”
Dalai Lama


Agnes nunca gritou com tanta raiva em toda sua vida ao chegar no porão da sua casa e ver a gaiola vazia. Então aquela cretina escapou? Como isso foi acontecer? O cadeado quebrado não lhe deixava a menor sombra de dúvidas.

– Mônica! Ela esteve aqui? Eu mato essa desgraçada!

Uma coisa a preocupava. Por que a Mônica teria o trabalho de salvar Penha? O mais lógico era não fazer nada e deixá-la enfrentar seu destino já que tinha sido muito prejudicada por ela. A não ser que...

– Venha aqui agora! – uma voz falou vinda de um comunicador no bolso do seu casaco. – É urgente!

Em poucos segundos ela estava no esconderijo e viu que ele estava louco de raiva.

– Meus satélites estão sendo destruídos um a um! O Astronauta deve tê-los descoberto. Como isso foi possível?
– Penha.
– Como é?
– Mônica a resgatou. Ela sabia onde fica esse lugar e deve ter dado com a língua entre os dentes.

Foi preciso tampar os ouvidos por causa do ataque de fúria e praguejamento iniciado pelo feio. Ela nunca tinha ouvido tantos palavrões em sua vida.

– Maldição! Esses moleques vão me pagar muito caro, muito caro mesmo! É a última vez que eles estragam meus planos!
– O que pretende fazer? Acabou. Sem os satélites, você não pode fazer nada e dentro de algum tempo, todo o exercito estará cercando essa montanha.
– Pensa que eu vou desistir tão fácil? Se eu vou cair, então eles cairão primeiro!

Depois de pensar um pouco e fazer alguns esquemas, ele tomou uma decisão para executar sua vingança. Se tudo desse certo, todo seu trabalho não teria sido em vão e ele nunca mais ia ter que se preocupar com Mônica e seus amigos de novo.

– Você quer ser livre? – ele perguntou a Agnes com um sorriso perverso.
– Livre?
– Sim. Se fizer esse serviço para mim, prometo que será o último. Tirarei o ofuda que te mantém sob meu controle e você ficará na Terra o tempo que desejar.
– E o que eu devo fazer?
– Seguir meu plano. Não tem erro.

__________________________________________________________

Os quatro iam para casa felizes ao saber que dentro de algumas horas, todos os satélites iam ser destruídos. Com isso, o clima da Terra ia voltar ao normal dentro de poucos dias. Ainda havia a preocupação com o Capitão feio, mas eles sabiam que era só questão de tempo até ele ser capturado.

– Cara, eu não tava mais agüentando esse frio! – Cascão falou aliviado por saber que o clima ia voltar ao normal.
(Mônica) — Nem eu, credo! Agora eu vou pra casa que daqui a pouco chega a hora da janta.
(Magali) – Jantar! Nham nham!

Magali e Cascão se olharam com cumplicidade e resolveram apertar o passo, deixando Mônica e Cebola sozinhos.

– Você tá preocupada com o Feio? – Cebola perguntou tentando puxar assunto.
– Mais ou menos. Será que a polícia vai dar conta dele? E ainda tem a Agnes!
– Se não der, o Ângelo vai dar.
– Tomara. Eles já deram trabalho demais. E eu espero que a Penha também cumpra a promessa dela e pague o prejuízo causado na padaria do seu Quinzão.
– Se ela parar com essa doideira de vingança já tá de bom tamanho.

Os dois pararam na frente da casa da Mônica e Cebola ficou meio sem jeito. O que fazer? O que falar? Talvez convidá-la para ir ao cinema?

– Er... tipo assim... já que as coisas estão se resolvendo, os satélites estão sendo destruídos e daqui a pouco vão pegar o Capitão Feio, acho que a gente vai ter o resto das férias livres.
– Isso é. – Ela falou também encabulada, já percebendo as intenções do rapaz. Naquela altura, ela não sabia exatamente o que sentia por ele. Às vezes pensava que ainda havia algum sentimento, às vezes pensava que não. Era difícil saber e ela também não se sentia segura para confiar nele como antes.
– O que você acha de a gente... epa! O que foi isso? – ele falou ao ouvir um berro.
– É a Magali! Olha lá!

Os dois viram Agnes no meio da rua, segurando Magali e Cascão em seus tentáculos.

