PVO Alex
– Por mim, tudo bem! – respondi. — Aqui é perto de tudo pra mim, e dividir o apartamento com você e de brinde um bebê ta bom.
– O bebê não é um brinde, seu idiota! — Vitor diz. — É a filha da Isa que a gente tem que respeitar!
– Foi isso que quis dizer, Vitor! — Falei, irritado.
– Não briguem, meninos! — Belisa disse, rindo. — Vitor, Patrício... O que vocês acham? — ela perguntou.
– Ter uma criança... Acho que vai ser legal! — disse Vitor. — E eu aceito aquelas outras condições. Aquela, sobre a organização do apartamento!
– Patrício? — Belisa olha pra ele. — Aceita morar aqui com o bebê?
– Aceito, sim. — Responde ele.
– Então, está tudo certo! — falou Guto, se levantando. — Eu vou tomar um banho e vocês fiquem aí, conversando! — e se retira.
PVO Vitor
Depois que o Gustavo saiu da sala, sugeri:
– Por que a gente não conta um pouco da nossa história? Assim, a gente se conhece melhor!
– Cara, isso pareceu meio gay! – Alex diz e todos riram.
– Para gente! — pediu Isa. — Eu concordo com a ideia do Vitor, quem começa?
– Você! — Todos nós respondemos.
– Ok. Bom, quando fiquei grávida de um vagabundo ele me abandonou, depois quando não deu mais pra esconder dos meus pais e eles ficaram sabendo da verdade, me expulsaram de casa dizendo que eu era uma vadia que engravidou antes de se casar!
– Pra onde você foi depois? — Patrício perguntou.
– Eu tinha duas melhores amigas: a Valentina e a Lucia. A Lucy ia se mudar naquele mesmo dia, e os pais dela me convidaram pra ir morar com eles.
– E você foi? — perguntei.
– Sim, morei com eles até alguns dias atrás, resolvi voltar pra São Paulo por causa do Gustavo.
– Só por isso? — Alex questiona.
– A família da Lucy estava muito apegada a Emi e eu não queria depender deles pra sempre. – Explicou. — Eu sempre mantive o contato do Gustavo, e um dia ele contou que discutiu com os pais e com os tios por causa de mim, aí ele foi expulso de casa também.
– Então, você voltou pra cá e resolveu alugar esse apartamento com o Guto? — perguntou Patrício.
– Exatamente. E depois chegaram vocês!
– No que você trabalha? — perguntei.
– Sou secretária na empresa dos pais da Valentina.
– Voltou a ver sua amiga? — perguntei.
– Não — ela deu uma risadinha. — Eu consegui o emprego ontem, só que não a vi.
– Você é solteira? — Alex perguntou.
– Olha o respeito, cara! — quase gritei.
– Qual é? — ele diz tranquilo. — Se ela for nós temos que cuidar porque além de ser uma mulher bonita tem uma filha pra criar — ele se justifica.
– Eu sou solteira, não tenho namorado e nem pretendo ter. — Responde Belisa. — Obrigado pela preocupação, Alex!
– Você nunca mais viu, o pai da sua filha? — perguntei.
– Não, e nem quero ver mais esse desgraçado! — responde ela. — Mais... Vocês trabalham no quê?
– Eu trabalho em um restaurante. — Respondi.
– Virou Garçom? — Alex perguntou, segurando o riso.
– Não! Eu ajudo meu tio que é o dono do restaurante.
– Você ajuda em que? — Alex pergunta. — A comer as coisas?
– Deixa de ser imbecil, Alex! — falei, irritado. — Eu vou ser um chefe de cozinha, por isso o ajudo!
– Legal! — diz Isa. — Já temos um cozinheiro! — exclamou, e todos nós rimos.
– Eu trabalho em festas e eventos — Diz Alex. — Sou gerente de uma casa de shows.
– Eu sou professor de música! — falou Patrício.
– Legal... Meninos, o que vocês trouxeram?
– Como assim? — perguntei.
– Se vocês têm alguns móveis porque a casa não está completa, vocês já perceberam, né?
PVO Belisa
– Móveis assim... Não! — responde Alex. — Mas a gente pode comprar!
– Se você tiver dinheiro! — falei.
– O que você já tem? — Patrício perguntou.
– Os sofás, ganhei da Lucy. Eu tenho dois colchões: um de solteiro e um de casal.
– Não tem cama? — Vitor perguntou.
– Só de casal.
– Dá pro Alex e o Vitor dormirem no sofá, eu no colchão de solteiro e você e o Guto da de casal.
