Os dois estavam deitados na cama, ambos nus. O relógio ao lado da cama indicava o horário — três e quinze da manhã. Chovia do lado de fora, o barulho das gotas de água batendo na janela — o único som, além da respiração dos dois, que havia naquele ambiente.

— Temos que parar com isso — Inácio falou, passando a mão no rosto — O que fazemos não é sadio, Fabian...

— O que você faz não é sadio — Fabian sorriu, abraçando o outro pela cintura. Inácio tentou tirar ele de perto, mas acabou desistindo e deixou que o moreno o abraçasse — Tudo que eu faço é colocar pra dentro.

Fabian riu e Inácio, orgulhoso, tentou não rir — mas acabou desistindo.

— Acho melhor eu ir embora. — Inácio falou. Tentou se sentar, mas a dor nos fundos o impediu de realizar esse feitio — ...Assim que eu conseguir me levantar, vou sair por aquela porta e não volto mais.

— Se você conseguir — Fabian o abraçou mais forte e roubou um beijo do outro moreno — Agora pare de ser idiota e se deite. Ainda não amanheceu.

Inácio revirou os olhos e se deitou, virando as costas para Fabian. Este, acostumado com o gesto, deu um beijo nas costas do outro, se aconchegando mais.

Aquele relacionamento dos dois era certamente estranho. Não que se importassem — por mais estranho e inadequado que fosse, nenhum deles tinha vontade de parar.

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