Betrayals
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Kapitel 13 min Lesezeit

Prólogo

Agosto.

Malibu Beach, CA.

— Olhe só, Ethan, uma das suas namoradinhas veio te ajudar — a voz de um homem foi-se ouvida por baixo da sombra de uma arvore gigantesca. Em seguida, uma risada grossa e curta soou ali, mas vinda de outro homem, que bateu palmas sarcásticas e caminhou até o limite da sombra.

Ethan estava debruçado sobre a areia branca da praia, um saco negro cobria sua cabeça e seus braços estavam atados atrás das costas. Alguém estava sobre ele. E esse alguém segurava algo em uma das mãos; uma arma. Desesperou-se de modo imediato — como qualquer outra garota faria se visse seu amado machucado — e, sem pensar duas vezes, correu em direção ao garoto imóvel e coberto por uma camiseta azul, agora, banhada por um vermelho vivo.

Sangue.

O nome do rapaz escapou de seus lábios entreabertos e, pelo modo em que ele levantara a cabeça rapidamente da areia, provavelmente havia notado que a namorada se aproximava. Imediatamente começou a balançar a cabeça e vários gritos abafados e desconexos ecoaram no silêncio da noite. Amordaçado. Ethan estava amordaçado, provavelmente sufocado, e agora desesperado.

— O que tem de errado? Não quer ela aqui? — o homem másculo sobre o garoto perguntou e manteve a arma firme contra sua cabeça que continuava se movendo negativamente de forma violenta.

Um dos homens vestidos de preto apontou uma arma na direção da garota, fazendo-a parar bruscamente onde estava... A dois metros de distancia da sombra. A namorada apertou mais os olhos, na tentativa de identificar tais rostos que não vestiam uma máscara sequer. Mas, infelizmente, estava escuro demais. A luz do luar não era suficiente. Ela só via sombras.

Por minutos, ela sentiu-se desligada. Anestesiada. Não conseguia gritar. Estava em choque e seu corpo não parecia estar disposto a se locomover. Queria correr? Queria. Queria gritar? Queria. Queria espernear e pular sobre aqueles homens que estavam ali rindo de sua cara e da situação em que seu namorado se encontrava? Queria mais do que tudo. Mas não conseguia. Estava parada. Imóvel. Ethan estava sangrando, Ethan estava machucado. Ethan... Seu Ethan.

E ela? Não conseguia sequer abrir a maldita boca. Sentia seu corpo e seus olhos — que procuravam reconhecer alguém ali — doerem. Suas pernas bambeavam e ela sentia tudo ao seu redor começar a embaçar. Tudo.

— Por favor, não faça nada com ele — pode dizer com a voz falha e trêmula. Ajoelhou-se ali, na frente daqueles seres que ela dera o apelido de repugnantes, na areia gélida e seus olhos marejaram, deixando sua visão cada vez mais turva. — Por favor, eu imploro.

Rogou em pensamento para que eles a ouvissem e simplesmente deixassem Ethan em paz. O que ele fizera de tão ruim para estar ali? Que raios aqueles rapazes iriam fazer com ele? Prendeu um soluço que ameaçava sair e viu um olhar de piedade no homem que segurava a arma em sua direção. Mas, ao ver a cara perversa do rapaz que pendia a arma sobre a cabeça de Ethan, a garota segurou instintivamente seu colar dourado no pescoço e sentiu o sangue de suas veias gelarem.

— Ah docinho! Sinto lhe dizer, mas... Você chegou tarde demais. — e dito isso, ele apertou o gatilho, liberando uma bala e acertando em cheio a cabeça de Ethan.

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