– Olhem esses bonequinhos que eu encontrei! Que gracinhas! Já que vocês tiraram meu brinquedo, então acho que vou brincar com esses dois! Hahaha!
– Agnes, coloca eles no chão e vem lutar comigo! – Mônica bradou mostrando os punhos.
– Sempre a heroína, não é? Bem.. se querem seus amigos de volta, venham me enfrentar no esconderijo do Capitão Feio!

Magali e Cascão foram levados por Agnes. Mônica tentou correr atrás deles, mas não foi capaz de alcançar o espectro que tinha desaparecido para longe. Ao perder os dois de vista, ela caiu de joelhos gritando pelo nome dos amigos.

– Mônica, calma! Me escuta, por favor! – Cebola falava para Mônica que chorava sem parar. Ele a abraçou bem forte, tentando trazê-la de volta a realidade. Aos poucos ela foi se acalmando.
– Foi tudo culpa minha, só pode! Ela capturou o Cascão e a Magá por minha causa!
– Não, não foi! O Feio tá querendo se vingar de todo mundo! De mim também! Eu também tenho culpa nisso, tá legal? Fui em quem tive a idéia de resgatar a Penha.
– Agora eles estão correndo perigo! Não posso deixar isso acontecer, tenho que ir até lá agora mesmo!
– Ô, peraí! Você sabe que isso é uma armadilha, não sabe?
– Sei, mas não podemos ficar sem fazer nada!
– Precisamos de um plano. Não podemos invadir o lugar assim não. Vem, vamos entrar.

Dentro de casa, Mônica explicou tudo aos seus pais que de cara discordaram da idéia de deixá-la ir ao monte do desafio.

– Vamos ligar para a polícia! – Luiza falou.
– Até lá o Feio já acabou com eles! Nós temos que fazer alguma coisa rápido!
– Não vamos deixar você entrar num lugar desses!

Cebola olhou para os pais dela e falou.

– E eu tenho um plano. O maior perigo ali é Agnes. Do Feio a gente dá conta como sempre.
– E o que você pretende fazer mocinho? Acha que vou confiar minha filha a você? De jeito nenhum!
– Pai!

Cebola levantou-se e enfrentou Souza olhando-o nos olhos.

– O senhor tem razão de me odiar, seu Souza. Eu errei demais com a Mônica e acho que nunca vou me perdoar. Mas entenda que eu nunca colocaria ela em perigo. Se tenho um plano, é porque confio que as coisas vão dar certo. Acredite em mim: vou trazer ela de volta em segurança, prometo!

Ele encarou o rapaz e Cebola não desviou o olhar. Era preciso enfrentar o problema de frente e provar que não era nenhum covarde.

– Eu não confio em você, nem um pouco. – Ele falou por fim. – Mas confio na minha filha. Vou escutar seu plano. Se eu achar que é bom, deixarei ela ir. Do contrário, esqueça.

__________________________________________________________

Cascão e Magali estavam trancados em uma grande jaula de ferro tendo Agnes como vigia.

– Ah, você já instalou meus convidados em seus aposentos! Estão confortáveis? – Feio falou com sarcasmo.
– Solta a gente, seu tosco! – Cascão falou segurando as barras com força, como se quisesse entortá-las. Era inútil, já que ele não tinha a força da Mônica.
– Seu tolo! Poupe suas energias. Não há como escapar. Daqui a pouco os outros dois virão resgatá-los e cairão na minha armadilha.
– Ai, que coisa mais clichê! – Magali falou com os braços cruzados e mostrando a língua. Capitão Feio estalou os dedos e Agnes colocou um tentáculo entre as barras puxando Magali com força.
– Sua garotinha insolente! Pensa que vocês irão me vencer como das outras vezes? Nada disso! Hoje estou mais preparado do que nunca!
– Solta ela coisa feia, solta! – Cascão gritou batendo nos tentáculos de Agnes, que usou outro para imobilizá-los e atirou os dois com força contra o chão deixando-os atordoados.
– Deixe-os aí. Eles não irão a parte alguma. Agora venha que temos muitos preparativos a fazer. A festa de hoje será um estouro!

Gefällt Ihnen die Geschichte?

Erstellen Sie Ihr kostenloses Konto in 15 Sekunden, um die nächsten Kapitel freizuschalten und auf jedem Gerät genau dort weiterzulesen, wo Sie aufgehört haben.