O sol batia em seu rosto e os pássaros cantavam. Por sua posição ainda não passavam das 10 da manhã. Andrew acordou sentindo o capim em sua pele e terra em seu rosto. Passou a noite na floresta e não se lembrava de muito do que acontecera na noite anterior. Sua memória estava tão esfarrapada quanto suas roupas. Sua camisa, antes branca, estava com manchas marrons de lama, completamente rasgada e com cortes gigantescos em forma de garra na área do peito, porém sua pele estava intacta. Não sabia o que tinha acontecido na noite anterior mas seus ferimentos já haviam se recuperado. Sua calça, antes azul escuro agora estava marrom de sujeira e ele estava sem um dos tênis que usara antes de adentrar a floresta. Sua aparência estava horrível, mas não tanto quanto as lembranças da noite anterior, porém se havia algo que não saía de sua cabeça são os olhos vermelhos do animal. Pouco antes dele desmaiar com o corte ele viu os olhos de seu atacante. Eram um vermelho, não tão profundo e escuro quanto o sangue, porém ainda eram amedrontadores.
Andrew andava pela floresta procurando uma saída enquanto pensava nas coisas que aconteceram na noite anterior. Será que seus amigos achavam que ele estava morto? O que era aquela coisa? Ele percebeu que ela não queria atacar seus amigos, só queria afastá-los de Andrew e isola-lo, mas por que? Essas perguntas rodeavam sua cabeça e o impediam de pensar claramente, porém se ele tinha certeza de algo era que havia algo diferente nele, mas o que era? Não sabia responder e sabia que não era bom ficar pensando neste tipo de coisa, era melhor ele se focar em sair daquele lugar. Haviam árvores por todos os lados e ele não conseguia se localizar direito, até que ele chegou em uma espécie de clareira. Havia uma árvore seca e retorcida no centro. Andrew não sabia o motivo, mas ela o dava arrepios, porém ele queria chegar perto dela, era uma atração inexplicável.
Andrew andava lentamente, até aquele lugar, até aquela árvore. Ela parecia falar com ele. Parecia sussurrar malícias em seus ouvidos. Parecia que a área ao redor era morta. Não haviam pássaros cantando, não haviam flores, mato ou plantas. Somente a árvore e o chão, que era terra, uma terra seca e sem vida. Andrew podia sentir o sol queimando sua pele, que não é totalmente branca, Andrew é um pouco bronzeada por natureza.
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