Kaznia
Branco. Era tudo que havia, em todo lugar. A mente confusa e o corpo despido não ajudavam a formular nada coerente para explicar o motivo pelo qual ela estava naquele local. A incapacidade de articular pensamentos coerentes apenas aprofundava o mistério que a mantinha ali. Afinal de contas, onde era ali? Nada parecia fazer sentido, sua própria existência estava incluída naquela equação.
Janeiro costumava ser o mês mais frio naquele país, as temperaturas iam num disparate desde a máxima de 9 graus negativos, até a mínima que beirava incríveis 42 graus negativos. Sob essas condições brutais, a neve sobrepunha as paisagens gerais, e o frio abalava até mesmo as grossas camadas de roupas térmicas e casacos de pele. Ventos cortantes, atingindo velocidades de até 25 km/h, assumiam a tarefa de congelar, literalmente, qualquer superfície de pele exposta, transformando o ambiente em um reino gelado e desafiador.
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