Together forever
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Kapitel 14 min Lesezeit

Capítulo 1

"Shig..." — sua voz doce ecoou por todo o local.

"Mayu...? Mayu!" falou o garoto de cabelos pretos, abrindo os olhos para encontrar a fonte da voz, porém, enxergando nada além da lama onde estava caído e a madeira podre do prédio antigo da escola ao seu lado, que agora, estava com manchas escuras de sangue fresco — "Mayu, onde você está?"

O menino tentava mover sua cabeça, mas não tinha bons resultados, a queda da janela até aquele lugar, havia deixado seu corpo com todos os tipos de dores em cada um dos ossos e músculos que lá dentro haviam.

"Estou aqui." — a mesma voz doce de antes voltou a soar.

Uma silhueta coberta por uma cegante luz branca apareceu ao lado do corpo do menino espalhado pelo chão. O moreno pôde sentir o toque quente de duas mãos encostando em seu rosto com delicadeza.

"Eu... eu estou morrendo, não é...?" — falou ele com dificuldade e cuidado para não engasgar entre a pronúncia das palavras.

"A-Acho que está quase... julgando pela altura em que caiu e seu estado atual... acho que só falta mais um pouquinho para você não conseguir mais aguentar..." — disse a menina baixinho, mas procurando manter o tom calmo e gracioso de sempre que sua voz naturalmente tinha.

"Eu não me importo muito com isso... apenas me diga: você está viva?" — falou ele entre soluços.

"Não... eu sinto muito. O corpo que você estava olhando, aquele corpo era meu... o que estava completamente multilado na parede." — falou a menina com um terrível peso sobre suas palavras.

Morishige não conteve as lágrimas ao ouvir aquelas palavras, só podia ser mentira... aquela pessoa que sempre esteve ao seu lado sorrindo, agora não se passava de restos mortais que seriam esquecidos dentro de uma escola abandonada com uma história obscura. As dores de seu corpo só aumentavam, mas o menino continha as tosses e gritos que queriam sair.

"Shig, não chore... você fica tão mais lindo sorrindo, eu adoro isso em você! — disse enquanto ela mesma não parava de deixar lágrimas escorrerem por sua face — "Logo, nós estaremos sempre juntos, eu não vou a lugar nenhum sem esperar por você, isso é uma promessa."

"Mesmo...?" — disse o menino agora sorrindo levemente enquanto chorava.

"Vamos! Melhores amigos não quebram promessas, não é mesmo...?" — falou ela enquanto observava o menino fechar seus olhos — "Mas sabe... tem mais uma coisa."

"Hum?" — disse ele se esforçando para manter os olhos abertos e observar Mayu mais uma vez.

"I-Isso..." — disse ela, enquanto se inclinava para a frente e encostava seus lábios nos dele. Aquela era uma sensação de calor que os dois jamais tinham experimentado antes. Por mais que o menino antes estivesse sentindo dores, agora ele sentia uma paz inexplicável, um calor que preenchia todo seu corpo. E ela, mesmo não tendo mais realmente um corpo físico, ainda podia sentir tudo igualmente, podia tocá-lo como antes. Depois de alguns instantes, ela se afastou. O rosto dela não estava mais claro na visão dele, pois tudo já estava se tornando nebuloso e embaçado, mas mesmo assim, ele conseguiu enxergar o sorriso envergonhado dela.

"A verdade é que eu estou querendo fazer isso já faz bastante tempo, mas nunca encontrei uma oportunidade boa." — disse ela soltando uma risadinha.

"Eu também, nunca tinha tido coragem para fazer, mas sempre estive pensando o momento certo para isso... bem, não era exatamente assim que eu imaginava, mas, eu fico tão feliz que tenha acontecido." — falou ele com a voz rouca quase falhando totalmente.

"Então eu não era a única que sonhava com coisas simples assim..." — disse ela sorrindo para o menino.

"Com certeza não era..." — o menino se colocou a tossir — "Sinto que essas serão minhas últimas palavras, então, não teria nada melhor a dizer do que isso" — deu uma pequena pausa para recuperar o mínimo de ar que ainda restara dentro de si — "Eu te amo, Mayu Suzumoto."

Assim, o corpo dele parou de se mexer, de respirar, de qualquer outra coisa básica que um ser vivo deveria ser capaz. Mas apesar de tudo, ele morreu sorrindo, dizendo o que sempre teve pra contar a ela, e que ela correspondia.

Agora, do lado da silhueta pequena e graciosa de antes, se encontrava outra um pouco maior. As duas deram as mãos, entendiam o quão doloroso seria a partir daquele momento, pois as dores não cessavam mesmo depois da morte, mas... eles também sabiam, tinham certeza, de que superariam tudo aquilo, pois agora estavam juntos.

Para todo o sempre.

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