– Por que eu e o Vitor no sofá? — pergunta Alex.
– Porque não vai ser vocês que terão que dar aula amanhã! — diz Patrício.
– Essa foi boa, Patrício! — concordei, rindo.
– Pode ser — concorda Alex. — Eu e o Vitor trabalhamos a noite, e você Belisa?
– De manhã e de tarde, só que eu só vou começar só segunda-feira!
– Ótimo! — exclamou Arthur. — Amanhã nós vamos comprar o que está faltando pra casa!
– Tudo? — perguntei.
– O que mais precisa tipo: Dois beliches, mesa, geladeira, fogão... Guarda — roupa...
– Eu vou ter que levar a Emily, ta bom?
– Não, não ta bom! — diz Vitor, e me espantei. — Nós estamos falando, falando e você não apresentou a nossa sobrinha!
– Sobrinha? — todos nós quase gritamos.
– Claro, vamos morar com ela e ela terá que nos chamar de tio!
– Ok – sorri. — Venham conhecer a Emily! — e me levantei do sofá.
– Não precisam se levantar, não é Emi? — Guto aparece na sala, com a minha filha no seu colo. — Essa é a Emily, Emily esses são seus novos tios! — Gustavo apresenta.
– Que linda que ela é! — Patrício falou.
Todos eles se aproximam de Emily e começam a brincar com ela.
PVO Gustavo
Depois dos caras brincarem com a Emi, a Isa mostrou o apartamento pra eles e eu fiquei com a minha priminha, brincando. O nosso apartamento tem dois quartos, sala, cozinha e banheiro com lavanderia. Acho que dará pra cinco pessoas e um bebê morarem tranquilamente.
– Tenho uma má notícia, Guto — falou Alex, que estava voltando pra sala juntamente com os outros.
– O que?
– A partir de amanhã, nós quatro vamos dormir juntos porque só tem dois quartos.
– Eu já sabia disso!
– Terá que suportar a gente, de novo! — falou Vitor.
– Como vocês se tornaram amigos? — Isa perguntou.
– Quando a gente era adolescente, estudemos no mesmo internato. – Expliquei. — Uns foram embora, mas agora estão todos aqui.
– Quase todos — fala Alex. — Falta o Brayan!
– Brayan? — Isa pergunta, pegando Emily no colo.
– Brayan Marchiori, ele era o mais galinha do grupo — disse Patrício.
– O quinteto fantástico! — Isa diz. — Não é, meu amor? — perguntou para Emi, que como resposta deu um sorriso banguela.
– Vocês estão com fome? — perguntei.
– Sim. — Todos respondem.
– Vamos pedir uma pizza? — sugeri.
– Pode ser — concordaram todos.
– Eu vou ter que ir ao mercadinho comprar alguma fruta! — diz Isa.
– Por quê? Ta de regime? — Vitor perguntou.
– Não! Hoje a Emi faz seis meses e eu quero que ela coma uma fruta hoje, como a primeira alimentação!
– Me diga qual é a fruta que eu vou lá e compro – falei. — E aproveito peço a pizza!
PVO Patrício
Guto anotou as coisas que teria que comprar e saiu. Depois eu estava brincando com a Emi, até que o Alex sugeriu.
– Vamos assistir a um filme no meu notebook?
– Que filme seria esse? — Isa perguntou.
– O que acham de Pânico na Ilha? — ele diz.
– Babaca! Como você quer ver esse tipo de filme se tem criança aqui? — Vitor o questiona.
– Desculpa, Belisa! Eu me esqueci...
– Tudo bem, mais vá se acostumando ok? — disse ela, gentilmente. — Eu posso pegar o DVD da Galinha Pintadinha que a Emi gosta.
– Galinha Pintadinha? — todos nós perguntemos.
– Isso, querem que eu pegue?
– Pode ser! — falou Alex, meio que automaticamente.
Isa vai até o quarto dela e eu a sigo com o olhar.
– Quer um balde? — Vitor perguntou.
– O que?
– Você ta babando pela Isa! — disse Alex. — Sai dessa, cara! Nós temos que tratar ela como nossa irmã mais nova, entendeu?
Isa volta e entrega o DVD pro Alex colocar. O desenho começa e Emily fica feliz e concentrada nas imagens, assim a gente conversou mais, até de madrugada falando sobre coisas sem sentido e rindo muito além de comer uma boa pizza, assim quando era 03 horas da amanhã a gente foi dormir.

