flower bracelet
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Kapitel 17 min Lesezeit

Capítulo único

Contam as lendas locais que há muito tempo atrás, havia um casal de velhinhos que era muito pobre, mas tinham o caráter honesto e trabalhador. O velho saía todos os dias para cortar bambu e a esposa confeccionava chapéus e sandálias que garantiam ao menos uma renda para que pudessem se alimentar.

Em um dia de muita chuva, o senhor não iria até a floresta cortar bambus, mas haviam recebido uma encomenda grande e que garantiria um bom dinheiro para estocarem comida para o inverno, que se aproximava. Indo contra os pedidos de sua esposa, o velho senhor saiu para cortar bambus e para sua surpresa, por entre os bambuzais ele escutou o choro de um bebê, uma menina.

Assim que o senhor chegou a casa trazendo o bebê, logo a velha senhora se apaixonou pela criança e decidiram por cria-la, dando-lhe o nome de Momoi Satsuki, devido aos fios de cabelo rosados que ela tinha. Momoi crescia em uma velocidade assustadora e em menos de três semanas já tinha a aparência e maturidade de uma criança de oito anos, mas não foi só isso que assombrou os pais da menina, pois, toda vez que o velho senhor ia até os bambuzais, voltava com muitas moedas de ouro e atribuiu aquela bênção à filha.

- Satsuki, minha filha. – Dizia a velha. – Você precisa aceitar algum pretendente e se casar, por vezes nobres homens batem até nossa porta e pedem sua mão em casamento.

- Não me interesso por nenhum deles, minha mãe.

A beleza de Momoi se espalhou pelo reino e muitos rapazes iam corteja-la, mas nenhum deles obtinha sucesso, já que a menina de cabelos rosados se negava a sair de perto de seus amados pais. Certo dia, cinco nobres jovens de outros reinos decidiram disputar o amor de Momoi e se acamparam nas proximidades da casa dos pais dela.

Os jovens eram conhecidos como “Geração dos Milagres”, pois eram todos príncipes muito distintos e belos, honrados e sérios, mas dentre eles um único chamou a atenção de Momoi e ele era Aomine Daiki. Aomine era um príncipe destemido e sério, um pouco arrogante, mas fiel aos seus ideais e isso cativou a rosada.

- Minha filha, você precisa dar igual chance a todos os rapazes. – Dizia o pai, quando soube que Momoi e Aomine se encontravam escondidos. – Não é justo para com os demais.

- Você está certo meu pai. – Respondeu Momoi. – Pois nem mesmo posso confiar nas promessas de Daiki, afinal, ele possui lá seus defeitos e não posso deixar você e a mamãe sozinhas e embarcar num casamento fadado ao fracasso.

Desta forma, os pais de Momoi junto a ela, bolaram um desafio para os príncipes da geração dos milagres, era um desafio quase impossível, mas mostraria quem estaria disposto a enfrentar tudo para casar-se com Satsuki. Os seis príncipes foram chamados pelo pai de Momoi que explicou todo o desafio:

- Vocês precisam ir até o topo da montanha mais alta da região e trazer de lá uma rara flor, esta flor é guardada por um dragão feroz chamado Bakagami, mas aquele que obtiver sucesso se casará com minha filha.

- Ah, mas é um desafio muito fácil! – Kise estufou o peito. – Nada pode parar minha técnica de imitação, irei me transformar em outro dragão e enganarei Bakagami!

- De modo algum, Kise. – O príncipe Midorima respondeu. – Eu irei vencê-lo usando minha habilidade de arremesso e irei jogar sobre este dragão a mais pesada e pontuda pedra.

- Você se engana, Midorima. – Disse Murasakibara. – Usando a minha altura irei bloquear os ataques do dragão e irei derrota-lo!

- Não acredito nisto, Murasakibara. – Desta vez foi Akashi. – Eu irei derrota-lo com meu olho do Imperador e ele sucumbirá perante o meu poder.

- Vocês não vão ter chances. – Aomine falou mais alto que todos ali e chamou a atenção para mim. – Não há como eu ser derrotado pelo Bakagami!

