A festa estava animada, mas Iago não. Estava sentado, sozinho, no banco mais perto do portão e, embora soubesse que era melhor não ter seus amigos por perto nesse momento, era horrível ficar sem ninguém para trocar uma palavrinha sequer.
Pegou o celular e procurou algo que nem sabia se existia para distrair a cabeça enquanto ela não voltava. Antes, ele tinha certeza que ela voltaria, mas começou a ter dúvidas quando o tempo foi passando e nada acontecia. Levantou-se, prestes a desistir, quando pôde ver quem queria. Viu-a passar por ele, mas não parecia tê-lo ignorado, apenas lhe passou desapercebido, o que era bom e ruim ao mesmo tempo. Odiava que as pessoas não o vissem.
Sem pensar muito, caminhou atrás da menina e, com toda a sua maldade, puxou seu cabelo, que estava em um penteado, em sua opinião, bem esquisito.
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