Gemini and Prodigies (HIATUS)
Gemini and Prodigies (HIATUS)
Kapitel 14 min Lesezeit

Capítulo 1

Um garoto de cabelos pretos e lisos, porém um pouco desgrenhados, anda pelo corredor de uma escola...

Meu nome é Akise. Yamamoto, Akise. Estudo na melhor escola do Japão e do mundo, onde apenas são admitidos gêmeos e prodígios... Neste lugar, para aonde quer que eu olhe vejo rostos iguais. É inconveniente procurar por rostos únicos aqui, pois os prodígios são a minoria. E por isso eles são populares... Com as garotas.

Humph. Não que eu dê a mínima para esse tipo de coisa e ...

— Ah! — Gritou uma delas, derrubando seus livros em mim. — D-desculpa-me...

Não disse nada, apenas olhei em seus olhos por um período curto e agachei-me para ajuda-la a recolher seus livros. Foi quando eu estendi a mão com o último deles que ela ergueu a cabeça e realmente viu meu rosto. E foi isso: de repente ficou olhando o meu rosto inexplicavelmente.

Não devolvi o olhar que me lançava, entretanto ela continuou me observando. Cogitei o que me fazia tão "interessante". Aquilo me deixava embaraçado... Então um insight: retornou à minha mente o fato de... Eu quis revirar meus olhos, mas, impulsivamente, movimentei um pouco minha cabeça e expirei ar fortemente devido ao aborrecimento...

O meu rosto. Inevitavelmente... O meu rosto. Sem dúvida e erro algum era o meu rosto... Porque este é o mesmo do “grande" prodígio Akira da escola Akira Suzuki. Tive a quase certeza de que meus olhos de íris não verdes mas sim azuis causaram-lhe leve desapontamento. Era grotesco, ridículo, idiota, fútil, azucrinante e outras mil coisas negativas o fato das pessoas sempre... Sempre...

— Ei, por acaso você... — Ela começou com as palavras quase dentro de si.

“É o Akira?”...

— Os olhos dele são verdes. — Murmurei e joguei o livro em seu colo antes de sair dali, lhe lançando um último curto olhar.

Sala cinco. 1-C. Escola de Gêmeos e Prodígios Akira Suzuki.

— Akise... Akise Yamamoto. — Chamou a sensei checando a lista de presença. Seus óculos caíram um pouco após ela abaixar a cabeça para observar a classe. — Akise Yama...

Akira Yamamoto, com uma cadeira ao seu lado vazia, levanta uma de suas mãos. Cada mesa da sala abrigava uma dupla de alunos.

— Ele foi ao banheiro tomar água, sensei.— Explicou e deu um sorriso simpático, como sempre.

— Ah... Obrigada, Akira. — Respondeu e passou a caneta no diário de classe.

Duas batidas na porta.

— Pode entrar.

"Aluna nova? Mas... Onde estaria sua irmã ou irmão gêmeo? Ela por acaso seria... Um prodígio?!", a professora pensou e ergueu as sobrancelhas. Os alunos a observaram.

— B-bom... — A professora gaguejou.

A Srta. Morrisson procurou por lugares vazios e não havia, a não ser...

— E-eu... — Ela começou.

— Ei, sensei. Ela pode sentar ao meu lado enquanto o Akise não chega, né? — Seu olhar direcionou-se à garota e seus lábios entortaram-se para a esquerda. Seu sorriso continuava simpático e solene e ainda não se desfazia.

A menina olhou para ele e em seguida para a professora.

— Tudo bem, se você não se importar... — Disse a mulher articulando com as mãos. No fundo, parecia um pouco agitada.

— Não, não me importo... Obrigada. — Disse baixinho e inclinou-se juntamente com seus livros, sorrindo com os olhos virados para o chão.

A professora sorriu e prosseguiu com as últimas notas antes do início da aula. Akira esperou a garota se sentar e ajeitar; olhou para a professora como se checasse algo e aproximou-se colocando seu braço direito no encosto da cadeira antes vazia. A garota engoliu em seco: os dois ficaram muito próximos.

— Ei, você... é uma prodígio? Ou você tem uma irmã? — Ele sussurrou olhando a fundo com seus olhos verdes. Um sorriso quase perverso formou-se em seus lábios finos.

— E-eu..

Aquele garoto... “Os olhos dele são verdes”, lembrou a menina. Era sobre ele que o garoto do corredor falava e... De fato, os dois eram idênticos em fisionomia, a exceção se encontrava nos olhos. Totalmente iguais, porém... Completamente diferentes. Akise tinha algo em seu olhar que a ela dava um pico de medo. Já, Akira... Não tinha palavras. Era um bolo complexo de adjetivos.

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