- E como tens tanta certeza, Aomine? – Indaga um Akashi de olhar ameaçador.

- Pois o único que pode me vencer sou eu mesmo... – Riu maldosamente Aomine. – Não há como eu ser derrotado.

- Pois é o que veremos. – Aproximou-se Kise, confiante.

Antes dos príncipes partirem, Momoi colocou em cada um deles um bracelete trançado algumas flores e alguns fios de seus cabelos rosa, para que os protegesse e como sinal de que ela estaria sempre ao lado deles. Feito isso, os rapazes partiram para a montanha Seirin, onde enfrentariam o tal dragão.

Os pais de Momoi sabiam que estavam quase enviando os príncipes à morte, mas não tinha outro jeito de provarem que eram merecedores de sua preciosa filha. Satsuki sentiu-se culpada por causa dos príncipes, mas só o amor verdadeiro brotaria de um deles e seria com esta pessoa que ela casaria. No amago de seu ser, ela torcia para que Aomine fosse aquela pessoa, mas só pela volta – se houvesse – de todos eles é que ela saberia.

Passaram-se dias e dias, até que finalmente os rapazes foram chegando, um a um, todos sujos e feridos, mas carregavam a flor como havia sido pedido. O último a chegar, mas sem a flor foi Aomine e os outros não perderam a chance de fazer chacota dele, que infelizmente não podia revidar, pois não havia conseguido pegar a flor.

Havia um grande campo onde cresciam estas flores, mas nas várias lutas contra Bakagami, o campo foi destruído e para o moreno não sobrou sequer um botão de flor, ele voltou revoltado consigo mesmo, pois não poderia ter a mulher que amava.

Quando finalmente todos os príncipes se apresentaram, Momoi acompanhada de seus pais se pronunciou, dizendo que se sentia feliz por todos terem voltado com segurança e mesmo que todos tenham obtido sucesso, ela já havia escolhido o homem com quem se casaria e para a surpresa dos outros príncipes, a escolha de Momoi foi justamente Aomine, que não havia conseguido trazer a flor pedida. Até o moreno se surpreendeu pela escolha da rosada, o que aquilo significava? Ela não estava sendo injusta com os demais?

- É um absurdo! – Protestavam os demais príncipes. – Ele não trouxe a flor!

- Mas foi o único que voltou com o bracelete intacto. – Respondeu o pai de Momoi.

- Por que um bracelete tem mais significado do que o que nos foi pedido? – Perguntou Kise.

- Não adianta correr os riscos que sejam para alcançar um objetivo, se não conseguem proteger aqueles que amam. – Respondeu o sábio senhor. – Momoi disse à todos vocês o significado dos braceletes, não é?

- Sim, que era como se ela estivesse sempre ao nosso lado... – Repetiu Kurasakibara.

- E então, eu vos pergunto. Algum de vocês, tirando Aomine, protegeu aquilo que simbolizava minha filha?

Um silêncio constrangedor pairou sobre o local e todos os príncipes abaixaram suas cabeças envergonhados por não terem percebido algo tão importante, o sentimento de “vitória” de um sobre os outros ofuscou o verdadeiro significado que os levaram até ali, que era desposar a mais bela mulher.

Aomine não havia percebido o significado do bracelete, até que quando estava prestes a se derrotado pelo dragão, olhou para o pulso e a imagem de Satsuki veio até sua mente, ele poderia não conseguir a flor, mas voltaria para ela e por isso evitou a todo custo que o bracelete fosse atingido no calor da batalha.

- Aomine Daiki. – Momoi se aproximou dele e o abraçou. – Eu serei sua esposa, você provou amor verdadeiro e eu não poderia estar mais feliz.

- Satsuki... – Ele a envolve nos braços e a traz para perto de si. – Eu te amo e te protegerei, sempre.

Juras de amor foram ali trocadas e em seguida tudo foi selado por um beijo, pouco tempo depois houve uma grande festa no reino para celebrar o casamento de Momoi e Aomine, mesmo os outros príncipes foram convidados para festa e por muitos anos se falou de como o casal era feliz e prósperos e que todas as pessoas que se amavam se inspiravam neles para alcançarem a verdadeira felicidade...

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